Victor Osimhen janela de transferências
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Janela europeia tem várias contratações de atacantes; confira o top 10

A janela de transferências redesenhou o mapa dos atacantes no futebol internacional. Vários nomes de peso trocaram de clube, movimentando cifras milionárias e expectativas. Alguns chegam para ser protagonistas imediatos, outros para tentar finalmente justificar o potencial que sempre lhes foi atribuído.

Abaixo, confira um ranking que avalia o encaixe de cada um desses centroavantes em seus novos destinos, com base no estilo de jogo e no que podem entregar a curto, médio e longo prazo.

Confira as 10 melhores contratações de atacantes da janela europeia:

10 – Lorenzo Lucca (Napoli)

Lorenzo Lucca, que acertou com o Napoli, ocupa o décimo lugar do ranking. O atacante italiano chama atenção principalmente pela altura: com 2,01 metros, ele é um gigante na área. Forte no jogo aéreo e útil para explorar cruzamentos, Lucca é um centroavante à moda antiga. No entanto, suas limitações técnicas com a bola nos pés o colocam vários degraus abaixo dos principais atacantes da Europa.

O Napoli perdeu Osimhen, um atacante completo e explosivo, e Lucca está longe de preencher esse vazio. Sua função tende a ser muito específica: uma alternativa para Romelu Lukaku em jogos travados ou quando o time precisar de bola na área a todo custo. Fora disso, deve ser reserva ou peça pontual.

9 – Liam Delap (Chelsea)

Liam Delap, contratado pelo Chelsea nesta janela após bom desempenho no Ipswich Town, aparece em nono. Delap é um atacante físico, que gosta de se posicionar como referência na área e buscar o jogo aéreo. Ele ainda precisa evoluir tecnicamente para se firmar em alto nível, e no Chelsea será um projeto de longo prazo.

Com João Pedro à frente após um desempenho excelente durante a Copa do Mundo de Clubes, Delap deve ser reserva imediato, ganhando espaço em copas e entrando em jogos específicos na Premier League. O encaixe é interessante para diversificar o elenco, mas o impacto imediato deve ser discreto apesar do investimento na janela.

8 – Jhon Durán (Fenerbahçe)

Em oitavo está Jhon Durán, que foi do Al-Nassr para o Fenerbahçe nesta janela após breve passagem pelo futebol saudita. O colombiano impressiona pelo porte físico e explosão, características que o tornaram promissor na Inglaterra. No entanto, Durán ainda precisa de maturação tática e técnica.

No futebol turco e sendo comandado por José Mourinho, ele terá espaço para explorar seu poder de choque e presença de área, mas ainda está distante de ser um atacante de elite. Deve se destacar na liga local, e tem tudo para ser uma das melhores contratações “não vistas” da janela.

7 – Mateo Retegui (Al-Qadsiah)

Mateo Retegui ocupa a sétima posição após ser negociado pela Atalanta com o Al-Qadsiah da Arábia Saudita. Retegui é um finalizador puro, com faro de gol e boa movimentação dentro da área. Não se destaca pelo jogo coletivo ou pela construção, mas sabe como poucos empurrar a bola para as redes.

No futebol saudita, esse perfil é suficiente para garantir muitos gols, principalmente em um time estruturado para abastecê-lo. Contudo, o nível competitivo inferior limita o impacto global de sua transferência. Será destaque local, mas longe dos holofotes internacionais. Talvez esteja buscando o mesmo de Durán, podendo ser um nome interessante para a próxima janela de transferências.

6 – Jonathan David (Juventus)

O canadense Jonathan David chega à Juventus nesta janela e fica em sexto no ranking. Ele é um atacante de movimentação constante, que se desloca bem entre linhas e prefere explorar espaços do que ficar preso entre os zagueiros. Sua velocidade e inteligência o tornam uma arma letal em transições rápidas. O desafio na Juve será se adaptar a um time que nem sempre cria em abundância. David depende de um meio-campo que o alimente com qualidade, e a Juventus, em processo de renovação, ainda busca esse equilíbrio. Se o encaixe vier, ele pode ser importante, mas não chega com status de solução definitiva.

5 – Matheus Cunha (Manchester United)

Matheus Cunha, que trocou o Wolverhampton pelo Manchester United, aparece na quinta posição. Cunha é mais um meia do que um centroavante clássico. Gosta de sair da área, participar da armação e criar jogadas. No United, terá papel importante para criar e atacar espaços deixados por outros jogadores de qualidade do elenco, como Bruno Fernandes e Bryan Mbeumo, que também chegou nesta janela.

Com Rasmus Hojlund (ou Benjamin Sesko) como referência, Cunha será uma peça complementar que pode funcionar bem para destravar defesas mais fechadas. O encaixe é promissor, embora ele ainda precise aprender a jogar em um time que tem mais a posse de bola, como o United se propõe.

4 – Hugo Ekitike (Liverpool)

Na quarta colocação, Hugo Ekitike chega ao Liverpool vindo do Eintracht Frankfurt. O francês é um atacante moderno, alto, ágil e habilidoso, capaz de atuar tanto centralizado quanto aberto. O Liverpool busca renovação ofensiva com as possíveis saídas de Darwin Nuñez e Luis Diaz, além da trágica morte de Diogo Jota, e Ekitike oferece uma alternativa diferente, com mais mobilidade e criatividade.

Ainda jovem, ele precisa evoluir fisicamente para suportar o ritmo da Premier League, mas o potencial é enorme. No esquema de Arne Slot, Ekitike pode ser um diferencial nesta janela, principalmente se explorar bem as diagonais e o jogo de ruptura. Tem tudo para ser um protagonista a médio prazo.

3 – João Pedro (Chelsea)

João Pedro, contratado pelo Chelsea nesta janela após brilhar no Brighton, figura na terceira posição. O brasileiro é um atacante técnico, inteligente e versátil. Pode atuar como 9 ou segundo atacante, recuando para buscar jogo e criando espaços. No Chelsea de Enzo Maresca, que prioriza posse de bola e construção elaborada, João Pedro se encaixou como uma luva.

Ele oferece muito mais que gols: agrega ao jogo coletivo, participa da construção ofensiva e tem boa tomada de decisão. A tendência é que se firme rapidamente como titular e seja um dos pilares do novo projeto dos Blues.

2 – Viktor Gyokeres (Arsenal)

Em segundo lugar aparece Viktor Gyokeres, que trocou o Sporting pelo Arsenal. O sueco é um centroavante completo: físico, veloz, técnico e com faro de gol. Gyokeres se destaca por atacar espaços com inteligência e ser implacável na finalização.

O Arsenal, que há anos busca um 9 dominante, finalmente encontrou um nome à altura. No esquema de Mikel Arteta, Gyokeres deve potencializar o volume ofensivo criado por Saka, Odegaard e Martinelli. Seu encaixe parece imediato, e tudo indica que ele será o goleador que o Arsenal precisava para subir mais um degrau na Europa.

1 – Victor Osimhen (Galatasaray)

Na primeira posição do ranking não poderia estar outro: Victor Osimhen, que vai para o Galatasaray em definitivo nesta janela. O nigeriano é um fenômeno. Forte, rápido, agressivo e decisivo. Com passagens de alto nível pelo Napoli, ele chegou à Turquia no ano passado como o maior nome do futebol local.

O Galatasaray o contratou em definitivo para dominar o cenário doméstico e competir em nível europeu. Na liga turca, Osimhen foi um destruidor de defesas, com números absurdos de gols. O grande desafio será repetir o protagonismo na Champions League, mas a diferença de nível entre ele e os zagueiros que enfrentará por lá o coloca em um patamar à parte. Nenhuma contratação neste mercado teve tanto peso esportivo quanto essa.

Foto: Abdulhamid Hosbas/Anadolu via Getty Images