A palavra de ordem em Turim é clara: qualidade. A Juventus decidiu que o setor que mais precisa de reforços é o meio-campo. A direção e o técnico Luciano Spalletti chegaram ao mesmo diagnóstico — o time precisa de jogadores mais técnicos, criativos e consistentes. O novo diretor executivo Damien Comolli, ao lado de Giorgio Chiellini e François Modesto, já trabalha com Spalletti para transformar essa ideia em realidade.
Apesar de haver outras carências — como as laterais e a indefinição sobre o futuro de Dusan Vlahovic, que ainda não renovou contrato — o meio-campo virou a prioridade total. A Juventus quer mais qualidade e quantidade na faixa central do campo, com jogadores que consigam dar ritmo, construir jogadas e ditar o jogo com personalidade.
O que a Juventus tem hoje
Entre os nomes atuais, o destaque tem sido Khephren Thuram. O francês é o mais completo do setor: marca, apoia e tem presença constante em todos os setores do gramado. Manuel Locatelli continua sendo o motor do time, mas segue alternando bons e maus momentos. Já Teun Koopmeiners, que começou mal a temporada, vem sendo usado por Spalletti como zagueiro pelo lado direito — uma tentativa de recuperar sua confiança e utilidade tática.
Weston McKennie, sempre versátil, segue com contrato até junho de 2026 e é peça útil, embora o clube ainda não tenha decidido se vai renová-lo. Fabio Miretti voltou recentemente de lesão e ainda busca ritmo, enquanto o jovem Vasilije Adžić, de apenas 18 anos, mostra potencial, mas ainda oscila bastante, como é natural para a idade.
Com isso, o setor central da Juve carece de uma peça capaz de comandar o jogo com técnica e liderança. A meta é clara: trazer um meia que consiga elevar o nível de jogo e fazer a Juventus voltar a dominar o meio-campo como nos tempos de Pogba e Pirlo.
Mais qualidade e personalidade: a nova missão bianconera
A busca por reforços não é apenas por números, mas por nomes de impacto. A Juventus quer meio-campistas que façam a diferença, que sejam capazes de controlar o ritmo da partida e criar oportunidades em qualquer contexto.
Seja um regista clássico, uma mezzala dinâmica ou um trequartista criativo, o perfil desejado é o mesmo: técnica refinada e personalidade forte. Spalletti quer jogadores que possam ser protagonistas, não apenas complementos.
Mas, como sempre, há o obstáculo financeiro. O novo diretor Damien Comolli já deixou claro que o fair play financeiro da UEFA impõe limites severos. “Temos restrições e tudo o que fizermos será cuidadosamente monitorado. Não há planos ousados para janeiro, mas observaremos o mercado com atenção”, declarou o dirigente em sua apresentação.
Planejamento em etapas: primeiro o diretor esportivo, depois o mercado
Antes de mergulhar de vez nas negociações, a Juventus deve confirmar a chegada de um novo diretor esportivo até o fim de novembro. Ele será o responsável por liderar o processo de contratações e definir prioridades ao lado de Spalletti.
A ideia é ter a estratégia pronta para agir já em janeiro, mas as movimentações mais significativas podem ficar para o meio do ano, quando o clube terá mais margem para investir — especialmente se houver saídas importantes.
Enquanto isso, o departamento de análise montou uma lista de oito nomes que agradam à comissão técnica e à diretoria. São jogadores de diferentes perfis, idades e valores, mas todos com um ponto em comum: a qualidade técnica necessária para transformar o meio-campo da Velha Senhora.
Os oito alvos da Juventus para o meio-campo
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Sandro Tonali (Newcastle) – 24 anos, contrato até 2028, avaliado em 70 milhões de euros. O ex-Milan seria o nome ideal para dar identidade italiana e intensidade ao setor.
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Stanislav Lobotka (Napoli) – 30 anos, contrato até 2027, valor de 30 milhões. Um dos registas mais seguros da Serie A, especialista em posse e distribuição.
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Morten Hjulmand (Sporting Lisboa) – 25 anos, contrato até 2028, valor de 60 milhões. Líder e organizador, impressiona pela capacidade defensiva e saída de bola.
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Pierre-Emile Højbjerg (Marselha) – 29 anos, contrato até 2028, 20 milhões. Experiente, sólido e com perfil de liderança que agrada a Spalletti.
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Maxence Caqueret (Como) – 24 anos, contrato até 2029, valor de 20 milhões. Um meia moderno, versátil e de ótimo posicionamento tático.
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Adrián Bernabé (Parma) – 23 anos, contrato até 2027, avaliado em 15 milhões. Uma aposta jovem e talentosa, com estilo ofensivo e boa chegada à área.
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Sergej Milinkovic-Savic (Al-Hilal) – 30 anos, contrato até 2028, valor estimado em 15 milhões. Conhecido da torcida italiana, agregaria força física e técnica.
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Bernardo Silva (Manchester City) – 31 anos, contrato até 2026, podendo sair por 15 milhões em janeiro ou de graça em 2026. Seria o nome de peso ideal para liderar o novo projeto.
O futuro da Juve passa pelo meio-campo
A Juventus sabe que precisa de um salto de qualidade para voltar a competir no mais alto nível, tanto na Serie A quanto na Champions League. E, para Spalletti, esse salto começa no meio-campo.
Com jogadores capazes de controlar o ritmo, atacar com inteligência e criar chances de gol, a Juventus pode reencontrar o estilo dominante que marcou sua história recente. Tudo depende de como o clube vai equilibrar as contas e negociar suas próximas movimentações.
Mas uma coisa é certa: em Turim, o plano está traçado. A ordem é clara — qualidade antes de tudo.



