Em um jogo que ficou marcado pela tensão em diversos momentos e muitos erros técnicos, o time do Fluminense conseguiu sobreviver e avançou para a final do Campeonato Carioca. O empate por 1 a 1 diante do Vasco no Maracanã foi o suficiente, mas precisamos ressaltar que o Tricolor ficou longe da melhor atuação possível e acabou avançando de uma forma mais sofrida do que o esperado, com o gol da classificação sendo marcado somente próximo dos acréscimos da etapa complementar.
Fluminense não conseguiu ser dominante contra o Vasco
Sem a presença de Luis Zubeldía (expulso no jogo de ida, o auxiliar Maxi Cuberas apostou na manutenção da posse com um meio-campo físico formado por Martinelli, Hércules e Lucho Acosta. A ideia era usar a velocidade de Canobbio e Serna para alargar o campo e abrir a defesa vascaína. Por outro lado, o cruzmaltino buscou uma postura mais agressiva tendo Thiago Mendes como o o “maestro” defensivo, enquanto Johan Rojas e Andrés Gómez tentavam explorar as costas dos laterais Samuel Xavier e Renê.
Em uma análise mais simples podemos dizer que o jogo foi definido principalmente pelo impacto psicológico com três penalidades. Logo aos 3′, Renê perdeu um pênalti logo cedo com uma cobrança displicente e isso impediu que o Fluminense “matasse” o jogo taticamente, forçando o time a manter uma postura cautelosa. No meio do segundo tempo, Fábio defendeu o chute de Brenner quando o jogo estava em 1-0, mas aos 42′, Ganso converteu o gol de empate, em um lance que veio após a entrada estratégica de meias de criação, que furaram o bloqueio vascaíno.
Contudo, o motivo de maior preocupação para o Fluminense é a necessidade de uma maior análise no gol sofrido com bola rolando. Taticamente, a equipe falhou na marcação da segunda bola durante a cobrança de escanteio; Robert Renan, atuando como um zagueiro construtor, infiltrou-se na área para aproveitar o rebote, expondo a fragilidade tricolor no jogo aéreo defensivo naquele momento.
Em relação às boas notícias, o Fluminense melhorou com as substituições. A entrada de Ganso e Savarino trouxe a qualidade técnica que faltava, e o time parou de apenas cruzar e passou a tabelar por dentro, o que resultou na pressão final e no pênalti cometido por Cauan Barros.
Projetando o Fluminense na provável final contra o Flamengo
Considerando que o Flamengo deve ser o adversário na decisão, podemos fazer um leve exercício de projeção do (possível) clássico do próximo fim de semana. Em cenário de jogo único, o Fluminense não deve tentar disputar a posse de igual para igual o tempo todo, pois a equipe de Filipe Luís utiliza muito bem a amplitude com Luiz Araújo e Samuel Lino. Desta forma, o desafio Tricolor será fechar o corredor central com Martinelli e Hércules para impedir que a bola chegue limpa em De La Cruz e Arrascaeta.
Por fim, a velocidade de Kevin Serna e Canobbio será vital. No clássico contra o Vasco, o Flu sofreu quando foi atacado pelos lados, mas foi letal quando conseguiu acionar os pontas em transição direta. Na final, essa será a principal rota de fuga para aliviar a pressão rubro-negra.
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