O jogador do Fluminense, Soteldo contra Rivadavia
Futebol Libertadores

Fluminense não mostra eficiência ofensiva mais uma vez. Confira as impressões do empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia

O empate sem gols entre Fluminense e Independiente Rivadavia pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América, nesta terça-feira (11), não foi o resultado esperado pela torcida tricolor. No Maracanã, ambas as equipes criaram poucas oportunidades claras de gol e deixaram o confronto aberto para a partida da volta, na Argentina.

O Fluminense entrou pressionado para o confronto, por conta da má fase, que incluiu mais de cinco jogos sem vitórias pelo Campeonato Brasileiro e a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil, na última quarta-feira (04). Do outro lado, o Independiente Rivadavia chegou ao jogo motivado pela surpreendente campanha na fase de grupos, em que ganhou cinco vezes e empatou em uma ocasião.

O time argentino explorou os erros do tricolor para atacar o Fluminense. Já a equipe carioca foi refém novamente da ineficiência do ataque, em uma atuação marcada pelo nervosismo e pela falta de criatividade, principalmente nos minutos finais.

A falta de criatividade do Fluminense

Jogando como mandante, o Fluminense tinha a necessidade de criar uma vantagem para o jogo de volta da Libertadores. No entanto, o tricolor carioca teve um rendimento apático no meio-campo para frente, com um ritmo lento e previsível na armação de jogadas. A equipe mostrou que não tinha criatividade ao realizar vários cruzamentos para a área e teve grande dificuldade em furar a marcação da equipe argentina.

O tricolor teve um grande controle da bola na intermediária, mas demorava para encontrar espaços para fazer agressividade ou infiltrações. Este rendimento apagado trouxe mais marcação do Independiente Rivadavia, que gerava uma falta de aproximação entre os meias e os atacantes, facilitando a chegada dos jogadores do time argentino.

Além disso, os jogadores do Fluminense permaneciam estáticos em grandes partes do jogo, apresentando um estilo mais burocrático e obtendo um êxito maior apenas por jogadas individuais de Canobbio e Soteldo. Por conta disso, a equipe teve poucas finalizações (14 a 11 do Independiente Rivadavia), sendo que apenas três oportunidades foram em direção ao gol.

A atuação eficaz do Independiente Rivadavia

A equipe argentina adotou uma postura tática cirúrgica no confronto, aproveitando o lento jogo dos jogadores ofensivos do Fluminense, para construir as jogadas mais claras de gol. Mesmo com apenas 27% de posse de bola, o Independiente Rivadavia ofereceu perigo ao tricolor, graças às transições rápidas e chutes de média e longa distância.

Uma oportunidade que simboliza a objetividade do time argentino aconteceu no segundo tempo. Aos dez minutos, Matías Fernández pedalou, tirou a marcação pela esquerda e soltou um petardo de fora da área, que acertou a trave do goleiro Fábio.

Nove minutos antes, a equipe já havia mostrado perigo ao tricolor carioca. Ezequiel Bonifacio recebeu um passe de Álex Arce, avançou para dentro da área e finalizou na saída de Fábio, que fez uma grande defesa.

A eficiência do Independiente Rivadavia por meio do contra-ataque argentino expôs a fragilidade do sistema defensivo do Fluminense. Isto fez com que o empate em 0 a 0 fosse um lucro para o tricolor carioca, mantendo a equipe de Luis Zubeldía viva para o duelo de volta.

A fraca atuação de Hulk

Hulk contra Independiente Rivadavia
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C.

A principal contratação do Fluminense no ano, ao lado de Thiago Silva e Hulk, teve um rendimento abaixo da média no jogo de ida das oitavas de final. O camisa 7 errou diversos passes para os colegas, desperdiçou chances perigosas de gol na grande área e encontrou dificuldades para manter a sequência das jogadas ofensivas.

A atuação foi contestada pela torcida presente no Maracanã, que começou a vaiar Hulk logo no primeiro tempo. O incômodo veio quando o atacante cobrou uma falta que passou muito longe da goleira.

Hulk foi substituído aos 15 minutos da etapa final. Zubeldía optou por colocar Germán Cano no lugar do jogador de 40 anos, que deixou o gramado debaixo de sonoras contestações da arquibancada.

Créditos da foto da capa: Lucas Merçon/Fluminense F.C