Após uma campanha brilhante em 2023/24 pelo Manchester City, a trajetória de Phil Foden, tanto no clube quanto na seleção inglesa, deu sinais de estagnação. Entretanto, com uma nova função sob a orientação de Pep Guardiola, o meia-atacante voltou a indicar que pode alcançar o melhor nível de sua carreira. Quando o camisa 47 dos Citizens recebeu a bola na entrada da área em Selhurst Park, com o gol à sua frente no início do segundo tempo do duelo contra o Crystal Palace, no último fim de semana, muitos já antecipavam o desfecho da jogada.
Após o domínio preciso, Foden finalizou com categoria, superando o braço esticado de Dean Henderson, e marcou pelo quarto jogo consecutivo na Premier League, igualando sua maior sequência pessoal na competição. Até então, apenas em janeiro de 2025 o jogador havia balançado as redes em quatro partidas seguidas no campeonato. Agora, ele tem a oportunidade de superar esse recorde individual no confronto deste sábado, em casa, diante do West Ham. Na quarta-feira (17), o meia começou no banco de reservas na Copa da Liga Inglesa, na vitória do City sobre o Brentford.
Com sete gols e duas assistências, Foden já soma nove participações diretas em gols na Premier League 2025/26 — o mesmo número alcançado em toda a temporada anterior, embora tenha atuado em apenas metade das partidas (14 contra 28). Considerando todas as competições, ele já ultrapassou as 15 participações em gols do último ano, alcançando 18 (13 gols e cinco assistências) com 19 jogos a menos disputados. O tento marcado na vitória por 3 a 0 sobre o Palace, pela 16ª rodada, foi mais um exemplo característico de seu estilo.
Esse gol representou o 12º de fora da área de Foden na Premier League e o oitavo desde o início da temporada 2023/24. Nesse intervalo, nenhum outro jogador marcou mais gols de longa distância no campeonato inglês. Em todas as competições, apenas Kylian Mbappé (18) tem mais gols de fora da área do que o inglês (13) entre atletas das cinco principais ligas europeias. As críticas vindas de um dos técnicos mais exigentes do futebol mundial não são novidade, mas reforçam a percepção de que, para alguns, nunca parece suficiente aquilo que Foden entrega em campo.
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Amplamente reconhecido como um dos talentos mais promissores do futebol inglês, Foden acumula 98 participações em gols na Premier League, com 68 gols e 30 assistências. A cinco meses de completar 26 anos, no fim de maio de 2026, é praticamente certo que ele se tornará o 20º jogador diferente a atingir a marca de 100 participações em gols antes dessa idade. Dessas contribuições, 61 ocorreram nas últimas quatro temporadas, o que o coloca na oitava posição do ranking da liga nesse período.
Ao analisar a frequência de participações em gols por minuto jogado, Foden aparece na quinta colocação entre os 14 jogadores que participaram de pelo menos 50 gols na Premier League desde 2022/23, com média de uma contribuição a cada 125 minutos — ligeiramente melhor que Bukayo Saka, com 126. O camisa 47 parece atingir seu auge no momento ideal, não apenas no Manchester City de Guardiola, mas também com perspectivas renovadas na seleção inglesa.
Seis meses atrás, poucos apostariam em Foden como presença certa na seleção inglesa para a Copa do Mundo da FIFA de 2026, diante da concorrência de tantos jogadores capazes de atuar ao lado de Harry Kane, tanto pelo centro quanto pelos lados. Contudo, após quatro meses de excelente rendimento no clube, especialmente em comparação com alguns rivais diretos, ele começa a reafirmar seu valor. Ainda assim, o sucesso em clubes nem sempre se reflete automaticamente em torneios internacionais, sobretudo quando se atua com outro treinador e dinâmicas diferentes — algo que Foden conhece bem por experiência própria.
Antes da Eurocopa de 2024, o meia viveu sua melhor temporada pelo City, estabelecendo recordes pessoais de gols (19) e assistências (8) na Premier League, além de somar impressionantes 39 participações em gols em 53 jogos em todas as competições — 13 a mais do que em qualquer uma de suas seis temporadas anteriores como profissional. Ele foi o principal nome da equipe na conquista do quarto título inglês consecutivo, um feito inédito, e recebeu os prêmios de Jogador da Temporada da Premier League, Jogador do Ano da FWA e Jogador do Ano da PFA.
A expectativa era que Foden mantivesse esse nível e assumisse papel decisivo na tentativa da Inglaterra de conquistar seu primeiro grande título masculino desde a Copa do Mundo de 1966. No entanto, apesar de ter sido titular em todos os sete jogos da Eurocopa e de ter atuado em 86% dos minutos possíveis, não conseguiu exercer grande influência sob o comando de Gareth Southgate. Agora, ele busca reconquistar espaço e protagonismo na seleção, desta vez com Thomas Tuchel à frente da equipe.

Como Phil Foden ressurgiu no Manchester City na temporada 2025/26
Após um período anterior marcado por irregularidade e menor protagonismo, Phil Foden iniciou a temporada 2025/26 demonstrando claros sinais de reencontro com seu melhor futebol no Manchester City. Esse ressurgimento não se deve apenas a uma fase individual inspirada, mas principalmente a ajustes estruturais promovidos por Pep Guardiola, que redefiniu o papel do inglês dentro do sistema da equipe.
A principal mudança ocorreu em sua função tática. Antes mais acionado pelos lados ou próximo da área, Foden passou a atuar de forma mais recuada, participando ativamente da construção das jogadas. Com isso, aumentou seu número de toques na bola, influenciou o ritmo desde zonas mais baixas do campo e recuperou protagonismo que havia se perdido em momentos da temporada passada.
Essa adaptação potencializou virtudes já conhecidas. Formado como meio-campista técnico, Foden voltou a explorar sua leitura de jogo, capacidade de atuar sob pressão e precisão nos passes curtos. Ao receber a bola mais cedo, passou a organizar as ações ofensivas e, ao mesmo tempo, a chegar com inteligência ao terço final, atacando espaços em movimentos tardios — fator que explica sua retomada de eficiência em gols e assistências.
O contexto coletivo também contribuiu. O City de 2025/26 apresenta, em determinados momentos, uma dinâmica mais direta, com menos posse prolongada e maior verticalidade. Nesse cenário, Foden tornou-se peça-chave na ligação entre meio e ataque, servindo como elo técnico e mantendo o controle exigido por Guardiola mesmo em partidas mais intensas.
Além da questão tática, o ressurgimento reflete maturidade. Aos 25 anos, Foden demonstra melhor tomada de decisão, maior regularidade e entendimento mais apurado do jogo — atributos frequentemente cobrados para que ele se consolidasse como protagonista absoluto. Guardiola, apesar de seguir exigente, tem destacado sua evolução na leitura dos momentos da partida e no compromisso defensivo.
Com atuações consistentes e influência crescente, Foden voltou a figurar entre os nomes mais importantes do elenco do Manchester City. A temporada 2025/26 representa não apenas uma recuperação de forma, mas uma verdadeira reinvenção do jogador — menos dependente de lampejos individuais e cada vez mais essencial ao funcionamento coletivo da equipe.

Foden busca manter boa fase e mira novo protagonismo diante do West Ham
Vivendo bom momento no Manchester City, Phil Foden chega confiante para a sequência da temporada, com atenção especial ao confronto contra o West Ham, marcado para 20 de dezembro de 2025, pela Premier League. Após boas exibições recentes, o meia inglês tenta transformar o embalo atual em regularidade, um dos principais desafios de sua trajetória no clube.
O crescimento de Foden está diretamente ligado à confiança adquirida nas últimas partidas. Mais participativo, influente na construção e decisivo no ataque, o camisa 47 voltou a ser um dos pilares do time de Guardiola. Atuando em uma função mais central e recuada, assumiu maior responsabilidade na organização ofensiva e passou a manter constância ao longo dos 90 minutos.
Internamente, o City vê essa sequência como fundamental para consolidar a evolução do jogador. O duelo contra o West Ham surge como oportunidade ideal para confirmar a retomada de protagonismo em um jogo de Premier League, competição em que a equipe disputa ponto a ponto as primeiras posições. Diante de um adversário físico e competitivo, o controle do ritmo e a capacidade de encontrar espaços serão determinantes.
Mesmo satisfeito com o desempenho recente, Guardiola mantém um discurso cauteloso. O treinador reforça a importância da tomada de decisão e da intensidade sem a bola, aspectos que considera essenciais para a permanência de Foden entre os titulares. Ainda assim, a tendência é que o inglês seja novamente peça central na estrutura da equipe para o confronto do dia 20.
Para Foden, a partida representa mais do que a disputa por três pontos. É uma chance de consolidar a fase ascendente, ganhar ainda mais confiança e reafirmar seu papel como um dos líderes técnicos do Manchester City nesta temporada. Em um calendário cada vez mais exigente, sustentar o nível apresentado recentemente será crucial tanto para suas ambições individuais quanto para os objetivos coletivos do clube.
(Foto: Getty Images)
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