Hugo Ekitiké Eintracht Frankfurt
Futebol Bundesliga Ligue 1

Hugo Ekitiké: do banco no PSG à nova fase no Eintracht Frankfurt

Hugo Ekitiké trocou o Paris Saint-Germain pelo Eintracht Frankfurt na temporada 2024/25, e dá pra dizer que essa mudança caiu como uma luva. Mesmo tendo resistido à ideia de sair em outros momentos, o atacante francês acabou ganhando uma nova vida na Bundesliga. Com mais minutos em campo e menos holofote de pressão, ele finalmente teve espaço pra mostrar seu potencial e subir alguns degraus nas discussões sobre os bons centroavantes do continente.

Aos 22 anos, Ekitiké já tinha rodado um pouco antes de chegar ao badalado Parc des Princes. Começou nas categorias de base do Stade de Reims, o tradicional “Les Rémois”, mas foi emprestado ao Vejle BK, da Dinamarca, ainda no início da carreira. Foi uma espécie de “intercâmbio europeu” pra ganhar casca antes de brigar por vaga no time principal do clube francês.

De volta ao Reims, começou a se destacar e rapidamente chamou a atenção do PSG. De olho em mais uma promessa francesa, o clube parisiense tratou de fechar um empréstimo para observar o jovem mais de perto. Não demorou muito pra optarem pela compra definitiva, quando o PSG vê brilho, costuma investir pesado.

Mas a empolgação não se traduziu em espaço no elenco. No meio de tantas estrelas, Ekitiké ficou à margem e teve poucos minutos em campo. Foi só em 2024 que surgiu a chance de dar uma guinada: o empréstimo ao Eintracht Frankfurt. E ele agarrou com as duas chuteiras. Em meia temporada, marcou quatro gols, deu duas assistências e foi titular em sete jogos, números que ajudaram a reaquecer seu nome no cenário europeu.

No fim do empréstimo, o PSG até recebeu o atacante de volta. Mas, ao que tudo indica, os planos por lá continuam os mesmos: pouca minutagem e um papel coadjuvante. E, honestamente? Com o que mostrou na Alemanha, Ekitiké merece mais do que isso.

Hugo Ekitiké e seu choque de realidade

Ekitiké PSG
Foto: IMAGO

 

A primeira passagem de Hugo Ekitiké pelo Eintracht Frankfurt foi, no mínimo, interessantíssima. Em sete jogos como titular, participou de seis gols, desempenho que, na cabeça dele, já era motivo suficiente pro PSG repensar sua posição no elenco para a temporada 2024/25. Mas a banda não tocou desse jeito em Paris.

Depois de mais uma campanha decepcionante na Champions League, o PSG virou suas atenções para outro nome que estava brilhando em Frankfurt: Randal Kolo Muani.

Se a gente embarcar numa leitura mais “romântica” da situação, dá até pra imaginar os olheiros do PSG assistindo aos jogos do Eintracht… mas com os olhos voltados pro atacante errado, ou melhor, pro atacante mais badalado. Enquanto Ekitiké fazia seus bicos em campo e mostrava serviço, Kolo Muani estava simplesmente empilhando números: 23 gols e 14 assistências na temporada.

E aí entrou em cena o poder do “PIX”: o Paris Saint-Germain desembolsou nada menos que 95 milhões de euros pra levar Kolo Muani de volta à França. E Ekitiké? Mais uma vez, via a concorrência aumentar e o espaço no elenco diminuir.

Chegou até a ser cogitado como moeda de troca na negociação pelo seu colega de Eintracht. Mas fez questão de bater o pé, acreditava que ainda tinha lenha pra queimar no PSG. Só que a insistência durou pouco. Quando percebeu que o filme já tinha passado por lá, topou voltar à Alemanha, agora de forma definitiva.

Nova fase de Hugo Ekitiké

Ekitiké Gotze
Foto: IMAGO

 

Na missão de mostrar ao seu “ex” o que estava perdendo, Hugo Ekitiké contou com um parceiro de ataque de altíssimo nível na temporada 2024/25. Simplesmente Omar Marmoush, o Batman da dupla, enquanto o francês assumia com orgulho o papel de Robin. Só que não era um Robin qualquer. A dupla funcionava com uma sincronia difícil de marcar: o egípcio empilhava gols e assistências, mas bastava Ekitiké não estar em campo para o rendimento do ataque cair sensivelmente.

A química entre os dois era tamanha que virou peça-chave na campanha do Eintracht Frankfurt, que passou boa parte da temporada nas cabeças da Bundesliga, sonhando alto com vaga na próxima Champions League. E mesmo com a saída de Marmoush para o Manchester City, Ekitiké seguiu firme nas Águias. O nível coletivo até deu uma oscilada, mas a solidez defensiva e o faro de gol do francês seguraram as pontas.

Alto, veloz, potente no jogo aéreo e também no terrestre, Ekitiké virou um pesadelo para qualquer zagueiro. Com a saída do seu parceiro de ataque, o esquema tático precisou de ajustes: sem um segundo atacante de alto nível, o francês passou a atuar com mais liberdade como referência, atraindo marcadores e liberando os pontas para explorarem os espaços nas costas da defesa adversária.

E os números falam por si: 21 gols e 9 assistências em 39 partidas como titular. Uma temporada digna de destaque continental. Não à toa, Ekitiké dificilmente seguirá em Frankfurt na próxima temporada. Seu valor de mercado já bateu os 100 milhões de euros, com possibilidade de negócio a partir de 80 milhões e, com clubes ingleses à procura de atacantes para renovar seus setores ofensivos, é quase certo que ele será um dos nomes mais disputados na próxima janela.

Aí fica a questão, como dizer que não valeu à pena deixar o Paris Saint-Germain para atuar na Bundesliga?

Foto: IMAGO