A Juventus entregou a sua lista B para a fase de grupos da Champions League, e nela aparecem cinco nomes que despertam curiosidade entre os torcedores. São garotos formados no clube ou garimpados cedo no mercado que sonham em trilhar o caminho de Nicolò Savona, que no ano passado conseguiu ganhar minutos no time principal e hoje está mais próximo de se consolidar. Para eles, estar na lista da Uefa significa uma chance concreta de aparecer aos olhos de Massimiliano Allegri e, quem sabe, conquistar espaço em definitivo no elenco profissional.
O contexto é claro: a Juventus vem usando sua base não apenas para reforçar a própria Juventus, mas também como fonte de receita. Vários jovens revelados pelo clube renderam bons valores em negociações, e os cinco desta lista entram nesse ciclo de expectativa. Seja para brilhar no Allianz Stadium ou para gerar recursos no mercado, o objetivo é o mesmo: provar que merecem um lugar no futebol de alto nível.
Os dois goleiros da nova geração
O primeiro da fila é um goleiro da casa Simone Scaglia, nascido em 2004, que veste a camisa bianconera desde criança. Esta é sua 14ª temporada na Juventus e, apesar da pouca idade, ele já teve pequenos contatos com o time principal. Foi convocado em novembro de 2022 para cobrir a ausência do veterano Pinsoglio e ao todo sentou no banco quatro vezes nas temporadas 2022/23 e 2023/24. Uma sequência de lesões, incluindo uma cirurgia no ombro para estabilizar a articulação, acabou atrasando sua ascensão. Hoje ele atua na equipe Next Gen, atrás de Mangiapoco – contratado no último verão junto à Giana Erminio.
O outro goleiro, Matteo Fuscaldo nascido em 2005, tem uma trajetória diferente. Enquanto o colega cresceu exclusivamente no ambiente da Juventus, ele rodou bastante: passou pelo setor de base do Monza em 2022/23, depois por Empoli e até pelo Sion, na Suíça, onde chegou a jogar pela equipe B na quarta divisão local. Essa bagagem internacional lhe rendeu maturidade, e nas duas primeiras partidas oficiais da equipe de Igor Tudor contra Parma e Genoa, no Campeonato Italiano, ele já figurou no banco substituindo o lesionado Perin.
A nova dupla espanhola da defesa
Na linha defensiva, a Juventus aposta em dois zagueiros espanhóis da geração 2006. O primeiro deles Javier Gil Puche já esteve mais próximo do time principal. No ano passado, Thiago Motta o chamou duas vezes para compor o banco de reservas e Tudor repetiu o gesto em um momento de emergência. Ele vinha sendo titular absoluto da Next Gen até sofrer, em meados de agosto, uma lesão no bíceps femoral da coxa direita. Essa pausa interrompeu sua sequência, mas dentro do clube há confiança de que, recuperado, ele retome o crescimento.
O segundo defensor espanhol, Bruno Martinez Crous também nasceu em 2006 e chegou a Turim há dois anos vindo do Espanyol. É um zagueiro de perfil mais clássico, marcador firme, que brilhou por duas temporadas na Primavera e agora foi promovido à Next Gen. Ainda não estreou oficialmente nesta nova etapa, mas é visto como alguém que pode dar solidez à defesa da Juventus no futuro. O estilo de jogo é o oposto do compatriota mais rodado: menos saída com a bola, mais imposição física.
O toque criativo do montenegrino
Fechando a lista está o montenegrino Vasilije Adzic que já é tratado como joia. A Juventus investiu mais de 5 milhões de euros para tirá-lo do Buducnost no último verão europeu, um valor considerável para um atleta de 2006. Meia ofensivo habilidoso, ele arrancou elogios de Motta e Tudor desde o primeiro treino, mas na temporada passada teve pouquíssimas chances no time principal: foram apenas 77 minutos jogados.
Mesmo assim, brilhou na Next Gen, com 4 gols e 2 assistências em 10 partidas, mostrando que está pronto para algo maior. Nesta temporada, continua integrado ao elenco profissional, e Tudor trabalha nele um ajuste tático importante: recuar seu posicionamento para atuar como meio-campista central, de forma parecida com o que foi feito no passado com outros talentos da base. A ideia é ampliar as funções do garoto e aumentar as possibilidades de uso.
Uma aposta no presente e no futuro da Juventus
Essa mescla de perfis – dois goleiros, dois zagueiros e um meia criativo – mostra que a Juventus não apenas se preocupa em ter talentos para vender, mas também está tentando criar uma espinha dorsal jovem dentro do clube. A lista B da Champions League é uma vitrine enorme para esses atletas. Se algum deles entrar em campo e corresponder, pode acelerar sua trajetória e até encurtar o caminho rumo à titularidade.
Ao mesmo tempo, a diretoria sabe que nem todos chegarão ao time principal. É por isso que o modelo do “tesouro da base” continua em prática: formar bem para usar ou para negociar. Para os torcedores, fica a expectativa de ver novas caras brilhando na maior competição de clubes do mundo e, quem sabe, escrever mais um capítulo de sucesso da história bianconera.

