A Inglaterra terá pela frente o maior desafio da Copa do Mundo nesta terça-feira (15). A equipe comandada por Thomas Tuchel enfrenta a Argentina por uma vaga na grande final do Mundial e estuda até uma estratégia pouco comum no futebol moderno: uma marcação individual em Lionel Messi, principal nome da atual campeã do mundo.
O treinador inglês revelou que praticamente todo o planejamento para a semifinal passa por encontrar uma maneira de diminuir a influência do camisa 10 argentino. Entre as alternativas discutidas pela comissão técnica está uma solução considerada “das antigas”: destacar um jogador para acompanhar Messi durante praticamente toda a partida.
Se existe um atleta capaz de decidir um jogo em poucos segundos, esse jogador continua sendo Lionel Messi. Aos 39 anos, o craque divide a artilharia da Copa do Mundo, com oito gols, e segue conduzindo a Argentina em busca de mais uma decisão. Por isso, a Inglaterra sabe que qualquer descuido pode custar caro.
Inglaterra estuda diferentes formas de neutralizar Messi
Durante a entrevista coletiva antes da semifinal, Thomas Tuchel foi bastante sincero ao falar sobre o desafio que a Inglaterra terá diante de Messi.
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Segundo o treinador, parar completamente o argentino é praticamente impossível. A missão será reduzir ao máximo o número de vezes em que o camisa 10 consegue receber a bola nas zonas mais perigosas do campo.
Entre as possibilidades analisadas apareceu uma estratégia pouco comum no futebol atual: a tradicional marcação homem a homem durante praticamente toda a partida.
“Nós sabemos perfeitamente que não podemos pará-lo o tempo todo, nem em 100% das jogadas.”
Tuchel lembrou ainda do plano utilizado anteriormente para enfrentar Erling Haaland e explicou que Messi exige uma abordagem completamente diferente.
Enquanto o atacante norueguês atua muito mais próximo da área e pode ser neutralizado com ajustes na linha defensiva, Messi circula por praticamente todos os setores ofensivos, tornando muito mais difícil prever seus movimentos.
O treinador revelou que a comissão técnica encontrou alguns padrões nas movimentações da Argentina, mas fez uma observação importante. Segundo ele, quando uma linha de passe é bloqueada, Messi costuma encontrar uma nova solução poucos segundos depois.
Messi continua fazendo diferença aos 39 anos
Se alguém imaginava que a idade diminuiria o impacto de Lionel Messi em uma Copa do Mundo, o torneio de 2026 mostrou exatamente o contrário.
O camisa 10 chega à semifinal como um dos artilheiros da competição e participa diretamente da maior parte dos gols argentinos durante a campanha.
Mais do que os números, chama atenção a maneira como Messi controla o ritmo das partidas. Mesmo caminhando durante boa parte do tempo, ele parece economizar energia para os momentos decisivos. Basta uma recepção entre linhas, um passe vertical ou uma arrancada curta para desmontar sistemas defensivos inteiros.
Essa capacidade faz com que muitos treinadores aceitem uma verdade quase inevitável: não existe uma fórmula perfeita para pará-lo. A Inglaterra sabe disso e tenta encontrar a estratégia que ofereça mais equilíbrio sem comprometer sua própria organização ofensiva.
Inglaterra aposta na força coletiva para buscar a final
A Inglaterra chega embalada por uma campanha consistente na Copa do Mundo. Mesmo enfrentando adversários complicados ao longo do mata-mata, a equipe comandada por Tuchel demonstrou organização defensiva, intensidade sem a bola e um ataque extremamente eficiente.
Grande parte desse sucesso passa pela excelente fase de Harry Kane e Jude Bellingham. A dupla assumiu o protagonismo da equipe e foi responsável por boa parte dos gols ingleses na competição.
Além deles, Bukayo Saka, Phil Foden e Declan Rice também vivem grande momento, dando à Inglaterra um elenco equilibrado e com diferentes alternativas para decidir jogos.
A confiança ficou evidente nas palavras de Tuchel. O treinador afirmou que a Inglaterra nunca teve vergonha de sonhar com a final e acredita que seu grupo está preparado para suportar a pressão de uma semifinal de Copa do Mundo.
Segundo ele, o elenco chega “faminto” para conquistar mais uma vitória e escrever um novo capítulo na história do futebol inglês.
Rivalidade histórica ganha mais um capítulo
Embora Inglaterra e Argentina não se enfrentem com frequência nos últimos anos, trata-se de uma das rivalidades mais marcantes da história das Copas do Mundo.
É impossível lembrar desse confronto sem citar as quartas de final de 1986, quando Diego Maradona marcou tanto o polêmico gol da “Mão de Deus” quanto aquele que muitos consideram o gol mais bonito da história do torneio.
Doze anos depois, em 1998, a Inglaterra deu o troco ao eliminar a Argentina nos pênaltis, em um duelo cercado por tensão e emoção do início ao fim.
Agora, quase três décadas depois, as duas seleções voltam a se encontrar em uma semifinal de Copa do Mundo, com uma vaga na decisão em jogo.
Inglaterra tenta voltar à final depois de 60 anos
A classificação pode representar um momento histórico para a Inglaterra. A seleção chegou apenas quatro vezes às semifinais da Copa do Mundo e avançou à decisão apenas em 1966, justamente na campanha do único título mundial conquistado pelo país.
Desde então, diferentes gerações passaram sem conseguir recolocar a Inglaterra na final. Nem mesmo o time semifinalista em 2018 conseguiu dar o passo seguinte.
Agora, sob o comando de Thomas Tuchel, existe a sensação de que a Inglaterra reúne uma combinação rara de talento, experiência e organização tática, fatores que alimentam a esperança de encerrar um jejum que já dura seis décadas.
Inglaterra sabe que qualquer espaço para Messi pode ser fatal
A grande missão da Inglaterra na semifinal talvez nem seja anular completamente Lionel Messi.
A pergunta mais realista é outra: como limitar ao máximo a influência do craque argentino durante os 90 minutos?
Ao longo da carreira, inúmeros treinadores tentaram estratégias diferentes para conter o camisa 10. Alguns apostaram na marcação individual, outros fecharam os corredores centrais, enquanto houve quem preferisse pressioná-lo antes mesmo de receber a bola.
Poucos conseguiram sucesso durante toda a partida.
É justamente esse desafio que Thomas Tuchel tenta resolver. Afinal, basta um único lance para Messi decidir uma Copa do Mundo.
E a Inglaterra sabe melhor do que ninguém que, diante de um jogador desse nível, alguns segundos de liberdade podem ser suficientes para transformar uma semifinal equilibrada em mais um capítulo histórico da carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos.
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