O Manchester United confirmou vaga na próxima edição da Champions League ao vencer o rival Liverpool por 3 a 2, em Old Trafford, no domingo.
Os Red Devils não estavam completamente fora da briga pelo G5 quando Rúben Amorim deixou o comando, em janeiro, mas o cenário ainda era de desconfiança. Sob o comando de Michael Carrick, o time oscilou, porém encontrou respostas no momento decisivo da temporada — e a vitória no clássico simboliza essa virada.
Cunha cresce em jogos grandes e irritação dos Reds em gol polêmico

Se antes o protagonismo ofensivo passava por Mbeumo, agora o nome da vez é Matheus Cunha. O brasileiro assumiu o papel decisivo nas partidas mais importantes e voltou a ser determinante.
Atuando com liberdade pelo lado esquerdo, Cunha se aproveitou da desorganização defensiva do Liverpool nos minutos iniciais e abriu o placar, contando com um leve desvio no caminho. Foi mais uma atuação consistente do atacante, que já havia sido decisivo em outros confrontos de peso ao longo da temporada.
O segundo gol do United, marcado por Benjamin Sesko, gerou forte reclamação por parte do Liverpool. A jogada levantou suspeita de toque de mão do atacante antes da bola entrar.
Após revisão do VAR, a arbitragem optou por manter a decisão de campo, alegando falta de evidências conclusivas para anular o lance. A decisão incomodou o técnico Arne Slot e também figuras históricas do clube presentes no estádio.
Apesar da controvérsia, o United fazia por merecer a vantagem naquele momento.
Liverpool reage, mas repete erros
Sem peças importantes no ataque, como Salah, Isak e Ekitiké, o Liverpool precisou se reinventar. Slot apostou em uma formação mais fluida, com movimentações constantes no setor ofensivo, mas esbarrou em problemas já conhecidos.
O time teve mais posse e cresceu na segunda etapa, principalmente ao explorar os erros do United. Em poucos minutos, conseguiu empatar a partida e recolocou o jogo em aberto.
Ainda assim, a falta de contundência e a fragilidade defensiva voltaram a aparecer — dois fatores que têm marcado a equipe ao longo da temporada.
Mainoo decreta a vitória e garante ingresso do United para UCL

Quando o jogo caminhava para um cenário de instabilidade, Mainoo apareceu. O jovem meio-campista, que já havia feito um primeiro tempo seguro, aproveitou erro na saída de bola do Liverpool e finalizou com precisão da entrada da área para decretar a vitória.
O gol não apenas garantiu os três pontos, mas também confirmou o retorno do Manchester United à elite europeia.
Entre oscilações e respostas, o time de Carrick mostrou que, mesmo longe da perfeição, ainda sabe decidir jogos grandes — característica essencial para quem quer voltar ao topo.
A temporada do Manchester United
Na jornada de 2025/2026, o Manchester United iniciou com expectativas modestas — algo distante da sua própria grandeza. Após a saída de Ruben Amorim e a chegada de Michael Carrick, a equipe passou por uma virada gradual de desempenho.
A terceira colocação na tabela é reflexo direto dessa evolução ao longo da temporada. Sem compromissos internacionais, o clube conseguiu focar na Premier League e construir uma sequência consistente de resultados. Com 64 pontos, o cenário atual mistura surpresa e satisfação — ainda que o futuro de Carrick no comando siga indefinido.
Contra o Liverpool, o roteiro resumiu bem o momento do time: intensidade no início, construção da vantagem e capacidade de resposta mesmo após oscilações. O United poderia ter sofrido menos, mas foi mais incisivo e voltou a vencer um rival direto.
O desempenho contra o Big Six reforça essa leitura: em 10 jogos, apenas duas derrotas.
Agora, o próximo desafio será fora de casa, contra o Sunderland, no sábado (09), às 11h (de Brasília), pela 36ª rodada. Na reta final, o United ainda enfrenta Nottingham Forest (casa) e Brighton (fora).
Créditos da foto de capa:Shaun Botterill/Getty Images
