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Internacional gastará quase o mesmo montante de jogador para recuperar Beira-Rio e CT; entenda

O Internacional já tem a dimensão dos prejuízos causados pelas enchentes nas suas dependências em Porto Alegre. Em avaliação, o clube pode gastar R$ 35 milhões com a recuperação do Beira-Rio e do CT do Parque Gigante, além de despesas com viagens, hospedagem e alimentação durante o período longe da capital, já que terão que cumprir jogos da Libertadores em outro lugar, ainda a ser divulgado. 

O montante supera o que foi gasto para comprar o atacante colombiano Rafael Borré nesta temporada, que foi de 6,2 milhões de euros (R$ 34,39 milhões na cotação atual), que serão pagos em três parcelas anuais. 

“Nesse momento é muito difícil a gente ter assertividade em relação a valores. Mas esse número de R$ 35 milhões é uma ordem que a gente pode chegar incluindo esses custos operacionais extras que a gente vai ter não podendo jogar no Beira-Rio. Temos que avaliar o que aconteceu lá no CT e depois mensurar a questão de equipamentos. Então, sim, esse é um valor que podemos chegar” — explicou o vice-presidente colorado, Victor Grunberg.

Os valores compreendem não apenas os reparos no Beira-Rio e no Parque Gigante, mas também no ginásio Gigantinho e no CT Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, na região metropolitana, que também foram afetados pelos alagamentos. 

O Parque Gigante, onde o time de Coudet treina, ainda está ocupado pelas águas 14 dias depois das cheias do Guaíba terem iniciado. Teme-se uma perda total, mas somente após a água baixar o clube vai avaliar a real extensão dos prejuízos.

A maior quantia deve ser destinada ao Beira-Rio. Além do gramado, que precisará ser replantado, o primeiro nível do estádio foi atingido pelas águas, danificando toda a instalação elétrica, museu, vestiários, equipamentos elétricos e também eletrônicos.

Antes da reparação, todas as dependências passarão por um processo severo de limpeza, para evitar doenças, e só será reaberto após 90 dias. Já o Parque Gigante, o prazo é ainda maior: 120 dias ou mais.

“A gente imagina que, dentro de 30 dias, talvez 45 dias, a gente consiga fazer essa limpeza do estádio e a reconstrução da parte de mobília, parte elétrica. A gente sabe que esse mercado vai estar muito demandado, tem muita gente precisando reconstruir” – diz Grunberg.

“Então, a gente estima um prazo de 45, até 90 dias para que essas áreas sejam reconstruídas. E o nosso CT, quando a água baixar, para que a gente consiga mensurar o que aconteceu lá, talvez esse prazo seja de até 120 dias ou mais” – acrescenta.

 

INTERNACIONAL LIDA COM GASTOS E INDEFINIÇÃO

Durante esse período, o clube terá que arcar com custos operacionais extras para jogar ou mesmo treinar em outros locais, incluindo alimentação e hospedagem dos profissionais, além de gastos com viagens. A ideia da direção é pleitear alguma compensação da CBF para suportar essas despesas.

Nos últimos dias, o Inter foi procurado por outras equipes, que colocaram suas estruturas de treinamento e estádios à disposição do clube. Até agora, não há uma definição sobre essa questão. Enquanto isso, o clube equaciona as contas e tenta encontrar uma nova casa para um restante de temporada.

(Foto: Divulgação/ S.C. Internacional)

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