A Juventus se encontra naquele modo clássico de “calma, respira, a gente pode resolver”, só que dezembro já está rolando, o mercado de janeiro bate na porta, e adivinha? A Velha Senhora ainda não encontrou um nome interessante, logo, continua sem ter um diretor esportivo. Damien Comolli segue liderando o processo de busca, com a ajuda de uma empresa de “head hunting”, mas o nome final continua como um grande ponto de interrogação no ar de Turim.
Nas últimas semanas, parecia que Marco Ottolini, ex-Genoa, estava praticamente com a caneta na mão, pronto para assinar com a Juve. Só que, do nada, o clima mudou. Surgiram dúvidas, portas entreabertas, mensagens não respondidas e agora Ottolini começa a temer a famosa “beffa”: a Juventus pode escolher outro nome na última curva.
E é aí que entra a novidade da lista.
O novo candidato da Juventus
De acordo com o que foi publicado, o CEO da Juventus está observando com atenção um nome que não estava no radar da torcida, e muito menos da diretoria: James Gow, um jovem dirigente inglês que Comolli já conhece dos tempos de Liverpool, embora naquela época atuassem em funções bem diferentes.
Gow surge como a opção moderna, representando inovação, dados, tecnologia e aquele estilo que muitos clubes europeus procuram: o “data-driven sporting director”. O Tuttosport detalhou seu perfil, mostrando que sua trajetória é mais curiosa do que parece, tendo tudo para ser um nome interessantíssimo, caso seja contratado pela Juventus.
Quem é James Gow, afinal?
James Gow exerce a função de diretor esportivo há apenas três anos. Trabalhou pouco mais de um ano no Al-Jazira, de julho de 2021 a setembro de 2022, e depois assumiu o cargo de diretor esportivo do Aalborg, na Dinamarca, de 2023 até 2025, terminando sua passagem após o clube cair para a segunda divisão. Não parece tão atraente, mas talvez, ele só estivesse no lugar errado, na hora errada, é possível pensar por esse lado.
Antes disso, ele passou 13 anos no Liverpool, em uma série de funções que não estavam diretamente ligadas ao scouting tradicional ou à rotina de um diretor esportivo. Mesmo assim, Gow se destacou como especialista em análise de dados, trabalhando com métricas e performance há mais de uma década, simplesmente um perfil que desperta o interesse da Juventus, que busca modernizar seu trabalho interno.
A trajetória antes de virar diretor esportivo
O caminho de Gow no Liverpool é bastante diversificado. Começou em 2007, trabalhando com equipes formadas por jovens com deficiência, depois virou “match analyst” das categorias de base, adquirindo experiência técnica valiosa. Com o tempo, assumiu responsabilidades internacionais, como a gestão da academia de Guilin, na China, e a direção da academia do New South Wales, na Austrália.
Em 2021, ele recebeu o título de “Academy Technical Director” no Al-Jazira, uma função que abriu portas para sua carreira como diretor esportivo. Já no Aalborg, teve autoridade total sobre a primeira equipe, incluindo contratações, estratégias e resultados. Além disso, Gow tem formação em Ciências e Futebol, feita em Liverpool, e nos processos conduzidos por Comolli, destacou-se por clareza, preparo e profissionalismo.
Quando ele poderia chegar à Juventus?
Mesmo que Gow seja escolhido, é improvável que desembarque em Turim a tempo de atuar no mercado de janeiro. Todo o processo indica que esta janela provavelmente ficará nas mãos de Comolli mesmo, que acumula funções enquanto avalia os candidatos. Simplesmente aquele profissional na empresa que antes de encontrar alguém pra suprir a ausência, tem colocado bastante a mão na obra.
Além disso, a Juventus busca um diretor esportivo com papel estratégico, diferente do que Cristiano Giuntoli teve no passado. Não é alguém para estar diariamente com o elenco, mas sim responsável por scouting, integração com clubes internacionais e construção de uma visão global para o futebol da Velha Senhora. Ou seja, alguém mais estratégico do que operacional.
Juve está sem pressa
O mercado de janeiro está chegando, Ottolini já não se sente tão seguro, e Gow desponta como um nome que agrada parte da diretoria da equipe biancoceri. Mas não há pressa nos corredores da Velha Senhora. A Juventus quer acertar, não correr, é claro que seus olhos podem estar voltados para a bela realidade no Como, que parece estar num crescimento tremendo, desde que adotou as movimentações necessárias para modenizar o trabalho.
Só que em correr mais do que as pernas, é necessário ressaltar, que por mais irônico que pareça, a Velha Senhora pode iniciar o mercado sem diretor esportivo, mas com a ideia clara de que a escolha certa, mesmo que tardia, vale mais do que a escolha rápida. Com James Gow no radar, a briga pela cadeira de DS na Juve ganhou um novo protagonista. Resta saber se o inglês será o escolhido… ou se será apenas mais um capítulo da longa busca bianconera.
Foto: Reprodução/CalcioMercato