João Fonseca já sabe a sua chave no Masters 1000 de Montreal. Sem jogar desde Wimbledon, o brasileiro faz sua primeira partida apenas na segunda rodada, por ser um cabeça de chave. A disputa começa na próxima semana e é um dos preparatórios para o US Open.
Um de seus problemas para o torneio será a falta de ritmo e a estreia já pode ser bem mais complicada do que normalmente seria.

Chave de João Fonseca
Cabeça de chave em Montreal, João Fonseca recebe bye na primeira rodada do torneio. Dessa forma, sua estreia ocorre de forma direta na segunda rodada, em que enfrentará um qualifier. Ou seja, será um tenista que já vem em bom ritmo, com três vitórias seguidas nas quadras canadenses.
Isso porque, no quali, é necessário vencer duas vezes, mas para enfrentar o carioca, também terá que passar pela primeira rodada. Esse é um fator negativo para Fonseca, mesmo com o adversário tendo um ranking pior. João não joga desde Wimbledon, quando perdeu na terceira rodada. Dessa forma, estará sem ritmo mais uma vez, algo que costuma o atrapalhar muito nas partidas.
A sua forma de jogar neste confronto não será importante, sendo apenas necessário ganhar, jogando bem ou mal. Com isso, ganha mais ritmo e já estará mais preparado para o duelo da terceira rodada. Os possíveis adversários nesta fase são Casper Ruud (13º) e Juan Manuel Cerúndolo (50º).
Caso avance para as oitavas, pega um top 10 pela primeira vez na campanha. Ben Shelton (8º) é o mais bem ranqueado, enquanto Zizou Bergs (36º) é o segundo. Se João chegar às quartas, os prováveis oponentes são Daniil Medvedev (7º) e Jakub Mensik (17º). Por fim, a chave projetada coloca Alexander Zverev (2º) ou Taylor Fritz (10º) para uma eventual semifinal.
E na decisão, Felix Auger-Aliassime (4º) ou Alex de Minaur (6º).

Chances de João Fonseca em Montreal
Como mencionado, João Fonseca chegará sem ritmo para o Masters 1000 de Montreal. Ainda jovem, esse é um fator que pesa para o brasileiro quando passa um período mais longo sem jogar. E é esperado que, especialmente na estreia, o carioca tenha uma grande dificuldade. O adversário ainda não foi definido, mas provavelmente será alguém com bom histórico em quadras duras.
Além disso, a estreia tem grandes chances de ser contra um ótimo sacador. É um cenário complicado em diversos pontos e, para vencer, João terá que estar com o saque bem calibrado. O serviço será essencial neste momento, para ajudar a ganhar pontos mais fáceis e evitar quebras durante o jogo.
A chave em si não é ruim, o que mais pesa contra é o fato de estar sem ritmo. Até mesmo o confronto da terceira rodada não é tão complicado. Ruud seria o favorito, mas a dura não é sua quadra favorita, enquanto Cerundolo entraria como a zebra, também não tendo o piso rápido como o seu melhor.
Nas oitavas, vem algo parecido, com Shelton sendo o favorito, mas Bergs a zebra. É a partir das quartas que a situação complica mais. Se tiver sucesso em chegar tão longe, o carioca pode não ter mais nenhum tenista com ranking pior que o seu pela frente. Caso os favoritos avancem no torneio, João Fonseca enfrentaria apenas tenistas do top 20.
Dessa forma, as chances de fazer uma boa campanha são altas. Entretanto, assim como foi em 2025, um dos maiores perigos está na estreia, quando foi derrotado no último ano. Se passar, pode ir mais longe, apesar de a probabilidade de um título ou até mesmo de uma final ser bem pequena.
Foto: Divulgação/UTS Rio



