O Fluminense entrou em campo com favoritismo notável diante do Flamengo em sua maior oportunidade de título em 2026, sendo um dos poucos momentos da história recente do clássico em que o Tricolor das Laranjeiras chegou para um confronto decisivo contra seu grande rival praticando um futebol de maior qualidade. Além do mais, o Mengão segue vivendo uma crise notável envolvendo a crise de relacionamento entre jogadores e diretoria, sendo este mais um passo que colocava o time de Luís Zubeldía como favorito à conquista da taça do Campeonato Carioca em jogo único, com quase 70 mil torcedores presentes no Maracanã.
No entanto, o Fluminense decepcionou muito o seu torcedor não apenas com o resultado final. Sabendo que o Flamengo possui melhor elenco, existia obviamente o risco do jogo ser definido na individualidade e o Mengão acabar levantando a taça, mas a falta de imposição do Tricolor nesta decisão chamou atenção muito negativamente, com o resultado sendo consequência direta.
Fluminense não controlou decisão do Carioca em momento algum
A final do Campeonato Carioca apresentou um cenário típico de decisões: cautela, compactação defensiva e poucos riscos assumidos, principalmente depois que o Flamengo apostou na estreia de Leonardo Jardim. As duas equipes priorizaram o controle dos espaços centrais e evitaram expor suas linhas defensivas, o que transformou o Fla-Flu em um jogo travado e de baixa produção ofensiva.
O Fluminense buscou maior circulação de bola desde o início, tentando impor ritmo a partir da construção no meio-campo. A equipe de Zubeldía procurava trabalhar a posse com passes curtos e movimentação entre linhas, tentando encontrar espaços entre os volantes e zagueiros do Flamengo, que apostou em uma abordagem mais pragmática. A equipe rubro-negra priorizou a organização sem bola, defendendo em bloco médio e tentando acelerar o jogo quando recuperava a posse.
Grande parte da partida foi definida pela batalha tática no setor central. Ambos os times posicionaram seus volantes próximos da defesa, reduzindo os espaços para infiltrações e obrigando os meias adversários a recuar para participar da construção. Isso acabou limitando a criação de jogadas pelo centro e empurrou as tentativas de jogo pelos corredores laterais, tanto para Flamengo, quanto para o Fluminense.
Na etapa final, o Fluminense tentou aumentar a pressão territorial, adiantando um pouco suas linhas e ocupar mais o campo ofensivo, buscando acelerar a circulação da bola para encontrar brechas na defesa adversária. Porém, o Flamengo respondeu com ajustes defensivos e manteve o bloco compacto, reduzindo o espaço entre meio-campo e zaga. Com isso, Leonardo Jardim conseguiu neutralizar boa parte das tentativas de infiltração tricolores e manter o jogo sob controle estratégico.
Sem gols no tempo regulamentar, o título acabou sendo decidido nas penalidades. O goleiro Rossi mais uma vez teve papel decisivo, e o Flamengo venceu a disputa por 5 a 4 para levantar a taça estadual pelo 3º ano consecutivo.
O que falta para o Fluminense ser novamente campeão?
Essa decisão mostrou que o Fluminense ainda não está pronto para conquistar grandes títulos novamente, e o trabalho de Luís Zubeldía precisará de uma evolução para alcançar um nível mais exigente caso queira pensar em títulos de Brasileirão, Copa do Brasil e principalmente Conmebol Libertadores.
Imagem: AGIF