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Juventus vê novo CEO e Spalletti fora de sintonia; Confira

O momento vivido pela Juventus é algo realmente singular e sem precedentes. Dois perfis quase opostos foram encarregados de recolocar a Velha Senhora nos trilhos, garantir ao menos a vaga na próxima edição da UEFA Champions League e, se possível, até brigar por títulos. Trata-se de Damien Comolli e Luciano Spalletti. O primeiro, recém-nomeado CEO do clube, é um gestor guiado por números, métricas e algoritmos. O segundo é o treinador de escola clássica, que respira o cotidiano de campo. Assumindo o lugar de Igor Tudor, Spalletti trabalha com a mesma intensidade com que cultiva a terra em sua fazenda: para ele, mais do que dados, o que importa é a vivência humana.

Dias após ser oficialmente confirmado como CEO, Comolli reforçou pontos que já havia citado em junho, quando se tornou diretor-geral da Juventus, durante sua participação como palestrante no Hudl Performance Insights 2025, conferência dedicada à análise de dados em Londres. Em 7 de novembro de 2025, ele foi efetivado como diretor-executivo, sucedendo Maurizio Scanavino após três anos de mandato. Antes disso, já fazia parte da cúpula bianconera como general manager, mas agora detém total poder de decisão sobre as operações.

Após deixar a seleção italiana, Spalletti, ao assumir o comando técnico da Juventus, assinou vínculo até junho de 2026, com renovação automática caso o clube volte à Champions. No entanto, sua chegada não ocorreu em total sintonia com a nova gestão. Segundo a imprensa italiana, o treinador defende um projeto mais ousado de reconstrução, pedindo participação direta nas decisões de mercado e maior estabilidade institucional. As reportagens apontam tensões entre ambas as partes: Spalletti deseja intervir na escolha de reforços, especialmente na busca por atletas jovens de potencial extraordinário — os “novos Messi e Ronaldo”— alinhados a seu plano de renovação profunda.

Há quem interprete a ascensão de Comolli ao cargo mais alto da administração da Juventus como uma tentativa de “reset” na estrutura do clube, algo que nem sempre coincide com a urgência por resultados imediatos que Spalletti tem. O treinador, com vasta experiência, quer tempo e autonomia para moldar o time à sua maneira — algo que pode se chocar com as prioridades institucionais após um início irregular na Serie A e sem vitórias na fase de pontos corridos da UEFA Champions League.

A pressão sobre a Juventus cresce: a temporada está abaixo do esperado, os torcedores cobram sinais de mudança, mas também respostas rápidas em campo. Cabe aos dois líderes encontrar um ponto de equilíbrio para evitar que essa transição se transforme numa crise maior. Atualmente, a equipe ocupa a sexta posição na Serie A, com 19 pontos, três a menos que o Napoli, último do G4. A Velha Senhora volta a campo no dia 22 de novembro, sábado, às 14h (horário de Brasília), contra a Fiorentina, no Estádio Artemio Franchi, pela 12ª rodada, buscando reencontrar o caminho das vitórias.

Foto: Getty Images

Juventus tenta recuperar estabilidade em meio à crise entre Spalletti e Comolli dentro e fora de campo

O clube vive um dos períodos mais delicados da sua recente reformulação. A combinação entre a nova estrutura de gestão liderada por Damien Comolli e a chegada de Luciano Spalletti deveria simbolizar o início de uma reconstrução clara. No entanto, o que se observa é um ambiente de atritos internos que já transbordam os limites da Continassa e afetam diretamente o desempenho do time.

A principal divergência reside na visão sobre como reerguer a Juventus. Comolli, com total poder executivo, idealiza um projeto de longo prazo, baseado na valorização de jovens talentos, na disciplina financeira e na modernização dos processos internos. Sua intenção é evitar erros recentes, como contratações caras e pouco eficazes, priorizando atletas com margem de crescimento.

Spalletti, embora reconheça a necessidade de rejuvenescimento, exige condições imediatas para tornar o time competitivo. Ele acredita que o elenco ainda carece de jogadores prontos para sustentar o seu modelo de jogo. As discordâncias se intensificaram nas primeiras conversas sobre reforços: Comolli prefere perfis de médio prazo, enquanto Spalletti pressiona por atletas experientes capazes de impactar já nesta temporada.

O problema, porém, vai além da montagem do elenco. A falta de alinhamento entre CEO e técnico vem prejudicando a dinâmica interna. Profissionais ligados ao vestiário afirmam que decisões operacionais se tornaram fragmentadas; setores como análise de desempenho, scouting e preparação física aguardam definições que demoram ou são alteradas posteriormente.

O reflexo no campo é claro. A Juventus oscila taticamente, apresenta falhas defensivas e demonstra dificuldade em absorver completamente o modelo de Spalletti. Alguns jogadores admitem incerteza sobre o caminho que o clube seguirá, e a instabilidade institucional já é percebida pela torcida como causa direta da irregularidade em campo.

Fora das quatro linhas, o clube tenta transmitir tranquilidade. Comolli reforça que existe “um plano claro para recolocar a Juventus no topo”, enquanto Spalletti evita declarações polêmicas, mas deixa evidente que deseja maior alinhamento e liberdade técnica. Dirigentes próximos ao presidente atuam como mediadores, conscientes de que um rompimento prematuro seria devastador para um projeto ainda frágil.

A reconstrução da Juventus passa agora pela recomposição da confiança entre Comolli e Spalletti, pela clareza de objetivos e por um elenco que precisa acreditar que há direção no meio do caos. O desafio é grande: resgatar a harmonia institucional para que o rendimento em campo finalmente acompanhe.

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Spalletti e Comolli articulam operação para recuperar Openda e Jonathan David após início decepcionante na Juventus

A expectativa sobre Lois Openda e Jonathan David era alta na Juventus: a dupla foi contratada para ser uma das mais explosivas da Itália e transformar o ataque bianconero. Chegaram para dar nova vida ao projeto esportivo conduzido por Spalletti e respaldado por Comolli. Mas as primeiras semanas foram frustrantes, e agora clube e treinador se mobilizam para resgatar a confiança dos dois atacantes.

Openda, conhecido por sua verticalidade e velocidade, tem tomado decisões equivocadas e encontrado dificuldades para se adaptar ao estilo mais paciente de Spalletti. David, por sua vez, aparece pouco entre as linhas, participa menos da construção e não tem sido presença constante na área. Assim, a dupla, que deveria potencializar o terço final, acabou simbolizando a fase instável da equipe.

Para reverter o quadro, Spalletti intensificou treinos específicos na Continassa, trabalhando movimentos coordenados entre os dois jogadores, situações de transição rápida, pressão pós-perda e aproximações curtas — justamente os aspectos que destacaram ambos em seus antigos clubes. A comissão técnica também testou variações táticas, usando Openda mais aberto para explorar sua aceleração e deixando David como referência móvel, função na qual se destacou recentemente.

Comolli, nos bastidores, busca blindá-los da pressão. O CEO prega paciência e lembra que adaptações precisam de tempo. Sua participação direta em reuniões com os atletas e seus agentes foi vista como um gesto importante, reforçando a confiança do clube na dupla e afastando rumores de mudanças prematuras.

A diretoria também reforçou o suporte psicológico e a análise de performance para amenizar o peso emocional. Indicadores de treino e jogo mostram evolução, aumentando o otimismo quanto à recuperação dos dois.

A estratégia alinhada entre Spalletti e Comolli tem um objetivo nítido: transformar esse momento turbulento em um ponto de virada. A Juventus precisa de sua dupla ofensiva para reerguer ambições maiores, e a retomada de Openda e David pode ser determinante para restabelecer a identidade competitiva do time.

Dentro do clube, há uma sensação crescente de que ambos caminham para responder em alto nível. Se conseguirem transferir o que mostram nos treinos para os jogos, a Juventus poderá finalmente ver florescer a parceria que imaginou ao contratá-los.

(Foto: Getty Images)