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Flamengo acerta ao poupar na Copa do Brasil e encaminhar às oitavas

O Flamengo resolveu adotar uma postura mais cautelosa na 5ª fase da Copa do Brasil ao preservar seus principais jogadores no jogo de ida diante do Vitória. Mesmo com elenco alternativo, o Mengão conquistou um importante triunfo por 2 a 1 no Maracanã antes de mais uma rodada do Brasileirão e uma nova rodada na fase de grupos da Copa Libertadores, mantendo o seu favoritismo para garantir a classificação rumo às oitavas de final, apesar da força do Leão jogando no Barradão.

Flamengo roda elenco para manter controle de carga

Desde o início, o Flamengo de Leonardo Jardim assumiu o controle da partida com um modelo apoiado na posse e na ocupação do campo ofensivo. A equipe buscou pressionar alto e manter o Vitória encurralado, tentando transformar superioridade técnica em volume de jogo, algo já esperado pelo contexto da partida e pela força do time como mandante, mas a circulação rubro-negra, porém, encontrou um adversário bem organizado em bloco médio-baixo, que fechava os espaços centrais e obrigava o jogo a fluir pelos lados.

O Vitória, comandado por Jair Ventura, executou com disciplina sua proposta reativa. Compacto sem a bola, priorizou proteger a entrada da área e explorar transições rápidas sempre que recuperava a posse, uma estratégia coerente com seu perfil recente e com as vulnerabilidades do Flamengo em contra-ataques ao longo da temporada. Foi justamente nesse tipo de cenário que a equipe baiana conseguiu equilibrar o confronto em determinados momentos e, mais do que isso, mostrar capacidade de ser perigosa mesmo com menor posse.

O primeiro tempo refletiu esse contraste: o Flamengo tinha a bola, mas nem sempre conseguia transformar domínio em chances claras, enquanto o Vitória, com menos volume, encontrava situações de ameaça ao acelerar em direção ao gol. Faltava ao time carioca maior presença entrelinhas e movimentos de ruptura que desorganizassem o bloco adversário com mais consistência, mas com ressalvas para a qualidade defensiva do Leão na etapa inicial.

A mudança de cenário veio na etapa final, muito influenciada pelas alterações. As entradas de jogadores mais criativos e dinâmicos (principalmente Arrascaeta) aumentaram a capacidade de infiltração e deram ao Flamengo uma nova camada de imprevisibilidade. O time passou a circular a bola com mais velocidade e a atacar melhor os espaços entre zaga e meio-campo do Vitória, reduzindo a previsibilidade que marcava o jogo até então.

Além disso, o Mengão elevou sua pressão pós-perda, dificultando a saída do adversário e mantendo o time constantemente instalado no campo ofensivo, comportamento que encurtou o campo e diminuiu o número de transições perigosas do Vitória, fator determinante para a virada.

Ainda assim, o jogo também evidenciou fragilidades, pois o sistema defensivo rubro-negro voltou a dar sinais de vulnerabilidade quando exposto em campo aberto, reforçando uma tendência que está marcando em parte o trabalho de Leonardo Jardim: a equipe é dominante com a bola, mas pode sofrer quando perde o controle posicional.

Do lado baiano, apesar da boa organização, faltou sustentação física e capacidade de manter o nível de intensidade ao longo dos 90 minutos, mas Jair Ventura certamente ficou satisfeito com o desempenho e a possibilidade de definir a vaga em casa.

Imagem: AGIF