A contratação de Kang-in Lee pelo Atlético de Madrid já começou a gerar resultados antes mesmo de o meia entrar em campo. Anunciado como o terceiro reforço do clube para a temporada 2026/27, o sul-coreano rapidamente se transformou em um fenômeno comercial, quebrando recordes de vendas de camisas e ampliando a presença internacional da equipe espanhola em mercados considerados estratégicos.
O impacto da chegada do jogador não está restrito apenas ao aspecto financeiro. Internamente, o Atlético acredita que Kang-in Lee tem qualidade suficiente para assumir um papel importante dentro de campo, inclusive herdando a camisa 7, utilizada por Antoine Griezmann durante anos. Ao mesmo tempo, a diretoria enxerga na contratação uma oportunidade de fortalecer a marca do clube na Ásia e nos Estados Unidos, dois mercados que vêm ganhando cada vez mais importância no futebol mundial.
A combinação entre retorno esportivo e crescimento comercial explica por que o Atlético fez tanta questão de concretizar uma negociação que já vinha sendo trabalhada desde o início do ano.
O impacto comercial mostra a força de Kang-in Lee fora das quatro linhas

Poucos jogadores conseguem gerar tanto interesse antes mesmo da estreia, mas Kang-in Lee já entrou para a história recente do Atlético de Madrid.
Segundo informações divulgadas pelo clube, o meia se tornou a contratação que mais vendeu camisas antes de disputar sua primeira partida com a equipe. Nem mesmo reforços de grande impacto, como Julián Álvarez, conseguiram alcançar números semelhantes durante o período de apresentação.
Esse sucesso está diretamente ligado ao enorme alcance que Kang-in Lee possui em seu país de origem.
A Coreia do Sul vive um crescimento constante na exportação de atletas para o futebol europeu e o meia do Atlético é um dos principais representantes dessa geração. Seu desempenho por clubes e pela seleção nacional fez com que ele construísse uma base de torcedores extremamente fiel, capaz de acompanhar sua carreira independentemente da equipe em que atue.
O anúncio oficial da contratação deixou isso evidente.
Prédios emblemáticos de Seul exibiram imagens do jogador vestindo a camisa do Atlético de Madrid, enquanto milhares de torcedores passaram a adquirir produtos oficiais do clube espanhol.
Mas o alcance da contratação não termina na Ásia.
Os Estados Unidos também aparecem como um dos mercados mais beneficiados. O país abriga uma das maiores comunidades sul-coreanas do mundo, estimada em cerca de dois milhões de pessoas, o que naturalmente amplia o potencial de vendas de produtos oficiais e fortalece a presença da marca Atlético de Madrid na América do Norte.
Essa estratégia segue uma tendência observada entre os principais clubes europeus.
Cada vez mais, as grandes equipes procuram contratar jogadores capazes de oferecer retorno esportivo e, ao mesmo tempo, abrir portas para novos mercados consumidores. A venda de camisas, acordos de patrocínio, direitos de imagem e eventos internacionais passaram a representar uma parcela importante das receitas dos clubes.
Atlético aposta em Kang-in Lee como novo protagonista dentro de campo

Embora o impacto comercial seja evidente, o Atlético insiste que esse nunca foi o principal motivo da contratação.
Dentro do clube existe a convicção de que Kang-in Lee pode elevar o nível técnico da equipe.
A prova disso é a decisão de entregar ao sul-coreano a camisa 7, utilizada durante anos por Antoine Griezmann e considerada uma das mais simbólicas do elenco.
Receber esse número representa uma demonstração clara de confiança por parte da comissão técnica e da diretoria.
O meia chega ao clube após passagem pelo PSG, onde não foi titular absoluto, mas desempenhou um papel importante na rotação do elenco comandado por Luis Enrique.
Mesmo sem atuar em todas as partidas desde o início, participou de uma equipe extremamente competitiva, convivendo diariamente com alguns dos melhores jogadores do futebol mundial e contribuindo para as conquistas da UEFA Champions League.
Além da experiência adquirida na França, Kang-in Lee apresenta características que podem se encaixar no modelo de jogo do Atlético.
Sua capacidade de atuar entre as linhas, acelerar a circulação da bola e criar oportunidades no último terço do campo faz dele um jogador versátil, capaz de desempenhar diferentes funções no setor ofensivo.
Outro aspecto importante é sua idade.
Ainda com margem para evolução, o sul-coreano chega ao Atlético em um momento considerado ideal para consolidar sua carreira em um dos principais campeonatos do mundo.
A turnê pela Ásia mostra que o Atlético pensa muito além desta temporada

O planejamento do Atlético de Madrid para aproveitar a chegada de Kang-in Lee vai muito além das quatro linhas.
A viagem da equipe para Seul representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a relação com milhares de novos torcedores.
Durante a passagem pela Coreia do Sul, o clube inaugurará a Casa Atleti, espaço criado para aproximar a instituição dos fãs locais por meio de eventos, ativações comerciais e venda de produtos oficiais.
Além disso, dois pontos temporários de venda serão instalados em importantes centros comerciais da cidade, ampliando ainda mais a exposição da marca.
Esse tipo de iniciativa se tornou comum entre os gigantes do futebol europeu.
Clubes perceberam que as turnês internacionais deixaram de ser apenas uma preparação para a temporada e passaram a funcionar como ferramentas de expansão global, aproximando patrocinadores, conquistando novos consumidores e fortalecendo sua presença em mercados considerados prioritários.
No caso do Atlético de Madrid, a contratação de Kang-in Lee potencializa ainda mais essa estratégia.
Enquanto o jogador amplia naturalmente a identificação do público asiático com o clube, sua qualidade técnica também oferece motivos para acreditar que ele poderá exercer um papel importante dentro de campo. Se corresponder às expectativas, o Atlético terá realizado uma contratação capaz de unir desempenho esportivo e crescimento comercial, uma combinação cada vez mais valorizada pelos grandes clubes europeus no futebol atual.