Futebol Serie A

Juventus tem dificuldades, mas vence Pisa e entra no G-4 da Serie A

A Juventus confirmou seu bom momento na Serie A e segue firme na luta pelas primeiras posições do Campeonato Italiano. Na tarde deste sábado, a equipe comandada por Luciano Spalletti visitou o Pisa, na Cetilar Arena, e venceu por 2 a 0. O triunfo foi construído com um gol contra de Calabresi, na etapa final, e outro de Yildiz, já nos acréscimos.

Com o resultado, a Velha Senhora chegou aos 32 pontos e saltou para a terceira colocação da competição, consolidando-se no grupo de líderes. Já o Pisa segue em situação delicada, ocupando a vice-lanterna, com apenas 11 pontos somados.

O jogo

Mesmo atuando fora de casa, a Juventus mostrou desde o início que pretendia assumir o controle da partida. Logo no primeiro minuto, a equipe criou sua primeira grande chance. Openda recebeu passe de Koopmeiners, fez o pivô e escorou para Thuram, que finalizou, mas parou em boa antecipação do goleiro Semper.

A Juve manteve a posse de bola e passou a circular o jogo com paciência. McKennie, Yildiz e Cambiaso apareceram bem pelos lados e tentaram acelerar as jogadas, mas encontraram um Pisa bem postado defensivamente, com linhas compactas e pouco espaço entre os setores.

Apesar da postura mais cautelosa, o time da casa não se limitou apenas a se defender. Apostando nos contra-ataques e nas bolas paradas, o Pisa criou a melhor chance do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Moreo subiu livre e cabeceou firme, acertando a trave defendida por Di Gregorio, em lance que levou perigo real à meta juventina.

Na volta do intervalo, o roteiro seguiu parecido. A Juventus manteve a iniciativa, controlando a posse e empurrando o Pisa para trás, mas os donos da casa voltaram a assustar. Em mais um cruzamento da direita, Tramoni apareceu sem marcação na área e testou forte, acertando novamente o poste. O lance serviu de alerta para a defesa bianconera.

Mesmo após o susto, a Juventus não perdeu o controle emocional e continuou insistindo. A pressão foi recompensada aos 28 minutos do segundo tempo. Após boa troca de passes pelo lado direito, McKennie fez o cruzamento rasteiro buscando Kalulu, mas Calabresi, ao tentar o corte, acabou desviando contra o próprio gol. A Juve, enfim, abriu o placar.

Em desvantagem, o Pisa precisou sair mais para o jogo e adotou uma postura mais agressiva nos minutos finais. A Juventus, por sua vez, soube aproveitar os espaços deixados pelo adversário. Já nos acréscimos, Vural protagonizou uma jogada individual de destaque, deixou dois marcadores para trás e encontrou Jonathan David, que escorou com inteligência. Livre, Yildiz apenas empurrou para o gol vazio e fechou o placar em 2 a 0.

Juventus é eficiente, mas não brilha

A vitória da Juventus pode ser explicada, principalmente, pela sua capacidade de controle do jogo. Mesmo sem uma atuação brilhante em todos os momentos, a equipe de Luciano Spalletti mostrou maturidade, organização e paciência, características fundamentais para quem pretende brigar no topo da tabela.

Taticamente, a Juve foi superior durante a maior parte do confronto. O time ocupou bem o campo ofensivo, teve boa circulação de bola e conseguiu manter o Pisa longe do seu gol por longos períodos, ainda que tenha sofrido em jogadas aéreas. O meio-campo funcionou como o principal eixo da equipe, com Koopmeiners participando ativamente da construção e McKennie sendo peça importante tanto no apoio ofensivo quanto na recomposição.

Yildiz foi outro nome que merece destaque. Atuando com liberdade para flutuar entre os lados e o centro, o jovem atacante incomodou a defesa adversária com movimentação constante. O gol nos acréscimos coroou uma atuação segura, marcada por boas decisões e presença ofensiva ao longo dos 90 minutos.

Defensivamente, a Juventus apresentou momentos de atenção e outros de alerta. As duas bolas na trave do Pisa expuseram uma fragilidade no jogo aéreo, especialmente em cruzamentos vindos dos lados. Ainda assim, a equipe mostrou capacidade de resposta e não se desorganizou após os sustos, mantendo a linha defensiva relativamente equilibrada.

O goleiro Di Gregorio, embora não tenha sido muito exigido em volume de finalizações, teve papel importante ao comandar a defesa e transmitir segurança nos momentos de pressão. Sua atuação contribuiu para que a Juventus mantivesse o controle emocional mesmo quando o Pisa ameaçou equilibrar a partida.

Do lado do Pisa, o resultado não apaga uma atuação competitiva. Apesar da posição incômoda na tabela, o time mostrou organização defensiva, disciplina tática e coragem para explorar os contra-ataques. As chances criadas, especialmente no segundo tempo, indicam que a equipe poderia ter complicado ainda mais a vida da Juventus se tivesse sido mais eficiente nas conclusões.

No entanto, a diferença técnica e de elenco acabou pesando. Quando precisou decidir, a Juventus foi eficiente, algo que o Pisa não conseguiu ser. O gol contra de Calabresi foi fruto da pressão constante, enquanto o segundo gol evidenciou a qualidade individual dos jogadores bianconeros em espaços reduzidos.

No fim, a Juventus saiu da Cetilar Arena com mais do que três pontos. Saiu com a confirmação de que sabe competir, sofrer quando necessário e ser decisiva nos momentos-chave, características que a colocam, novamente, como protagonista na temporada italiana.