Anthony Gordon, México x Inglaterra. Foto: Reprodução/La Tribuna.com
Futebol Copa do Mundo

Inglaterra encerra Copa do Mundo com melhor campanha desde 1966, mas deixa dúvidas; confira

A Inglaterra encerrou a Copa do Mundo de 2026 com uma vitória eletrizante por 6 a 4 sobre a França na disputa pelo terceiro lugar. O resultado garantiu aos ingleses o melhor desempenho da seleção em Mundiais desde o título conquistado em 1966, além de representar apenas a terceira vez que Inglaterra terminaram entre os quatro melhores da competição nesse período.

Apesar da campanha histórica, o sentimento após o torneio está longe de ser unânime. A eliminação para a Argentina na semifinal, especialmente pela forma como aconteceu, deixou uma sensação de oportunidade desperdiçada entre jogadores, torcedores e imprensa inglesa.

Com isso, surge o debate: a campanha deve ser vista como um avanço importante ou como mais um fracasso de uma geração que novamente ficou perto de disputar a final da Copa do Mundo?

Campanha histórica termina com gosto amargo

A Inglaterra iniciou o Mundial ocupando a quarta posição no ranking da Fifa e confirmou o favoritismo ao alcançar novamente as fases decisivas da competição.

Depois de uma campanha consistente, a equipe acabou eliminada pela Argentina na semifinal em uma derrota que gerou muitas críticas pela postura adotada no segundo tempo.

Mesmo conquistando o terceiro lugar diante da França, muitos entendem que o objetivo principal era voltar à final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966.

O contexto pesa ainda mais porque Thomas Tuchel foi contratado justamente para superar a barreira das fases eliminatórias e transformar o potencial da seleção em títulos.

Semifinal contra a Argentina gerou críticas

Grande parte das análises sobre a campanha inglesa passa diretamente pela derrota para a Argentina.

Segundo informações da imprensa britânica, alguns jogadores demonstraram incômodo com as mudanças táticas promovidas por Thomas Tuchel durante a reta final da partida.

A estratégia mais defensiva adotada pelo treinador teria desagradado parte do elenco, que acreditava que a equipe poderia manter uma postura mais agressiva diante dos argentinos.

Essas discussões teriam ocorrido internamente nos dias seguintes à eliminação e aumentaram o debate sobre as escolhas do treinador.

Clima no elenco foi de frustração

Após a derrota na semifinal, o ambiente entre os jogadores foi de forte abatimento.

A possibilidade de disputar uma final de Copa do Mundo mobilizava o grupo desde o início da competição, e a eliminação acabou sendo difícil de assimilar.

Durante o intervalo da partida contra a França, válida pelo terceiro lugar, o auxiliar Anthony Barry resumiu o sentimento vivido pelo elenco ao afirmar que os jogadores estavam atuando “com o coração partido”.

Mesmo assim, a Inglaterra conseguiu reagir emocionalmente e protagonizou um dos jogos mais movimentados da competição ao vencer os franceses por 6 a 4.

Futuro de Thomas Tuchel segue em debate

Apesar das críticas, a Federação Inglesa mantém, neste momento, respaldo ao trabalho de Thomas Tuchel.

A tendência é que o treinador permaneça no comando da seleção até a Eurocopa de 2028, embora a campanha na Copa do Mundo passe por uma avaliação interna nas próximas semanas.

Além das críticas pela estratégia utilizada contra a Argentina, Tuchel também enfrentou manifestações de parte da torcida. Antes da disputa pelo terceiro lugar, seu nome chegou a ser vaiado por alguns torcedores presentes no estádio.

Mesmo assim, a entidade não sinalizou qualquer mudança imediata no comando técnico.

Harry Kane e Jude Bellingham foram os destaques

Individualmente, Harry Kane e Jude Bellingham terminaram a Copa como os principais nomes da Inglaterra.

Os dois assumiram o protagonismo em diversos momentos da campanha e foram decisivos para levar a seleção até as semifinais.

Bellingham encerrou o torneio com sete gols, um a mais que Kane, enquanto Anthony Gordon e Bukayo Saka também se destacaram pelas assistências distribuídas ao longo da competição.

Outro jogador bastante elogiado foi o lateral Djed Spence, que chamou atenção principalmente pela atuação diante da Argentina, incluindo um desarme decisivo que evitou um gol de Giuliano Simeone.

Euro 2028 já aparece como próximo desafio

Encerrada a participação na Copa do Mundo, o foco da seleção da Inglaterra passa a ser a Eurocopa de 2028.

Para chegar mais forte ao próximo grande torneio, Thomas Tuchel terá a missão de tornar a equipe menos previsível e encontrar soluções ofensivas que permitam ao time competir de igual para igual contra as principais seleções do continente.

Além da base atual, jovens talentos como Rio Ngumoha, do Liverpool, e Max Dowman, do Arsenal, aparecem como nomes que podem fortalecer o elenco nos próximos anos para a Inglaterra.

A goleada sobre a França mostrou que a Inglaterra possui qualidade ofensiva para enfrentar qualquer adversário. No entanto, a derrota para a Argentina reforçou que ainda existem ajustes importantes a serem feitos para que a seleção consiga, finalmente, voltar a conquistar um grande título internacional.

Sessenta anos depois da histórica conquista de 1966, a Inglaterra deixou a Copa do Mundo de 2026 com um resultado expressivo, mas também com a sensação de que poderia ter ido ainda mais longe.

Foto: Reprodução/La Tribuna.com