A Fiorentina vive um verdadeiro pesadelo nesta temporada. Nada parece funcionar para o time de Paolo Vanoli, que se vê agora na pior colocação da Serie A, completamente isolado, sem conseguir reagir dentro de campo e com um clima que só piora a cada rodada. A vitória do Verona contra a Atalanta foi mais um golpe duro, deixando os viola ainda mais afundados na lanterna e tornando o próximo confronto direto, justamente contra o time de Zanetti, um duelo que pode significar o início de uma recuperação… ou o desespero total.
E é nesse cenário que todas as atenções se voltam para janeiro. O mercado de inverno pode ser o divisor de águas da temporada. Pode salvar o clube ou confirmar a derrocada. A diretoria, liderada pelo diretor esportivo Roberto Goretti, sabe que terá que tomar decisões difíceis. Vanoli já deu o recado mais forte possível: agora não adianta falar de desculpas, precisa ter “homens de verdade” dentro de campo. Jogadores com personalidade, coragem e disposição para encarar pressão e responsabilidade.
O problema é que, por enquanto, a sensação é de que falta isso no elenco atual. E antes de pensar em contratar, o clube precisa vender. As contas do investimento de 90 milhões de euros nesta temporada pesam demais, sem contar o gasto com o antigo técnico Stefano Pioli, que ainda tem salários garantidos por três anos. A pressão financeira é tão grande quanto a esportiva.
O clima é de possível revolução. Nada e ninguém está totalmente seguro.
O caso Gudmundsson: líder técnico, cabeça perdida
Um dos nomes mais comentados da crise é Albert Gudmundsson. O islandês, jogador mais talentoso do time e que chegou com status de protagonista, está no centro de uma polêmica que escancarou problemas internos. Depois da partida contra o Sassuolo, Vanoli afirmou publicamente que Gudmundsson se recusou a bater o pênalti. Palavras que caíram como bomba no vestiário.
O camisa 10, porém, respondeu nas redes sociais, em tom claro de defesa, negando que tenha fugido da responsabilidade e argumentando que outro companheiro simplesmente pegou a bola e quis bater. Para ele, brigar com um parceiro de equipe na frente de 30 mil pessoas era algo que jamais faria.
A real é que a torcida começa a duvidar de sua liderança. Tecnicamente, ninguém questiona seu talento. Mas emocionalmente, a impressão é que falta força para carregar o time em um momento tão delicado. Quando o barco está afundando, esperava-se que Gudmundsson fosse o farol, e não mais um que se esconde na sombra da confusão.
O risco: se o ambiente não melhorar rápido, uma saída em janeiro não apenas é possível, como começa a parecer cada vez mais provável. Isso teria impacto enorme no projeto esportivo… e financeiro.
Kean: a frustração de quem tenta, mas a bola não entra
Do outro lado do furacão está Moise Kean. O atacante chegou para ser referência ofensiva, principalmente depois dos 25 gols marcados na temporada passada. Mas 2025 virou um tormento pessoal: a bola insiste em não entrar.
Contra o Sassuolo, a cobrança de pênalti virou símbolo do colapso. Kean queria bater para se libertar da má fase. A frustração era visível em seus olhos. Mas o que era vontade de ajudar virou motivo de descontrole e discussão com companheiros. Em um momento tão tenso, brigar pelo direito de cobrar um pênalti virou cena que pegou muito mal.
E apesar da má fase, Kean segue sendo um ativo valioso do clube. A Fiorentina sabe disso. Grandes clubes o observam. O principal deles? O Barcelona, cujo interesse já foi manifestado em conversas com seu agente. Se o pior cenário se confirmar e a queda na tabela continuar, vender Kean pode ser, ao mesmo tempo, uma solução financeira… e a prova definitiva de que o projeto de Commisso encolheu.
Por outro lado: se vender o pouco que ainda pode salvar o time é uma boa ideia? É uma discussão que divide a torcida da Fiorentina.
Revolução à vista e clima de incerteza total na Fiorentina
A verdade é que ninguém hoje pode garantir que este elenco vai dar a volta por cima. A Fiorentina parece emocionalmente destruída, e isso se reflete no campo: falta confiança, faltam ideias, falta energia.
Janeiro será um mês de definições dramáticas. Saídas de nomes importantes? Muito provável. Chegadas que mudem o vestiário? É o sonho da torcida. Isso vai acontecer? Só quando o mercado abrir será possível saber.
O que dá para afirmar é o seguinte:
• o clube precisa de personalidade
• a diretoria precisa agir com coragem
• o treinador precisa recuperar o vestiário
• os jogadores precisam reagir imediatamente
Porque o relógio está correndo. E na Serie A, quem dorme no último lugar por muito tempo… acorda na segunda divisão sem perceber.
A revolução pode salvar a Fiorentina. Ou pode ser tarde demais.


