Pierre Gasly Alpine F1
Automobilismo Fórmula 1

Fórmula 1 – Renovação de Gasly e os próximos passos da Alpine

A Alpine anunciou no último fim de semana em Monza a extensão contratual de Pierre Gasly até 2028. Com isso, foi dado o pontapé para os próximos passos da equipe francesa visando o futuro.

Começando pelo piloto francês e o seu primeiro acerto. Gasly chegou a Alpine em 2023 após passagens pelas duas equipes da Red Bull onde teve seus momentos de baixa no time principal e conquistando seu melhor resultado da carreira na equipe B dos energéticos. Com uma equipe francesa e seu nacionalismo amostra na categoria, nada melhor do que manter um piloto que corresponda aos seus requisitos: ser francês.

“Eu estou animado para o futuro compromisso de longo prazo com a Alpine. Como francês, especialmente pilotando para uma companhia de carros francesa, me faz sentir muito orgulhoso”, disse o piloto. Gasly, em 2025, anotou todos os pontos da Alpine na temporada e se torna, até o momento, o único piloto do grid atual a ser responsável por 100% dos pontos da equipe.

Com 29 anos, o francês ainda tem muito chão para percorrer. Após recuperar sua imagem com a Toro Rosso/Alphatauri, Gasly se tornou um dos pilotos mais constantes e respeitados do atual grid da Fórmula 1. No quesito pilotagem, a Alpine acerta na manutenção de seu melhor piloto visando um novo regulamento e a evolução do carro para os próximos anos.

Alpine – Os próximos passos

Com um assento confirmado, resta saber quem será o seu companheiro de equipe para 2026. Os rumores, em especial da imprensa francesa, são de que Felipe Drugovich é o cara da vez para o segundo carro da Alpine. Isso acaba despertando a curiosidade e aumentando a hype para que o campeão da Fórmula 2 de 2022 possa concretizar o seu sonho de correr na F1 após três anos como piloto de testes da Aston Martin.

Mesmo que seja numa situação incerta, pois a Alpine não está desempenhando bem em 2025 e a esperança é de um 2026 melhor devido ao novo regulamento para bagunçar o poder de forças na categoria. O que é bastante comum no que diz respeito a mudanças bruscas no regulamento. Vide Brawn GP 2009, Mercedes 2014 e Red Bull 2022 por exemplo: mudou o regulamento, encontrou os pontos fortes e potencializou, bateu campeão (e em alguns casos dinastias).

Porém, em matéria divulgada pelo Motorsport, a equipe francesa já estaria cogitando a permanência do seu atual segundo piloto: Franco Colapinto. O argentino, que chegou para substituir Jack Doohan no GP da Emilia-Romagna, segue sem pontuar no campeonato de pilotos. Segundo o conselheiro e ex-chefe da equipe, Flavio Briatore, o momento é de estabilidade.

“Precisamos de estabilidade, e a possibilidade de manter os mesmos dois pilotos faz parte desse processo”, disse o italiano. Vale lembrar que a equipe francesa ainda tem dois pilotos de testes nos jovens Ryo Hirakawa e Paul Aron. Por se tratar de jovens promessas sem experiência em um cockpit de F1 além dos treinos livres, a linha de raciocínio é válida pensando na equipe de Enstone que terá motores Mercedes a partir do ano que vem.

Resumindo, a equipe francesa busca por uma direção para recuperar seus dias de glória. A princípio sem o tradicional e famigerado “orgulho francês”, a tendência era da equipe já ter sido negociada há algum tempo devido a falta de resultados. A épica vitória na Hungria em 2021 e os pódios em 2023 e 2024 (esse último fundamental por ser pódio duplo) foram pontos isolados de uma equipe que está estagnada no meio do pelotão e brigando com Haas, Aston Martin, Sauber, Williams e Racing Bulls para ser “o melhor do resto”.

O primeiro piloto? Acerto. O segundo piloto? Compreensível pela ideia de continuidade, mas com baixo upside em termos de evolução. O que conta agora é que o time ganhou um rumo para seguir. Veremos para onde irá nos próximos anos.