A negativa de João Cancelo não freou as movimentações da Inter no mercado. Em Viale della Liberazione, a diretoria mantém convicções claras e, em conjunto com o técnico Cristian Chivu, chegou à conclusão de que o elenco necessita de um ala direito. Ainda assim, operar na janela de janeiro nunca é simples — fator que explica a cautela adotada pelo clube, somada a um ponto-chave: alinhar internamente um único perfil de jogador.
Há divergências dentro do clube quanto ao nível de investimento, às características técnicas desejadas e até à faixa etária do reforço. O consenso, por ora, é que a Inter precisa de um atleta pronto para entregar rendimento imediato. Com a janela já avançada, não há margem para apostas de médio ou longo prazo. A prioridade é alguém “testado e aprovado”, ou ao menos com experiência consolidada em competições de alto nível.
O retorno de Perisic à Inter?

Nesse contexto, o nome de Ivan Perisic segue no radar e não foi descartado de imediato. O obstáculo, porém, está na postura do PSV, que faz jogo duro nas negociações. A gestão americana do clube holandês se mostra mais aberta a conversas quando a proposta envolve jogadores jovens e com potencial de valorização — justamente o oposto da urgência da Inter por uma solução de impacto imediato.
Ndoye de volta ao Calcio

Com passagem pela Lega Serie A, Dan Ndoye, por sua vez, representa o perfil ideal na avaliação interna. Foi nesse cenário que, diante de uma proposta de empréstimo do Nottingham Forest por Davide Frattesi, o diretor esportivo Piero Ausilio tentou sondar o terreno. A resposta inicial, contudo, foi negativa. Apesar do agrado antigo pelo jogador desde seus tempos de Bologna, a Inter não pretende forçar uma negociação considerada complexa neste momento da temporada.
Roger Fernandes e uma aposta vinda do mundo árabe

Outros nomes também circulam no entorno nerazzurro. Rumores vindos da Espanha chegaram a citar Nahuel Molina, do Atlético de Madrid, mas o lateral nunca foi um alvo concreto do clube. Já da Arábia Saudita surgiu uma possibilidade mais exótica: Roger Fernandes, nascido em 2005 e atualmente no Al-Ittihad.
Há indícios de que o português não esteja plenamente satisfeito em seu atual clube, mas o investimento feito em sua contratação foi elevado, assim como seu salário — fatores que, neste momento, tornam a operação difícil de viabilizar dentro dos parâmetros financeiros da Inter.
Créditos da foto de capa: Reprodução/Planet Football.

