A vitória da França sobre a Noruega reforçou a boa fase da equipe comandada por Didier Deschamps na Copa do Mundo de 2026. Além do resultado positivo, a atuação evidenciou o crescimento coletivo da seleção, especialmente no setor ofensivo, que vem se destacando como o mais produtivo da competição. O desempenho apresentado confirma uma evolução em relação aos últimos torneios internacionais e demonstra que o treinador conseguiu encontrar um equilíbrio entre jogadores de características ofensivas distintas.
Após enfrentar dificuldades para definir a melhor formação durante a Eurocopa, Deschamps parece ter consolidado uma estrutura capaz de potencializar o talento de seus principais atletas. A renovação do setor ofensivo, marcada pelas entradas de Michael Olise e Désiré Doué nas vagas deixadas por Griezmann e Olivier Giroud, contribuiu para tornar a equipe mais dinâmica sem perder poder de decisão.
Destaques individuais fortalecem o coletivo
O desempenho de Ousmane Dembélé foi um dos principais pontos positivos da partida contra a Noruega. Atuando novamente pelo lado direito do ataque, o jogador apresentou grande qualidade técnica, velocidade e maturidade durante toda a partida. Mesmo após questionamentos sobre sua posição em campo, Dembélé respondeu com uma grande atuação, marcando três gols dos quatro gols da França na partida.
Kylian Mbappé também manteve o protagonismo esperado de um dos principais nomes da seleção da França. O atacante chegou à Copa do Mundo com uma boa condição física e assumiu naturalmente a liderança da equipe. Embora não tenha balançado as redes diante da Noruega, participou ativamente da construção das jogadas ofensivas, distribuiu assistências e criou diversas oportunidades para seus companheiros.
Outro nome que ganhou destaque foi Michael Olise. Depois de uma temporada de alto nível pelo Bayern de Munique, o meia confirmou sua boa fase também com a camisa da seleção francesa. Atuando como responsável pela criação das jogadas, demonstrou visão de jogo, precisão nos passes e capacidade de organizar o ataque.
Já Désiré Doué, apesar de ter sido preservado em uma das partidas da competição, continua sendo considerado uma peça importante na rotação ofensiva da equipe. Além de atuar pelo lado esquerdo, o jogador contribui na recomposição do meio-campo e oferece diferentes alternativas ao treinador. Barcola e Cherki aparecem como opções para ampliar ainda mais a qualidade ofensiva da França.
Números refletem superioridade ofensiva
Os números da França na Copa do Mundo confirmam o excelente desempenho do setor ofensivo. Mbappé e Dembélé dividem a artilharia da equipe com quatro gols cada. Doué também deixou sua marca ao balançar as redes contra a Noruega, enquanto Barcola contribuiu com outro gol após entrar durante o confronto contra Senegal.
Além da eficiência nas finalizações, a seleção francesa também lidera o torneio em assistências. Michael Olise soma três passes para gol, ocupando a primeira colocação nesse quesito. Mbappé aparece logo atrás com duas assistências, enquanto Dembélé e Barcola completam a lista com uma assistência cada. O desempenho coletivo demonstra a capacidade da equipe de criar oportunidades de maneira constante e confirma o melhor ataque da Copa do Mundo até aqui.
França mostra evolução em seu sistema de jogo
A França tem atuado predominantemente no esquema 4-2-3-1, formação que proporciona liberdade aos jogadores ofensivos sem comprometer totalmente a organização defensiva. Apesar de ter concedido algumas oportunidades à Noruega, a equipe demonstra confiança na qualidade de seu sistema ofensivo para controlar as partidas e compensar eventuais espaços concedidos durante o jogo.
No meio-campo, Tchouaméni exerce papel fundamental no equilíbrio da equipe. Ao lado de Rabiot ou Koné, o volante garante sustentação defensiva e oferece liberdade para que os jogadores mais criativos participem intensamente das ações ofensivas. Essa estrutura permite que a França mantenha intensidade nas transições e preserve a consistência entre defesa e ataque.
Embora continue sendo uma das seleções mais perigosas nos contra-ataques, a França apresentou uma evolução significativa na construção das jogadas. Diferentemente de torneios anteriores, quando era criticada pela pouca valorização da posse de bola, a equipe passou a demonstrar maior capacidade para controlar o ritmo das partidas e trabalhar a bola com paciência quando necessário.
A evolução apresentada ao longo da competição fortalece a França como candidata ao título da Copa do Mundo. A combinação entre talento individual, organização tática e eficiência ofensiva faz da equipe uma das principais favoritas ao título. Sob o comando de Didier Deschamps, a seleção demonstra ter encontrado um modelo de jogo equilibrado, capaz de explorar as qualidades de seus principais jogadores e responder às exigências de uma competição de alto nível, como é a Copa do Mundo.
Créditos da foto de capa: Franck Fife/AFP



