A Inter de Milão vive um momento de transição e incertezas, e o nome de Hakan Calhanoglu está no centro dessa turbulência. O clube, que recentemente passou por um ano decepcionante — sem títulos e com a saída de Simone Inzaghi — já começa a considerar com mais seriedade a saída do meio-campista turco. O Galatasaray, gigante do futebol turco, surge como o destino mais provável, e nos bastidores já existe até uma lista de possíveis substitutos para o camisa 20.
O peso de um ano frustrante
Bastou uma temporada abaixo das expectativas para que a Inter repensasse sua posição sobre Calhanoglu. Há um ano, o clube recusava propostas milionárias do Bayern de Munique, mantendo o discurso de que o turco era intocável. Hoje, a diretoria comandada por Marotta, Ausilio e Baccin, embora ainda firme em não aceitar qualquer valor, já está aberta a negociações. A pedida mínima gira em torno de 30 a 35 milhões de euros, valor que poderia viabilizar a saída do ex-Milan.
Calhanoglu, que tem contrato até junho de 2027 e recebe 6,5 milhões de euros líquidos por temporada, começa a se mostrar receptivo à mudança. Segundo a imprensa turca, ele já teria dado sinal verde para um retorno ao seu país natal, especialmente ao clube pelo qual torce desde criança, o Galatasaray.
O Galatasaray e a proposta emocional
O clube de Istambul já contratou Leroy Sané e quer mais um nome de impacto para disputar a Champions League em alto nível. O perfil de Calhanoglu é ideal: líder técnico, experiente e identificado com o país. O jogador inclusive já declarou em entrevista recente que seria “uma honra jogar pelo Galatasaray”. Seu pai também se manifestou nas redes sociais, aumentando ainda mais a especulação.
Apesar disso, a Inter ainda não confirmou oficialmente nenhuma proposta. Nem o próprio Calhanoglu se posicionou de forma definitiva. Ele segue treinando e focado na pré-temporada, especialmente com a disputa do Mundial de Clubes no horizonte.
Planos da Inter: substituto na prateleira certa
Ainda que a venda não seja certa, a Inter trabalha nos bastidores com prudência. A ideia do novo técnico Cristian Chivu é manter o esquema tático 3-5-2, que funcionou bem nos últimos anos. Por isso, o substituto ideal precisa ser um “regista”, ou seja, um armador recuado, com boa visão de jogo e capacidade de comandar o meio-campo à frente da defesa.
Três nomes ganham força nos bastidores:
Nicolò Rovella: o interista de infância
O favorito da diretoria é Nicolò Rovella, da Lazio. Natural da região de Milão e torcedor declarado da Inter na infância — seu ídolo era Sneijder — o jovem meio-campista tem se destacado desde que trocou a Juventus pelo clube romano. O problema? Claudio Lotito, presidente da Lazio, é conhecido por ser um negociador duro e ainda não se mostrou disposto a liberar o atleta. Nem valores iniciais foram discutidos oficialmente.
Samuele Ricci: alternativa com perfil parecido
Outro nome que aparece com força é Samuele Ricci, do Torino. O jovem já se revezava com Rovella no meio-campo da seleção sub-21 italiana, o que mostra sua qualidade. O Torino, no entanto, avalia o atleta entre 35 e 40 milhões de euros e também está em conversas com o Milan, o que pode dificultar a missão da Inter.
Adrián Bernabé: o caminho mais barato
Se a ideia for economizar, o espanhol Adrián Bernabé, do Parma, surge como uma solução mais viável financeiramente. O meia de 23 anos vem se destacando na Serie B e já está no radar da Inter, especialmente porque o clube também negocia com o Parma as chegadas de Bonny e Leoni. Chivu, que acompanha de perto o futebol jovem, aprova o perfil do jogador.
A novela Calhanoglu continua
O enredo envolvendo Calhanoglu, a Inter e o Galatasaray mistura elementos de novela: emoção, tradição, desejo pessoal e valores financeiros. Há até um detalhe curioso que está gerando desconforto: segundo veículos turcos, Calhanoglu não teria gostado do fato de o Galatasaray ter dado a camisa 10 a Leroy Sané, número que ele sonhava em usar.
A verdade é que, até agora, nenhuma confirmação veio da Inter, tampouco de Calhanoglu. Mas a sensação é de que algo está prestes a acontecer. O interesse do Galatasaray é real, a vontade do jogador também, e uma oferta oficial deve chegar em breve — ainda que, segundo a Gazzetta dello Sport, esteja longe dos 35 milhões exigidos pela diretoria interista.
Inter entre o passado e o futuro
A possível saída de Calhanoglu marca o fim de uma era para a Inter, mas também abre espaço para uma nova geração de talentos. Seja com Rovella, Ricci ou Bernabé, o meio-campo nerazzurro está prestes a ser remodelado. O que fica claro é que o clube não está parado — e que tem um plano. No fim das contas, a saída do turco pode ser a chave para uma nova fase no projeto técnico da equipe, agora sob o comando de Chivu. E como sempre acontece com a Inter, tudo dependerá de encontrar o equilíbrio entre ambição esportiva e responsabilidade financeira.