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Fluminense perde Martinelli por lesão; como Zubeldia pode montar a equipe sem o meia

O técnico Luis Zubeldía terá seu maior desafio tático desde que assumiu o comando do Fluminense. O volante Matheus Martinelli, pilar do meio-campo tricolor, teve uma lesão muscular de grau 3 no músculo retofemoral da coxa esquerda confirmada pelo departamento médico nesta segunda-feira (27). Com um tempo de recuperação estimado entre seis a oito semanas, o jogador só deve retornar aos gramados após a pausa para a Copa do Mundo, desfalcando o time em rodadas decisivas do Brasileirão e da Libertadores.

Martinelli vinha sendo a principal referência tática do esquema de Zubeldía, atuando como um volante “box-to-box” responsável pela transição vertical e pelo controle do ritmo de jogo. Sua ausência abre uma lacuna em um setor que já sofre com o calendário apertado e a necessidade de rotação constante.

As principais soluções de Zubeldía no Fluminense à curto prazo

Para manter a competitividade que colocou o Fluminense como um dos candidatos aos títulos da temporada 2026, o treinador argentino estuda três alternativas principais para suprir a ausência do camisa 8. A primeira delas consiste em utilizar Facundo Bernal como substituto natural. Com características de marcação forte e boa saída de bola, ele permitiria que o parceiro na posição (frequentemente Hércules) mantivesse sua liberdade para chegar ao ataque. Bernal já foi testado na última partida contra a Chapecoense e mostrou segurança defensiva, embora não tenha a mesma chegada à área que Martinelli oferece.

Zubeldía é conhecido por sua flexibilidade tática, e a mudança no sistema de jogo também é visto como uma das soluções rápidas, com o recuo de Paulo Henrique Ganso para a segunda função do meio-campo, abrindo espaço para a entrada de um ponta de velocidade como Kevin Serna ou Soteldo. Outra possibilidade é utilizar o meia Acosta mais recuado, aproveitando sua visão de jogo para iniciar as jogadas, transformando o 4-4-2 defensivo em um 4-3-3 mais agressivo.

Sob o comando de Zubeldía, o Fluminense se tornou um time mais compacto, defendendo em um 4-4-2 e atacando em um 2-4-4. Sem Martinelli para fazer essa “ponte” entre os setores, o risco de o time se tornar espaçado aumenta. A comissão técnica deve priorizar a entrada de um jogador que mantenha a compactação defensiva, já que o time sofreu com contra-ataques em jogos recentes da Libertadores.

Calendário apertado deixa Fluminense sob pressão sem Martinelli

Apesar de algumas soluções rápidas, cabe destacar que essa lesão ocorreu no pior momento possível. O Fluminense terá uma sequência pesada que inclui jogos cruciais pela fase de grupos contra o Deportivo La Guaira e Independiente Rivadavia, com a necessidade de vencer até mesmo fora de casa depois do empate decepcionante na primeira rodada e de uma derrota surpreendente para os atuais campeões da Copa da Argentina em pleno Maracanã.

Apesar disso, o foco não poderá ficar concentrado apenas no torneio continental, pois o Fluzão terá pela frente confrontos contra o competitivo Coritiba e o clássico contra o Flamengo em maio pelo Brasileirão. Tudo isso sem esquecer o jogo de volta contra o Operário na Copa do Brasil, onde o time precisa confirmar a classificação após o decepcionante empate sem gols na ida.

Imagem: Getty Images