O New York Knicks deu um verdadeiro show nesta sexta-feira (16), no Madison Square Garden, ao derrotar o Boston Celtics por 119 a 81, fechando a série em 4 a 2 e garantindo vaga na final da Conferência Leste da NBA. A vitória incontestável foi construída com base em intensidade defensiva, domínio físico e uma atuação coletiva exemplar, que anulou completamente os adversários, especialmente após o primeiro quarto.
Agora, os Knicks se preparam para enfrentar o Indiana Pacers na final do Leste, a partir da próxima quarta-feira (21), enquanto o Boston Celtics encerra sua temporada com mais uma frustração e muitas dúvidas.
O jogo
Apesar de ser o jogo 6 da série, o primeiro quarto teve clima de jogo 7: nervosismo evidente, defesas intensas e poucos espaços para jogadas trabalhadas. Os Celtics, mesmo sem Jayson Tatum — desfalque importante por lesão —, tentaram compensar com agressividade, mas cometeram muitos erros, especialmente nos arremessos de três e nas tomadas de decisão ofensivas.
Os Knicks, por sua vez, mostraram desde o início que o plano era simples: defesa forte, rebotes ofensivos e intensidade física. Com isso, mesmo errando alguns arremessos, conseguiram controlar o ritmo da partida e fecharam o primeiro quarto com vantagem: 26 a 20.
A partir do segundo período, o jogo mudou completamente. Com Jaylen Brown no banco, os Knicks aceleraram ainda mais o ritmo, dominaram o garrafão e encontraram transições constantes diante de uma defesa desorganizada de Boston. O time da casa foi abrindo vantagem pouco a pouco, e quando Brown voltou à quadra, a diferença já era de 11 pontos.
O ala-armador, que começou bem, foi completamente neutralizado pela pressão defensiva liderada por Josh Hart e OG Anunoby, e não conseguiu mais comandar o ataque dos Celtics. A ausência de Tatum pesou ainda mais, e o restante do elenco simplesmente não respondeu à altura.
O intervalo chegou com o placar de 64 a 37, um cenário que já indicava que Boston estava perto de ser eliminado sem reação.
Se havia alguma esperança de reação por parte dos Celtics, ela foi destruída nos primeiros minutos do terceiro período. Os Knicks mantiveram os titulares em quadra, seguiram com intensidade máxima e transformaram a vantagem em uma verdadeira humilhação: o placar chegou a marcar 41 pontos de diferença, enquanto Boston parecia atônito, sem organização e emocionalmente abalado.
O técnico dos Celtics, Joe Mazzulla, optou por colocar os reservas ainda no terceiro quarto, reconhecendo a superioridade do adversário. O restante do jogo foi meramente protocolar: os Knicks controlaram a vantagem com tranquilidade e terminaram a partida com a moral em alta.
O coletivo dos Knicks como destaque absoluto
Se a ausência de um protagonista isolado pode parecer uma desvantagem para alguns times, no caso do New York Knicks virou sua maior virtude. Quatro titulares terminaram a partida com pelo menos 20 pontos marcados, o que mostra o equilíbrio ofensivo da equipe.
O único titular que não atingiu essa marca foi Josh Hart, mas ele entregou o que talvez tenha sido a melhor atuação da noite, com um triplo-duplo: 10 pontos, 11 rebotes e 11 assistências. Hart foi o motor da equipe em todos os aspectos — defesa, transição, leitura de jogo — e simboliza o espírito coletivo que levou os Knicks tão longe.
O técnico Tom Thibodeau, conhecido por sua exigência defensiva e pela intensidade que impõe aos seus times, colhe os frutos de um elenco comprometido, sólido e que cresceu na hora certa nos playoffs.
Celtics decepcionam sem Tatum e com elenco apático
A temporada do Boston Celtics termina de forma amarga. Cotados para brigar pelo título da conferência, os Celtics esbarraram mais uma vez nas próprias limitações em momentos decisivos. A ausência de Jayson Tatum foi sentida profundamente, mas o desempenho do elenco de apoio — especialmente Derrick White, Jrue Holiday e Al Horford — foi abaixo do esperado.
Jaylen Brown até tentou comandar a equipe, terminando com 20 pontos, 6 rebotes e 6 assistências, mas foi sufocado pela defesa adversária e jogou praticamente sozinho. Horford, com 10 pontos, foi o segundo maior pontuador da equipe — um retrato do colapso coletivo que se viu em quadra.
A eliminação precoce deve provocar questionamentos em Boston, tanto sobre o comando técnico quanto sobre a formação do elenco. Mais uma vez, o time mostrou falta de mentalidade vencedora em momentos cruciais.
O New York Knicks não apenas avançou para a final da Conferência Leste — avançou com autoridade, com uma das atuações mais dominantes dos playoffs até aqui. O time mostrou que não depende de um único craque, mas sim de um sistema coletivo forte, físico e com excelente execução defensiva.
Contra os Indiana Pacers, o desafio será diferente, com um rival veloz e ofensivo, mas o recado foi dado: os Knicks são um time maduro, ajustado e pronto para brigar por uma vaga nas Finais da NBA.
E se seguirem jogando assim, ninguém vai querer enfrentá-los.
(Foto: Getty Images)