Nesta terça-feira (16), a seleção da França estreou na Copa do Mundo confirmando seu favoritismo contra Senegal. Embora o primeiro tempo tenha sido complicado para os franceses, na segunda etapa, a equipe de Didier Deschamps viu a individualidade de Olise e Mbappé resolver o jogo.
Por sua vez, Senegal tentou fazer um bom enfrentamento e, em determinados momentos da partida, chegou a parecer mais perigoso que os franceses. Mas, no fim das contas, a qualidade pesou para confirmar a vitória esperada da França.
França rendeu menos do que era esperado
Embora a França tenha entrado em campo como a grande favorita no duelo, os primeiros 45 minutos trouxeram um cenário diferente. O que ajuda a ilustrar isso é o chute de Nicolas Jackson, aos 24 minutos. O jogador senegalês acertou a trave e viu a bola bater no pé de Maignan antes de sair pela linha de fundo, passando muito perto do gol.
O chute de Jackson, inclusive, não foi a única chegada de Senegal na primeira etapa. Sendo assim, chegamos aos 30 minutos de jogo com três chutes para os senegaleses e apenas um para a seleção da França, com o confronto fugindo totalmente do que era esperado.
Porém, na segunda etapa, tudo mudou. Logo aos sete minutos, em ótima jogada de um contra um, Olise venceu a marcação e finalizou com perigo, obrigando Mendy a fazer uma boa defesa para salvar Senegal.
Sete minutos depois, a França chegou com força novamente. Desta vez, Kylian Mbappé invadiu a área pelo lado direito e disputou a bola com Sadio Mané. O atacante caiu e pediu pênalti. No entanto, o árbitro não identificou infração do marcador. O VAR chegou a entrar em ação, mas, após rever o lance, o juiz manteve a decisão de campo.
Porém, o pênalti não marcado não tirou o ímpeto francês. Aos 18 minutos de jogo, Michael Olise, que fez um grande segundo tempo, arrancou em velocidade pelo meio e enfiou a bola para Mbappé, que apareceu por trás da zaga em alta velocidade. O atleta não conseguiu o domínio e perdeu a oportunidade. No entanto, os franceses já davam indícios de que estavam perto do gol.
Neste cenário, aos 21 minutos da segunda etapa, Olise mostrou mais uma vez que realmente é um jogador diferenciado. Mesmo com a seleção de Senegal postada no campo defensivo, o atleta do Bayern forneceu uma assistência espetacular para Mbappé, com um belo passe enfiado. O atacante apareceu por trás dos marcadores e não desperdiçou desta vez, abrindo o placar.
Logo na saída de jogo, Senegal chegou a balançar a rede com Nicolas Jackson. No entanto, o lance foi anulado por impedimento. Com a vantagem no placar, a França seguiu forte e ganhou mais tranquilidade. Neste cenário, enquanto os franceses dominavam a partida e chegavam com mais perigo, Senegal passou a atacar poucas vezes, com o lance de maior perigo acontecendo aos 33 minutos, quando Nicolas Jackson apareceu na área, entre os zagueiros, após cruzamento de Diouf, e finalizou por cima do gol.
Aos 37 minutos da segunda etapa, a França ampliou o placar com mais um lance bonito. Desta vez, Rabiot acertou um ótimo lançamento para Barcola dentro da área. O atacante, que entrou no decorrer da segunda etapa, deu um toque para tirar do goleiro e ampliar a vantagem francesa.
França contou com brilho individual para conquistar os três pontos
Quando o jogo já parecia liquidado, Senegal assustou a França. Aos 49 minutos da etapa final, Mbaye apostou na velocidade e na habilidade, venceu a marcação e finalizou com força. Maignan chegou a tocar na bola, mas não foi capaz de evitar o gol. O grande problema para Senegal é que a reação não durou muito.
Com mais quatro minutos de acréscimo pela frente, Senegal poderia sonhar com o empate. No entanto, na saída de bola, Olise apareceu com destaque novamente. Mesmo marcado por dois jogadores, o atleta conseguiu achar um passe para Mbappé, que ajeitou e arriscou da intermediária, assinando um verdadeiro golaço para fechar o placar.
No fim das contas, o 3 a 1 foi justo. Apesar de Senegal ter ameaçado a França na primeira etapa, o time não teve força suficiente para abrir o placar em um momento no qual a equipe francesa ainda não havia “entrado” no jogo. Já na segunda etapa, a França viu Olise e Mbappé desequilibrarem o confronto. Desta forma, a equipe de Deschamps sabe que precisa demonstrar mais coletivamente nos próximos jogos, mas também teve uma prova de que pode contar com o brilho individual para atingir seus objetivos.
Créditos da foto de capa: Getty Images.

