O Atlanta Hawks empatou a série em 2 a 2 contra o New York Knicks e volta ao Madison Square Garden para o Jogo 5 com a confiança renovada. Uma das principais razões para esse equilíbrio inesperado tem nome e sobrenome: Jonathan Kuminga. O ala, adquirido na trade deadline após problemas em Golden State, tem sido o fator X do time de Quin Snyder, especialmente nos jogos em que o Atlanta conseguiu roubar vitórias fora de casa.
Kuminga tem sido um demônio em transição, explorando cada passo lento da defesa dos Knicks para atacar o garrafão. Sua capacidade de finalizar com força física, somada à agressividade nos rebotes ofensivos e na marcação de mismatches, tem criado problemas constantes para Nova York.
Nos dois jogos que os Hawks venceram, ele somou 40 pontos com aproveitamento de 62%, e o time ganhou seus minutos em quadra por 13 pontos. Nos dois jogos perdidos, o desempenho caiu para 18 pontos com 35% de aproveitamento e o time perdeu seus minutos por 14 pontos.
Esses números mostram claramente o impacto de Kuminga. Quando ele joga bem, os Hawks ganham. Quando ele não consegue manter o nível, o time sente. Em uma série curta e física como essa, ter um jogador capaz de criar pontos do nada e impor presença atlética é fundamental.
O que Kuminga traz de positivo
Kuminga oferece exatamente o que os Hawks mais precisam contra os Knicks: força física, velocidade em transição e capacidade de atacar defensores menores ou mais lentos. Ele pode jogar tanto como ala quanto como ala-pivô, ajudando na marcação de Karl-Anthony Towns ou explorando espaços deixados por Josh Hart.
Além disso, sua disposição para fazer o “trabalho sujo”, rebotes, telas, comunicação defensiva tem sido elogiada por Snyder. Nos playoffs, onde o jogo fica mais lento e físico, esse tipo de jogador faz diferença. Kuminga não depende apenas de jogadas bonitas; ele impõe presença e gera segundas chances. Isso explica por que o Hawks, mesmo com o quinteto titular tendo um saldo negativo na série, conseguiu equilibrar as ações.
O que falta no Kuminga
Apesar da importância, Kuminga ainda apresenta oscilações preocupantes. Quando seu jogo não flui, ele força arremessos desequilibrados, comete turnovers e perde foco defensivo. Em uma série onde o Hawks tem margem de erro pequena, esses lapsos podem custar caro.
Ele ainda é um jogador de 23 anos e mostra que precisa amadurecer na tomada de decisões, especialmente quando a defesa dos Knicks aumenta a intensidade.
Os Hawks dependem demais dele para criar pontos fora do sistema. Quando Kuminga não consegue ser eficiente, o ataque fica previsível e dependente de CJ McCollum ou de jogadas isoladas de Jalen Johnson. Isso limita o teto da equipe.
O que o Jogo 5 exige de Kuminga
Para o Atlanta Hawks ter chances reais de vencer em Nova York e colocar a série em 3 a 2, Kuminga precisa entregar desde o início. Ele deve manter a agressividade controlada, evitar forçar jogadas ruins e contribuir na defesa contra os principais jogadores dos Knicks. Se conseguir combinar sua explosão atlética com uma melhor leitura de jogo, ele pode ser o diferencial que desequilibra a série a favor de Atlanta.
Kuminga já provou que pode ser importante. Agora precisa mostrar que pode ser consistente. Os Hawks não têm um elenco profundo o suficiente para compensar noites ruins dele. Em uma série onde cada posse vale ouro, a diferença entre um bom Kuminga e um Kuminga abaixo da média pode decidir o confronto.
O ala tem talento e potencial para ser uma estrela. A série contra os Knicks é uma grande oportunidade para ele mostrar que está pronto para esse patamar. Se conseguir elevar o nível e manter a intensidade por 40 minutos, os Hawks terão uma chance real de complicar ainda mais a vida dos Knicks. Caso contrário, a inconsistência pode custar à série.
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