A estratégia da Inter para os últimos dias de mercado mudou de forma clara. O clube decidiu investir a maior parte do orçamento em reforçar o meio-campo, deixando de lado a possibilidade de contratar um atacante, que parecia a prioridade até poucas semanas atrás, principalmente após a chance de contratar Ademola Lookman. Com a negociação pelo nigeriano praticamente descartada, a diretoria agora concentra esforços em suprir a lacuna apontada pelo técnico romeno Chivu: um meio-campista moderno, capaz de agregar físico, recuperação de bola e transição rápida.
O nome que segue no topo da lista é Manu Koné, da Roma. Apesar das dificuldades para avançar na negociação, o Inter considera o jogador o perfil ideal para reforçar a equipe. O principal obstáculo continua sendo a resistência da torcida da Roma, que vê Koné como intocável, além do preço elevado, na faixa de 40 a 45 milhões de euros. A diretoria nerazzurra, porém, mantém-se firme, esperando o momento certo para tentar uma nova investida.
Enquanto aguarda uma possível flexibilização da Roma, o Inter também mantém os olhos abertos para alternativas semelhantes no mercado. O departamento de futebol, comandado por Piero Ausilio, estuda nomes que possam trazer físico e dinâmica ao meio-campo, mesmo que não sejam exatamente iguais a Koné.
Uma dessas opções vem da França, do Rennes: Djaoui Cissé, jovem de 19 anos e titular da seleção francesa sub-21, já considerado um futuro craque em seu país. O valor do jogador gira em torno de 30 milhões de euros, o dobro do que a Roma investiu em Koné, e ainda precisa provar seu potencial em uma liga de nível como a italiana. Mesmo assim, o Inter monitora o caso de perto e estuda se há espaço para negociar com o clube francês.
Alternativas e estratégias do mercado da Inter
A avaliação do Inter é que reforçar o meio-campo neste momento é mais estratégico do que gastar recursos com atacantes. A ideia é consolidar a equipe na parte central do campo, garantindo mais equilíbrio e força física, o que será fundamental para enfrentar uma temporada exigente na Série A e em competições europeias.
Após a impossibilidade de contratar Franck Kessié, que seguirá na Saudi League por mais uma temporada, o clube voltou seus radares para jogadores jovens e promissores na Europa. A aposta em Cissé é um reflexo dessa mudança de foco, mirando alguém que possa se adaptar rápido e oferecer um impacto imediato, além de valor de mercado futuro.
A diretoria acredita que, mesmo diante da resistência da Roma, manter a oferta por Koné no radar é essencial. Ao mesmo tempo, acompanhar jogadores como Cissé permite que o Inter esteja preparado caso a negociação principal não avance. Essa dupla estratégia aumenta as chances de sucesso e evita que o time termine o mercado sem reforços significativos.
O fator tempo também pesa. Com os últimos dias de mercado se aproximando, decisões precisam ser rápidas, mas calculadas. O Inter tenta equilibrar a ambição de contratar um jogador de alto nível com a necessidade de não desperdiçar recursos em negociações que podem não se concretizar.
O impacto da chegada de um meio-campista
Para Chivu, reforçar o meio-campo não é apenas uma questão de números, mas de estilo de jogo. Ter um jogador com físico, presença defensiva e capacidade de acelerar transições pode mudar a dinâmica da equipe, liberando os atacantes e dando mais segurança defensiva.
Koné ou Cissé, cada um à sua maneira, oferece essas características. Enquanto o francês da Roma já tem experiência na Serie A e se adaptaria mais rapidamente, o jovem do Rennes traz frescor e potencial de valorização. A decisão do Inter deverá equilibrar imediatismo com investimento de longo prazo.
Além disso, a escolha de priorizar o meio-campo demonstra maturidade na gestão do clube. Em vez de ceder a oportunidades de mercado momentâneas, como a de Lookman, o Inter foca em reforços estruturais, que podem fazer diferença não só nesta temporada, mas nos próximos anos.
Expectativas para os próximos dias
Nos próximos dias, a atenção estará na evolução das negociações por Koné, mas o clube continua explorando alternativas, com Cissé sendo a mais concreta até o momento. A diretoria do Inter sabe que a janela está se fechando e precisa agir rápido, mas sem comprometer o planejamento.
A torcida, por sua vez, acompanha de perto cada movimento. A expectativa é que o reforço certo para o meio-campo chegue a tempo de se integrar à equipe e já contribuir no início da temporada. A aposta é que, com a estratégia correta, o Inter consiga fortalecer o setor mais carente e entrar competitivo em todos os torneios.
Ao priorizar o meio-campo, a diretoria demonstra clareza de objetivos: construir uma equipe equilibrada, resistente e pronta para lutar em todas as frentes, sem se distrair com oportunidades que possam desviar recursos do que realmente importa.
Foto:GIUSEPPE MAFFIA/NurPhoto/NurPhoto via AFP

