Luís Castro chegou sob forte expectativa no Grêmio depois de uma passagem em que deixou sua marca pelo Botafogo em 2023. Os primeiros jogos não estavam entregando os resultados que a torcida esperava e uma pressão inicial chegou a causar barulho em Porto Alegre, mas o título do Campeonato Gaúcho com atuações muito acima de seu rival na decisão parece ter consolidado o processo de evolução do trabalho da atual comissão técnica, e isso ficou ainda mais claro após o triunfo por 2 a 0 na 7ª rodada do Brasileirão diante do Vitória, mostrando que o elenco está cada vez mais assimilando as ideias do treinador.
Grêmio controlou as ações diante do Vitória
Desde o início, o Grêmio assumiu o protagonismo com um jogo apoiado em posse controlada e ocupação ofensiva bem distribuída, trabalhando a bola com paciência, mas com um foco claro: atacar o lado direito do seu sistema ofensivo. Foi justamente por esse setor que nasceram as principais ações do primeiro tempo. A amplitude oferecida pelos pontas e o apoio constante do lateral criaram superioridade numérica contra a linha defensiva do Vitória, que apresentou dificuldades de ajuste, especialmente na recomposição.
O gol contra de Camutanga, aos 26 minutos, foi consequência direta desse padrão: cruzamento em zona de pressão, defesa desorganizada e erro forçado. Mais do que um lance isolado, foi o reflexo de um domínio estrutural gremista. Cabe ressaltar também que a proposta do Vitória foi reativa, mas mal executada. Em bloco médio-baixo, a equipe de Jair Ventura até tentou fechar espaços centrais, porém sofreu com a falta de coordenação entre linhas, especialmente na proteção dos corredores laterais.
Ofensivamente, o time de Jair Ventura praticamente não conseguiu sustentar transições. Quando recuperava a bola, faltavam conexões e apoio para progredir, o que devolvia rapidamente a posse ao Grêmio. O resultado foi um primeiro tempo de pouca presença ofensiva e nenhum perigo real ao gol adversário.
Na volta do intervalo, o Grêmio manteve o controle, mas aumentou a objetividade. Se antes a equipe girava a bola para encontrar espaços, passou a acelerar mais rapidamente, explorando sobretudo as costas da defesa do Vitória.
O segundo gol nasceu através de um lançamento direto encontra Francis Amuzu atacando profundidade, aproveitando o espaço nas costas da última linha para finalizar com frieza. Essa jogada evidencia uma variação importante do modelo gremista: a capacidade de alternar entre posse paciente e ataque vertical, dificultando a previsibilidade defensiva do adversário.
Após abrir 2 a 0, o Grêmio reduziu o ritmo e passou a controlar o jogo com mais pragmatismo. A equipe seguiu com a bola, mas sem a mesma agressividade, priorizando segurança e controle de espaços. No entanto, a grave lesão de Marlon, aos 25 minutos do segundo tempo, impactou diretamente o ritmo da partida, pois o jogo perdeu intensidade, e o foco passou a ser mais emocional do que competitivo naquele momento.
Vasco x Grêmio promete fortes emoções
O triunfo do Grêmio vai além do placar, pois Luís Castro conseguiu uma atuação que evidencia um time com ideias muito claras: atacar com amplitude, explorar fragilidades específicas e alternar ritmos conforme o contexto do jogo. Por isso, espera-se um grande jogo neste fim de semana, diante do Vasco, em São Januário.
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