Com a chegada de Viktor Gyökeres ao Arsenal por €63,5 milhões (podendo chegar a €73,5 milhões com bônus), o ataque dos Gunners ganhou um novo protagonista. O sueco chega para ser o novo camisa 9 de Mikel Arteta, o homem referência, o finalizador nato que o time tanto buscava. Só que, quando uma porta se abre para um, outra pode se fechar para outro — e o nome que entrou em rota de especulação foi justamente o de Gabriel Jesus.
O brasileiro, que deveria ser o principal nome do ataque londrino desde que chegou do Manchester City, virou quase um coadjuvante nos últimos meses. Muito disso por causa das lesões. Em janeiro, ele sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho e desde então está fora de combate. E enquanto Jesus se recupera, o Arsenal reforça o setor — e isso naturalmente levanta dúvidas sobre o seu futuro no elenco.
Com Kai Havertz sendo adaptado como falso 9 e agora com Gyökeres assumindo a função de centroavante fixo, Gabriel Jesus acaba ficando num limbo tático. Ele não tem mais o protagonismo de antes, não tem presença física igual à do sueco e, com tantas ausências por problemas físicos, começa a ser visto mais como incógnita do que solução.
Especulação e o velho flerte com o Palmeiras
Nos bastidores, os rumores começaram a esquentar. Uma possível saída de Jesus nesta janela de verão passou a ser cogitada — e, claro, o nome do Palmeiras logo voltou à pauta. O clube paulista, onde o atacante foi revelado, já tentou repatriá-lo no ano passado, e torcedores voltaram a sonhar com um retorno. Só que a realidade é outra.
Segundo o portal UOL, essa volta ao Verdão é bastante improvável no momento. O Palmeiras não fez nenhuma sondagem por Jesus nesta janela e está satisfeito com os atuais nomes do setor ofensivo, como Vitor Roque, ex-Barcelona, e o jovem Thalys, tratado como joia da base. Ou seja: por enquanto, o papo de volta ao Brasil fica só no imaginário da torcida.
Mas isso não significa que Gabriel Jesus está sem mercado. O próprio UOL garante que há clubes na Europa interessados, e que o jogador, de apenas 28 anos, ainda prioriza seguir atuando nas grandes ligas do continente. Voltar ao Brasil, nesse momento, não está nos planos — ao menos não como prioridade.
A visão de Arteta: peça única no elenco
Por outro lado, a saída do brasileiro também não parece estar nos planos do Arsenal. Fontes ligadas ao clube garantem que Arteta não pretende liberá-lo nesta janela. O treinador espanhol vê em Jesus um jogador com características únicas no elenco: mobilidade, pressão na saída de bola adversária, inteligência tática, além da experiência de quem já ganhou títulos grandes.
Inclusive, há rumores de que o clube cogita até renovar o contrato do camisa 9 por mais um ano, estendendo o vínculo atual que vai até 2027. A ideia é dar respaldo ao jogador durante sua recuperação e integrá-lo ao projeto de forma definitiva, como uma peça importante na rotação ofensiva.
Com isso, a tendência é que Gabriel Jesus siga no Arsenal, ao menos por mais uma temporada, mesmo que não seja mais o dono incontestável da posição. Ele ainda é visto como uma peça útil, sobretudo em jogos mais difíceis, onde a versatilidade e a leitura de jogo dele podem ser diferenciais.
De titular absoluto a jogador de apoio — e agora para Gabriel Jesus?
É inegável que o status de Gabriel Jesus dentro do clube mudou. De contratação de impacto a um jogador que agora precisa se provar fisicamente e competir com nomes em ascensão. Gyökeres chega em alta, saudável e pronto para ser titular desde o primeiro jogo. Jesus, por outro lado, ainda luta contra o relógio para recuperar sua melhor forma.
A situação dele é delicada, mas não desesperadora. Ainda há crédito no banco. A torcida gosta dele, Arteta confia, e o elenco valoriza o que ele entrega fora dos números. Mas com o tempo fora, o corpo enfraquecido pelas lesões e a concorrência se fortalecendo, ele terá que remar bastante para voltar a ser uma referência.
No fim das contas, a saída imediata parece improvável, mas o cenário para 2025 pode mudar dependendo de como for o desempenho pós-lesão. Se Jesus voltar bem, mostrar que ainda tem impacto e conseguir conviver com o novo contexto, pode ser útil e até renovar. Mas se as dores persistirem e os minutos minguarem, talvez o adeus seja apenas questão de tempo.
A bola está nos pés dele — e no joelho também
Para Gabriel Jesus, o futuro no Arsenal depende menos dos rumores e mais da própria condição física. O clube, por ora, banca sua permanência. O treinador aposta em sua inteligência e movimentação. Mas tudo isso só faz sentido se ele conseguir se manter saudável e mostrar que ainda pode entregar em alto nível.
Enquanto Gyökeres assume os holofotes e Havertz aparece como alternativa, Jesus precisa se reinventar para continuar relevante. Não como o centroavante titular absoluto, mas como um jogador de rotação valioso, versátil e eficiente. Se conseguir isso, ainda tem muito a oferecer.
A janela de transferências vai seguir produzindo ruído, mas a real pergunta é: Gabriel Jesus conseguirá recuperar o protagonismo no Arsenal ou terá que buscar esse espaço em outro lugar na próxima temporada? Por enquanto, ele segue em Londres — esperando a chance de virar manchete dentro de campo outra vez.