A venda do Los Angeles Lakers por US$ 12,5 bilhões não é apenas mais uma negociação envolvendo uma das franquias mais tradicionais da NBA. O negócio coloca o time de Los Angeles em um patamar financeiro praticamente isolado no mercado esportivo norte-americano e mostra como o valor das grandes equipes continua disparando.
Pouco mais de um ano depois de estabelecer o então recorde com a venda de uma participação de controle por US$ 10 bilhões, os Lakers voltaram a quebrar a própria marca. O grupo liderado por Josh Kushner e Bob Iger chegou a um acordo para comprar a franquia de Mark Walter por US$ 12,5 bilhões, em uma operação que ainda precisa passar pela aprovação dos proprietários da NBA.
A diferença impressiona até para os padrões atuais. Walter comprou o controle dos Lakers da família Buss em 2025 por US$ 10 bilhões. Agora, apenas 14 meses depois, a franquia será negociada por US$ 2,5 bilhões a mais. Na prática, o valor dos Lakers subiu em um ritmo que faria qualquer investidor olhar duas vezes para a calculadora.
Lakers assumem liderança absoluta no ranking
O mais impressionante é que a negociação não apenas estabelece um novo recorde para a NBA. Ela também coloca os Lakers no topo absoluto entre as franquias esportivas da América do Norte.
Leia Também:
Lakers mudam de dono, batem recorde e agora precisam provar seu valor na NBA; entenda
NBA: Mitchell Robinson poderia ter reforçado rival do Boston Celtics
NBA: manter Naji Marshall foi uma decisão importante para o Dallas Mavericks
NBA: Phoenix Suns faz movimento importante ao renovar com Dillon Brooks
A segunda posição do ranking também pertence aos Lakers, justamente pela compra realizada por Mark Walter em 2025, por US$ 10 bilhões. O Seattle Seahawks aparece logo atrás, após ser adquirido em 2026 por US$ 9,612 bilhões.
Na sequência estão Boston Celtics, vendidos por US$ 6,1 bilhões em 2025, e Washington Commanders, negociados por US$ 6,05 bilhões em 2023. Ou seja: três das quatro maiores vendas da história do esporte norte-americano aconteceram envolvendo franquias da NBA ou NFL nos últimos anos.
O salto em relação aos negócios anteriores é ainda mais significativo quando olhamos para a história. O Denver Broncos, por exemplo, havia estabelecido o recorde da NFL em 2022 com US$ 4,65 bilhões. Poucos anos depois, esse valor já parece pertencer a outra realidade.
A tendência deixa uma mensagem clara: as grandes franquias esportivas estão se tornando ativos cada vez mais valiosos, especialmente em mercados gigantes como Los Angeles.
NBA domina o topo do mercado
A NBA também ganhou força nesse cenário. Depois dos Lakers, a liga aparece novamente com o Boston Celtics, que foram vendidos por US$ 6,1 bilhões em 2025.
O Portland Trail Blazers foi negociado por US$ 4,25 bilhões em 2026, enquanto Phoenix Suns e Mercury chegaram a US$ 4 bilhões em 2022. Dallas Mavericks e Brooklyn Nets também aparecem entre os negócios mais caros, com valores na casa dos US$ 3,5 bilhões.
A distância entre os Lakers e o restante da NBA, porém, é enorme. O valor de US$ 12,5 bilhões representa praticamente o dobro do que foi pago pelos Celtics e quase três vezes o preço dos Trail Blazers.
Isso ajuda a explicar por que o negócio chama tanta atenção. Não estamos falando simplesmente de uma franquia valiosa, mas de um ativo que se tornou um ponto fora da curva até mesmo dentro de uma das ligas esportivas mais lucrativas do planeta.
NFL também entra na corrida
Se os Lakers estão sozinhos no topo, a NFL é responsável por alguns dos negócios que mais se aproximam desse novo padrão.
O Seahawks foi vendido por US$ 9,612 bilhões, superando com folga a compra do Washington Commanders, de US$ 6,05 bilhões. Antes disso, o Denver Broncos havia estabelecido a marca de US$ 4,65 bilhões em 2022.
A valorização é impressionante quando colocada em perspectiva. A família Bowlen comprou o Broncos em 1984 por aproximadamente US$ 70 milhões. Quase quatro décadas depois, a franquia passou a valer mais de US$ 4,6 bilhões.
O mesmo fenômeno aparece em outras modalidades. O esporte profissional norte-americano deixou de ser apenas entretenimento e passou a ser visto cada vez mais como um gigantesco negócio de mídia, propriedades intelectuais, direitos de transmissão e ativos comerciais.
MLB também bate recordes
A MLB não ficou muito atrás nessa corrida.
O San Diego Padres foi vendido recentemente por US$ 3,9 bilhões para um grupo liderado pelo bilionário José E. Feliciano e sua esposa, Kwanza Jones. O negócio superou a compra do New York Mets por Steve Cohen, de US$ 2,4 bilhões, realizada em 2020.
Os Dodgers também fazem parte dessa história. Em 2012, a franquia de Los Angeles foi adquirida por US$ 2 bilhões por Mark Walter e o grupo Guggenheim Baseball Management. Na época, o negócio havia sido o mais caro da história dos esportes profissionais.
Hoje, US$ 2 bilhões parecem quase uma pechincha perto dos US$ 12,5 bilhões dos Lakers. Além dos Padres e Dodgers, outras franquias da MLB já ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em vendas, como Baltimore Orioles, Tampa Bay Rays, Kansas City Royals e Miami Marlins.
NHL ainda está distante
O contraste fica ainda maior quando a comparação chega à NHL. O Tampa Bay Lightning detém o recorde da liga, com uma venda de US$ 1,8 bilhão em 2024. O Pittsburgh Penguins aparece logo atrás, com aproximadamente US$ 1,75 bilhão.
São valores gigantescos, obviamente, mas ainda muito distantes do mercado da NBA e da NFL.
O crescimento das taxas de expansão também mostra como o preço de entrada nas principais ligas aumentou. O Nashville Predators, Atlanta Thrashers, Columbus Blue Jackets e Minnesota Wild pagaram US$ 80 milhões para entrar na NHL entre 1998 e 2000.
Anos depois, o Vegas Golden Knights custou US$ 500 milhões em taxa de expansão. O Seattle Kraken, em 2018, chegou a US$ 650 milhões.
O curioso é que Josh Kushner e Bob Iger estavam justamente envolvidos nas discussões para levar uma nova franquia da NBA a Las Vegas. Em vez disso, decidiram mudar de estratégia e comprar os Lakers. E talvez a escolha faça sentido.
Mais do que uma franquia, os Lakers são uma marca global
O valor de US$ 12,5 bilhões não pode ser explicado apenas pelo desempenho dentro da quadra. Os Lakers são uma das marcas esportivas mais conhecidas do mundo, com uma história que envolve títulos, estrelas como Magic Johnson, Shaquille O’Neal, Kobe Bryant e LeBron James, além de uma presença gigantesca na cultura popular.
Agora, a nova propriedade terá o desafio de transformar toda essa força comercial em sucesso esportivo.
A franquia passa por uma transição importante. LeBron James deixou Los Angeles, enquanto Luka Doncic assumiu o papel de principal referência do time. A equipe também fez movimentos para fortalecer o elenco ao redor do esloveno, mas ainda existe uma diferença considerável entre ter uma das maiores estrelas da NBA e realmente construir um elenco capaz de disputar o título.
É justamente aí que começa o verdadeiro desafio para Kushner e Iger.
Os Lakers já provaram que podem valer US$ 12,5 bilhões. Agora, seus novos donos precisarão mostrar que também conseguem construir uma equipe que faça jus a esse preço.
Leia Também:
Lakers mudam de dono, batem recorde e agora precisam provar seu valor na NBA; entenda
NBA: Mitchell Robinson poderia ter reforçado rival do Boston Celtics
NBA: manter Naji Marshall foi uma decisão importante para o Dallas Mavericks
NBA: Phoenix Suns faz movimento importante ao renovar com Dillon Brooks