Copa Davis João Fonseca
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Com João Fonseca no Time Brasil, quem deve assumir o posto de raquete 2 na Copa Davis?

O Brasil enfrenta a Suíça na Copa Davis e João Fonseca já é uma presença confirmada. Os duelos do Grupo Mundial I acontecem nos dias 18 e 19 de setembro, no Rio de Janeiro. Apesar dos confrontos serem em solo brasileiro, a CBT optou por jogar em uma quadra dura fechada, na Farmasi Arena.

Dessa forma, não atrapalha o calendário de Fonseca, que terá toda a gira no hard até o fim da temporada. No entanto, há alguns questionamentos sobre quem mais estará na lista de convocados pelo Time Brasil. Há quem peça Guto Miguel como raquete 2, por exemplo. Enquanto outros entendem que seria ‘pular etapas’.

João Fonseca Copa Davis 2025
João Fonseca deve ser o principal tenista do Time Brasil na Copa Davis. Foto: André Gemmer/CBT

Raquete 2 na Copa Davis

Não há dúvidas de que João Fonseca será o principal tenista do Brasil na Copa Davis. Número 1 do país, é o único dentro do top 100 e está sempre presente nos maiores torneios de tênis. A dupla também não gera questionamentos. Mesmo com uma queda nas últimas semanas, Orlando Luz e Rafael Matos devem ser os escolhidos.

Uma das questões começa com a presença de Gutão. Jovem de 17 anos, é uma das maiores promessas do Brasil e, no futuro, não deve haver dúvidas sobre a sua presença no Time Brasil. Mas, por enquanto, é algo que ainda causa debate. Alguns entendem que seria apressar seu processo, fazendo o tenista pular etapas.

Essa ideia não faz muito sentido, já que um atleta só irá crescer se passar por essas situações. A CBT também aparenta estar evoluindo nesse sentido e entendendo que a presença de jovens tenistas é necessária. Dessa forma, Guto Miguel é um nome praticamente confirmado, mas não deve ser escolhido para ser o raquete 2.

Não pela preocupação desnecessária com ‘pular etapas’, e sim porque Gustavo Heide vive um ótimo momento. O paulista vem de enorme crescimento nos últimos meses e é o brasileiro mais próximo do top 100. Na atualização desta segunda-feira (20) do ranking da ATP, era o 137º do mundo.

E é por isso que, mesmo com toda a precocidade de Gutão, Heide deve ser o escolhido. Algo natural e até correto para o Time Brasil, já que a vitória sobre a Suíça é importante para voltar aos qualifiers em 2027. Enquanto a derrota deixaria os brasileiros nos playoffs, sem chances de disputar a fase final no próximo ano.

Gustavo Heide Brasília Tennis Open
Gustavo Heide vem crescendo no circuito da ATP e deve ser o raquete 2 na Copa Davis. Foto: Luiz Cândido/Luz Press

Gutão ainda seria uma aposta

Escalar Gustavo Heide não é uma garantia de vitória, mas é uma aposta menor que Guto Miguel. Escolher Gutão seria muito mais válido em um momento em que nenhum outro brasileiro está bem. Como já aconteceu no passado, insistindo em nomes que já não estavam rendendo em quadra.

Não é o caso dessa vez, com Heide vindo de alguns bons resultados em Challengers neste ano. Recentemente, chegou a ser campeão em Poznan, além de ser o número 2 do Brasil e, além de João Fonseca, ser o único dentro do top 200. Há até mesmo uma expectativa para que chegue no top 100 em breve, algo possível caso mantenha seu nível atual.

A escolha por Gustavo é a melhor opção para o momento, e também a que traz mais segurança para o confronto com a Suíça.

Foto: André Gemmer/CBT