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Tenis

Doping de Sinner: Djokovic e Alcaraz falam sobre o assunto

O caso de doping do italiano Jannik Sinner, que abalou o mundo do tênis nesta semana, foi um dos assuntos mais comentados do esporte nos últimos tempos e gerou reações de alguns dos principais jogadores do circuito. Atuais números 2 e 3 do mundo, respectivamente, o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Carlos Alcaraz foram questionados sobre o ocorrido logo na primeira entrevista coletiva no US Open.

Para o atual campeão olímpico, é necessário mudar a abordagem dos órgãos competentes após o caso de Sinner:

“Situações como essa são a razão pela qual criamos a PTPA. O principal é o jogador, os direitos dos tenistas. Lutamos para ter protocolos justos, claros e padronizados para esses casos. Entendo a frustração dos jogadores porque falta consistência. Pelo que entendi, o caso dele foi esclarecido no momento em que foi tornado público, cinco ou seis meses depois de a notícia ter sido comunicada à sua equipe. Há muitos problemas no sistema. Espero que os órgãos dirigentes do nosso esporte possam aprender com este caso para adotar uma abordagem melhor no futuro.

Acho que tem que haver uma mudança. Muitos jogadores passaram por situações semelhantes e não tiveram os mesmos resultados. Temos que investigar para padronizar algo que garanta que cada jogador, independente de sua classificação ou status, receba o mesmo tratamento,” afirmou Djokovic.

Já Carlos Alcaraz, bom amigo de Sinner, preferiu adotar um tom mais comedido e evitar polêmicas, mas acredita que Sinner seja inocente:

“Bom, é um momento muito difícil para ele. Não vou mentir, é complicado. Eu acredito em um esporte limpo. Então, não sei muito sobre isso. Tenho certeza de que há muitas coisas que não sabemos, mas se deixaram Jannik continuar jogando, é por alguma razão. Eles disseram que ele é inocente, então é tudo o que eu sei e o que posso falar,” disse Alcaraz.

Djokovic e Alcaraz são apenas dois dos tenistas que se pronunciaram sobre o caso. Anteriormente, jogadores como Denis Shapovalov e Nick Kyrgios foram críticos do italiano, pedindo justiça para todos os tenistas.

Fisioterapeuta de Sinner também fala sobre o caso

Personagem central de todo o caso, o fisioterapeuta Giacomo Naldi, que teria sido responsável por contaminar Sinner com a substância clostebol ao usar um spray para tratar um machucado em seu próprio dedo, acabou sendo desligado da equipe do tenista, assim como o preparador físico Umberto Ferrara.

Após o corte, Naldi publicou uma mensagem nas redes sociais, na qual agradeceu pelos anos de trabalho e sucesso ao lado do jovem atleta, mas também criticou a mídia pela superexposição do caso.

“É verdade que existem duas vias de justiça: a real, sancionada pelos Tribunais, e a (infelizmente mais eficaz), sancionada pelos meios de comunicação. Estes últimos são muitas vezes superficiais e raramente baseados em fatos concretos, que neste caso, aliás, são públicos. Como espectador, sempre me perguntei qual era o objetivo de tornar espetaculares os acontecimentos judiciais, senão julgar, criar ou destruir pessoas e suas reputações. Hoje, como protagonista, tenho a confirmação disso.

Há um ano e meio, integrei um grupo de trabalho fantástico, formado por boas pessoas, ótimos profissionais, companheiros de viagem. Com eles vivi momentos de alegria e dor, compartilhei emoções, saboreei vitórias e derrotas, mas acima de tudo consegui atingir objetivos que nos trouxeram para a história do tênis italiano.

Tenho orgulho de ter feito parte desta grande equipe, consciente de ter dado o meu melhor. Dói pensar em não fazer mais parte disso, é difícil não estar no box torcendo pelo Jannik, mas terei que me acostumar rapidamente,” lamentou.