Em crise, o Santos recebeu o São Paulo, na Vila Belmiro, disposto a dar uma resposta ao seu torcedor, que protestou antes e durante a partida. Mas, mesmo saindo na frente, o Peixe não soube segurar o resultado e cedeu o empate em 1 a 1.
O Peixe adotou uma postura ofensiva desde o início, mas faltava qualidade na criação de jogadas, pois o time era espaçado e apresentava muitos erros técnicos. Só que o São Paulo entrou em campo para jogar explorando contragolpes e não demonstrava a mesma intensidade santista. Desta forma, por ficar mais na frente, o Santos acabou achando um gol no fim da etapa inicial.
Já no segundo tempo, o Santos seguiu mais ofensivo, porém, com mudanças importantes, Crespo mudou a postura do São Paulo e a equipe chegou ao empate com Calleri. Depois disso, o Peixe ainda tentou desempatar, mas errou demais.
Com o resultado, o São Paulo segue invicto e na parte de cima da tabela, administrando bem o elenco. E o Santos ampliou sua crise e já tem um clima de panela de pressão logo no início do Brasileirão. Enquanto o Tricolor parece ter elenco para brigar por coisas interessantes se estiver saudável, o Peixe precisa se reforçar bastante para não sofrer durante todo o ano.
Saiba como foi o empate na Vila Belmiro, que teve o Santos mais ofensivo e o São Paulo mais perigoso, porém, no geral, um futebol que ficou devendo muito de ambos os lados.

Santos é premiado com um gol no fim do primeiro tempo
O Santos iniciou ligado, marcando a saída de bola do São Paulo e tentando roubar a bola no campo do adversário. Entretanto, o time era desorganizado e, com a bola, não conseguia ser produtivo. Enquanto isso, o São Paulo atuava com uma postura defensiva, bloqueando o meio e claramente pensando em encaixar um contragolpe. O jogo era bem fraco tecnicamente.
Em meia hora de jogo, o que vimos foi sequências de faltas, erros de passes e uma partida bem sonolenta. O São Paulo seguia com a estratégia de jogar no erro do Peixe, tendo uma chance de gol em chute de Bobadilla. Enquanto do lado do Santos, a equipe tentava trabalhar na construção de jogadas com muita participação de Gabigol, mas pouca efetividade. O time da Vila simplesmente não conseguia finalizar.
A melhor chance do primeiro tempo foi do São Paulo, que acabou crescendo na partida, após subir mais a marcação e se aproveitar dos erros do Santos, que são frequentes. Aos 33’, Tapia apareceu do lado esquerdo da área e finalizou forte, com muito perigo.
O time da casa só foi criar uma jogada perigosa aos 43 minutos. Após uma tentativa de infiltração pelo meio que deu errado, a bola sobrou para Rony, que cruzou na cabeça de Gabigol que escorou por cima da meta de Rafael.
No fim do primeiro tempo, o Santos resolveu apertar mais e, aos 47’, Barreal testou o goleiro Rafael. Mas, dois minutos depois, com o Peixe ainda no campo de ataque, Adônis Frias bateu firme e obrigou o goleiro do São Paulo a espalmar a bomba, no rebote, Zé Rafael apareceu sozinho e chutou para o fundo das redes, colocando o time da Vila na frente.
Após o gol do Peixe, não tinha tempo para mais nada e o Santos, após dominar territorialmente, mas não agredir, abriu o placar e foi para o intervalo com uma vantagem importantíssima pelo equilíbrio da partida. A premissa para a etapa complementar era do São Paulo tomar uma postura mais ofensiva.
Crespo mexe e São Paulo empata
O Santos voltou para o segundo tempo com uma postura ofensiva, atuando da mesma forma que jogou no primeiro tempo, enquanto o São Paulo, mesmo atrás no placar, pouco ficava com a bola no campo ofensivo.
Aos nove minutos, o Santos criou uma grande chance, Gabriel Menino limpou o lance, lançou para Mayke que cruzou, a bola acabou sobrando para Gabigol que chutou com muito perigo, assustando Rafael. O Peixe era melhor.
Após 15 minutos de falta de produção, Crespo colocou Luciano, Marcos Antônio e Lucas. E, dois minutos depois, numa jogada com a participação dos atletas que entraram, o São Paulo conseguiu uma falta na entrada da área. Lucas bateu e Brazão fez uma defesa segura.
Pouco tempo depois, Maik fez boa jogada pela direita, passou para Lucas, que fez grande jogada e cruzou, Calleri subiu sozinho, antecipando João Basso, para cabecear sem chances para o goleiro Brazão. Tudo igual na Vila Belmiro.
Após as substituições o São Paulo era outro time, muito mais presente no ataque, com bom toque de bola e objetividade. As trocas de passes rápidas e as linhas mais altas do Tricolor, dificultavam demais a vida do Peixe.
Apesar do São Paulo ter mais qualidade, o Tricolor não tinha a bola. Enquanto isso, o Santos possuía bem mais posse, jogava no campo de ataque, mas encontrava muita dificuldade para criar chances de gol. Era uma pressão sem objetividade.
E assim, com o Santos pressionando, mas sem criar nenhum lance de perigo, o jogo terminou. A torcida do Peixe protestou e a situação da equipe é cada vez mais complicada. Enquanto isso, o São Paulo, administrando bem o elenco, saiu de campo com um ponto e satisfeito com isso.
Final: Santos 1×1 São Paulo
(Imagem de capa: Ricardo Moreira/Getty Images)



