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Inglaterra vence a Nova Zelândia, mas segue sem convencer antes da Copa do Mundo

A Inglaterra entrou em campo sabendo que restavam apenas dois amistosos antes da estreia na Copa do Mundo. Depois de empatar com o Uruguai e ser derrotada pelo Japão em seus compromissos mais recentes, a equipe comandada por Thomas Tuchel buscava uma atuação convincente diante da Nova Zelândia para recuperar a confiança e diminuir a pressão que vinha crescendo ao redor da seleção.

Além da necessidade de um bom resultado, a partida também serviu como oportunidade para o treinador alemão realizar alguns testes importantes. A principal novidade foi o posicionamento de Ollie Watkins. Acostumado a atuar como centroavante no Aston Villa, o atacante desempenhou uma função diferente, jogando mais recuado, praticamente como um meio-campista ofensivo, atuando atrás de Harry Kane.

A escolha chamou atenção porque Tuchel deixou no banco nomes importantes da seleção inglesa, como Jude Bellingham, apostando em uma formação que buscava aumentar a mobilidade do setor ofensivo e oferecer novas soluções para a equipe antes do início da Copa do Mundo.

Inglaterra faz primeiro tempo fraco, mas sai na frente no último minuto

Kane Inglaterra
Foto: Getty Images

Os primeiros 45 minutos ficaram longe de empolgar os torcedores ingleses. Precisando mostrar evolução, a Inglaterra teve amplo domínio territorial, mas encontrou muitas dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades realmente perigosas.

A equipe de Thomas Tuchel controlou as ações ofensivas e terminou a etapa inicial com 13 finalizações, mas a falta de criatividade e precisão no último terço do campo fez com que poucas chances claras fossem criadas. A melhor oportunidade inglesa surgiu aos 13 minutos. Ollie Watkins recebeu pela direita, avançou livre e ficou cara a cara com o goleiro da Nova Zelândia. No entanto, o atacante desperdiçou a chance ao finalizar para fora, em um chute que deixou a sensação de que poderia ter feito muito melhor.

Enquanto a Inglaterra tinha dificuldades para acelerar o jogo e encontrar espaços, a Nova Zelândia executava bem sua proposta defensiva. A seleção oceânica permaneceu muito organizada atrás da linha da bola, fechando os corredores centrais e dificultando as infiltrações inglesas. No ataque, porém, os neozelandeses praticamente não incomodaram. Foram apenas duas finalizações durante todo o primeiro tempo e somente 33% de posse de bola.

Quando o empate parecia inevitável antes do intervalo, a Inglaterra finalmente encontrou o caminho do gol nos acréscimos. Aos 46 minutos, Djed Spence, que vinha sendo um dos destaques da equipe inglesa na partida, recebeu pela esquerda e encontrou espaço para levantar a bola na área. O cruzamento foi preciso e encontrou Harry Kane, que apareceu entre os defensores para cabecear para o fundo das redes e abrir o placar.

O gol premiou a insistência inglesa e levou a equipe de Tuchel para o intervalo com vantagem de 1 a 0, apesar de uma atuação que ainda deixava espaço para evolução.

Inglaterra garante a vitória, mas não consegue evoluir na partida

Gordon
Foto: Getty Images

Para a segunda etapa, Thomas Tuchel aproveitou o amistoso para realizar uma troca completa na equipe. Os onze jogadores que iniciaram a partida deixaram o campo, dando lugar a uma formação totalmente diferente. A mudança aumentou a expectativa dos torcedores ingleses, já que o time reserva ainda contava com nomes de peso como Jude Bellingham, Anthony Gordon, Reece James, Elliot Anderson e Tino Livramento.

Do outro lado, a Nova Zelândia manteve exatamente a mesma postura adotada durante todo o primeiro tempo. A equipe permaneceu extremamente organizada defensivamente, com linhas baixas e pouca preocupação em atacar. A impressão deixada pelos neozelandeses foi de uma seleção mais interessada em testar sua capacidade de suportar a pressão de adversários mais fortes, algo que encontrará durante a Copa do Mundo.

Apesar da entrada de jogadores renomados, a Inglaterra não conseguiu aumentar seu nível de atuação. Anthony Gordon, recém-contratado pelo Barcelona, teve uma atuação discreta e pouco inspirada. O atacante participou pouco das jogadas ofensivas, foi pouco agressivo nos duelos individuais e raramente conseguiu desequilibrar a defesa adversária.

Jude Bellingham também não conseguiu assumir o protagonismo esperado. O meia do Real Madrid teve dificuldades para encontrar espaços e não conseguiu dar à Inglaterra a criatividade necessária para tornar o ataque mais perigoso.

Os números refletiram essa queda de rendimento. Se o primeiro tempo já havia deixado uma sensação de atuação abaixo do esperado, a segunda etapa foi ainda mais preocupante. A Inglaterra finalizou apenas nove vezes após o intervalo e nenhuma dessas tentativas exigiu uma defesa realmente difícil do goleiro da Nova Zelândia.

Mesmo vencendo por 1 a 0 graças ao gol marcado por Harry Kane nos acréscimos da primeira etapa, o desempenho deixou mais dúvidas do que certezas para Thomas Tuchel. A Nova Zelândia, considerada uma das seleções mais acessíveis entre as classificadas para a Copa do Mundo, conseguiu limitar o poder ofensivo inglês durante praticamente toda a partida.

A falta de eficiência ficou ainda mais evidente quando comparada ao amistoso mais recente dos neozelandeses. Em seu compromisso anterior, a Nova Zelândia havia sido derrotada pelo Haiti por 4 a 0, resultado que destacou a dificuldade da Inglaterra em transformar seu domínio em oportunidades claras de gol.

O resultado garantiu a vitória, mas a atuação esteve longe de empolgar. Faltando apenas um amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, a Inglaterra segue em busca de respostas. A equipe de Tuchel agora volta suas atenções para o confronto contra a Costa Rica sabendo que precisará apresentar uma evolução significativa para chegar ao torneio cercada de mais confiança.

Afinal, apesar de possuir um elenco recheado de estrelas que atuam na liga mais competitiva do mundo, a seleção inglesa ainda não conseguiu produzir uma atuação convincente nos amistosos preparatórios, aumentando a pressão sobre o grupo às vésperas da Copa do Mundo.

(Foto de capa: Getty Images

 

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Kaique