Barcelona e Frenkie de Jong vivem um momento de tensão nos bastidores. O meio-campista holandês retornou à Catalunha após a Copa do Mundo com uma lesão parcial no ligamento colateral medial do joelho e, quase três semanas depois do diagnóstico, ainda não apresentou a evolução esperada pelo clube. Diante disso, o Barcelona defende a realização de uma cirurgia, mas o jogador prefere insistir no tratamento conservador.
De Jong conviveu com o problema durante a campanha da Holanda na Copa do Mundo. A equipe médica da seleção considerou que a lesão era pequena e que o meio-campista poderia continuar atuando sem agravar o quadro. A avaliação, porém, não se confirmou. Depois do torneio, o Barcelona identificou uma lesão parcial no ligamento e passou a acompanhar de perto a recuperação do jogador.
O diagnóstico inicial indicava que De Jong poderia ficar afastado por aproximadamente três meses. O problema, segundo o clube, é que o tratamento adotado até agora não produziu a evolução esperada. Por isso, a diretoria e o departamento médico passaram a considerar a cirurgia como a melhor alternativa para acelerar o retorno do holandês aos gramados.
De Jong, por outro lado, não está convencido. O jogador pretende dar mais tempo ao tratamento conservador antes de tomar uma decisão que considera mais invasiva. O impasse aumentou a preocupação do Barcelona, principalmente porque o meio-campista é considerado uma peça importante por Hansi Flick.
Barcelona também questiona postura de De Jong

A situação médica não é o único ponto de atrito entre as partes. O Barcelona também teria ficado incomodado com a forma como De Jong administrou seus minutos na reta final da última temporada.
O meio-campista não completa 90 minutos pelo clube desde 22 de fevereiro, mas voltou a ser titular absoluto da Holanda na Copa do Mundo. De Jong começou as quatro partidas disputadas pela seleção e atuou durante os 90 minutos em duas delas.
A situação gerou questionamentos sobre se o jogador teria preservado sua condição física pensando no Mundial. De Jong, entretanto, rebateu as acusações e afirmou que os relatos colocavam em dúvida de maneira injusta seu comprometimento com o Barcelona.
“É difícil para mim ver pessoas questionando meu relacionamento e compromisso com o clube por causa de relatos falsos. Futebol é tudo para mim. Sempre dei tudo o que tenho por Barcelona e pelo meu país.”
O episódio adiciona uma camada de tensão a uma relação que, até pouco tempo atrás, parecia caminhar para um novo momento. De Jong foi uma das peças importantes do time de Flick e chegou a ser apontado como um dos candidatos à próxima capitania do Barcelona.
Lesão aumenta pressão por Rodri

A ausência de De Jong também ajuda a explicar por que o Barcelona acelerou sua movimentação por Rodri. O meio-campista do Manchester City passou a ser tratado como uma das prioridades do clube, que avançou nas negociações mesmo diante do interesse do Real Madrid.
Rodri é visto como um jogador capaz de controlar o ritmo das partidas e oferecer uma alternativa de alto nível para o meio-campo catalão durante a recuperação de De Jong. O Manchester City, porém, ainda resiste às investidas do Barcelona, e a negociação depende de um acordo entre os clubes.
Caso a transferência seja concretizada, Rodri poderia assumir parte das responsabilidades deixadas pela ausência do holandês. Mais do que isso, sua chegada também abriria uma discussão sobre o futuro de De Jong no elenco.
O holandês renovou contrato recentemente, com vínculo até 2029, e está adaptado à estrutura salarial reformulada do Barcelona. Ainda assim, a sequência de problemas físicos e a forte concorrência no setor podem mudar sua situação no clube.
Gavi e Pedri são considerados peças fundamentais para Flick, enquanto Marc Bernal aparece como outro jovem com potencial para ganhar cada vez mais espaço. Nesse cenário, De Jong pode acabar sendo o jogador mais vulnerável às mudanças no meio-campo.
Por enquanto, porém, o problema é outro. Barcelona e jogador precisam chegar a um acordo sobre a melhor maneira de tratar a lesão no joelho. Enquanto o clube pressiona por uma cirurgia e De Jong prefere esperar mais, a recuperação do holandês se transforma em uma das principais incógnitas do planejamento catalão para a temporada.
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