A final feminina de Wimbledon acontece neste sábado (12), com Amanda Anisimova (12ª) e Iga Swiatek (4ª) decidindo o título. Nesse ano, como foi nos últimos sete, haverá uma campeã inédita no Grand Slam britânico.
Final feminina em Wimbledon
Amanda Anisimova e Iga Swiatek se enfrentam pela primeira vez no profissional na final de Wimbledon. Houve um encontro anterior, nos juniores, em 2016, com vitória da polonesa. Agora, quem vencer, irá conquistar também o seu primeiro título na grama.
Swiatek chega como a favorita, após mostrar grande evolução nessas quadras em 2025. Mas há alguns fatores que Amanda terá a seu favor. Assim como Aryna Sabalenka (1ª), a americana é uma tenista que gosta de bater e não costuma dar tempo para as adversárias pensarem muito.
Iga costuma ter dificuldade com as jogadoras mais agressivas, no sentido de atletas que sua força. Excelente em antecipar os passes das oponentes, acaba se complicando ao enfrentar tenistas que aceleram as jogadas. Mas o que deve tentar usar contra Anisimova é a atleticidade.
A ex número 1 do mundo tem grande habilidade de fazer seus golpes, usando de variações durante a partida. Assim, pode deixar a oponente correndo de um lado para o outro. É preciso considerar também a experiência de Swiatek em decisões em Grand Slams. A top 5 está em busca do sexto título em major, enquanto a americana nunca havia chegado em uma final.
Os nervos podem fazer toda a diferença no confronto decisivo. E mesmo que a nova top 10 consiga deixar Iga desconfortável, não será um trabalho fácil para Amanda.

Caminho até a final
É uma surpresa as duas finalistas de Wimbledon 2025. Iga Swiatek nunca teve um bom retrospecto na grama e, apesar de seu domínio em certos períodos, não tinha nenhuma final nessas quadras. Não só isso, mas vinha de um momento ruim e não mostrou melhora nem mesmo na temporada de saibro, quando costuma ser dominante.
No entanto, foi finalista em Bad Homburg 2025, perdendo para Jessica Pegula (3ª). Essa é a sua segunda decisão seguida na temporada de grama, o que surpreendeu a todos. Mas não só isso, fazendo uma campanha sólida no Grand Slam de Londres. Em seis jogos até aqui, só perdeu um set, para Caty McNally (125ª), na segunda rodada.
Na estreia, Iga eliminou Polina Kudermetowa (46ª), por 7/5 e 6/1, já começando muito bem. Na terceira rodada, superou Danielle Colins (54ª), por 6/2 e 6/3. Depois, veio duas cabeças de chave: Clara Tauson (22ª), 6/4 e 6/1, e Liudmila Samsonova (19ª), 6/2 e 7/5. Na semifinal, passou por cima de Belinda Bencic, 2/6 e 0/6.
Já Amanda Anisimova, em Wimbledon, também não era esperado que fosse tão longe. Seu histórico na grama sagrada não é excelente, chegando na segunda semana apenas uma vez, em 2022. Além disso, foi eliminada no quali de 2024, mostrando uma grande evolução no último ano.
Ainda, essa também é a sua segunda final na grama, chegando na decisão do Queen’s Club 2025, quando perdeu para Tatjana Maria (45ª). Mas, assim como a adversária da final, veio crescendo e surpreendendo no caminho. A americana teve três partidas de três sets.
Na terceira rodada, contra Dalma Gálfi (110ª), 3/6, 7/5 e 3/6; oitavas de final, contra Linda Nosková (27ª), 2/6, 7/5 e 4/6; e na semifinal, contra Sabalenka, 4/6, 6/4 e 4/6. Nos três jogos em sets diretos, eliminou Yulia Putintseva (33ª), duplo 0/6; Renata Zarazúa (71ª), 4/6 e 3/6; e Anastasia Pavlyuchenkova (50ª), 6/1 e 7/6 (9).

Foto: Jordan Pettitt/PA



