As comparações de Lamine Yamal com Lionel Messi são tão inevitáveis quanto delicadas. E no caso do jovem jogador, elas começaram muito antes de seus primeiros dribles entre os profissionais. Quando ainda era um bebê, apareceu ao lado de Lionel Messi em uma campanha promocional do Barcelona. O argentino tinha apenas 20 anos, e era impossível imaginar que, anos depois, aquele bebê seguiria justamente os passos do maior ídolo da história do clube catalão.
Inspirado por uma matéria recente publicada pelo jornal MARCA, da Espanha, escrevo este texto não para cravar que Lamine será o novo Messi, mas para refletir sobre como essa geração já testemunha o nascimento de um dos grandes nomes do futebol mundial.
Lamine Yamal é um dos melhores do mundo – mesmo que não goste das comparações
Lamine Yamal não esconde que não se sente à vontade com as comparações com Messi, algo que acontece com frequência. Mas o incômodo revela, ao mesmo tempo, o tamanho do impacto que ele já tem no futebol mundial. Segundo o MARCA, é consenso entre analistas que, aos 17 anos, o jovem já se colocou entre os melhores jogadores do mundo na atualidade — por talento, regularidade e decisões em jogos grandes.
Durante o Prêmio Laureus, o técnico Fabio Capello tratou de cortar qualquer paralelo com Messi:
“Ele é extraordinário, tem futuro, mas não é um gênio. Messi fazia coisas que ninguém imaginava. Lamine faz coisas fantásticas, mas não com a mesma qualidade. Um Messi aparece a cada 20 anos.”
Por outro lado, o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, rebateu com elegância e otimismo:
“Tenho muito respeito por Capello, mas Lamine é um jogador que nunca vi igual. O que mais me impressiona é sua capacidade de evolução. Aos 17 anos, ele cresce a cada partida.”
Yamal supera Messi em gols nas três primeiras temporadas
Segundo dados levantados pelo MARCA, Lamine Yamal já superou Messi em um ponto estatístico importante: Nas três primeiras temporadas como profissional, Yamal marcou 25 gols (contando Barcelona e Seleção da Espanha), contra 24 de Messi no mesmo período. No entanto, a diferença de minutos é considerável: Messi precisou de 3.904 minutos para chegar aos 24 gols, enquanto Yamal precisou de 7.989 minutos para os 25.
Além disso, Messi conquistou duas Ligas, uma Champions e duas Supercopas da Espanha nesse início, enquanto Lamine já venceu uma La Liga, uma Supercopa da Espanha e ainda foi campeão da Eurocopa com a Espanha, sendo peça chave na campanha da Roja — algo que Messi não alcançou tão jovem com a Argentina.
Lamine Yamal logo surgiu e apareceu nos grandes palcos. Perfomando ativamente em jogos da La Liga, mas principalmente na Uefa Champions League e na Eurocopa. Nessa temporada a jovem estrela “fez chover” em alguns jogos da competição europeia, e a cada dia prova que quanto maior o palco, maior o show.
Assim como Messi, que logo surgiu e apareceu para o mundo encantando em confrontos da Champions quando ainda era um menino. Apesar de não ser protagonista, brilhava em um elenco com Ronaldinho, Iniesta, Eto’o e cia. A capacidade de ambos de encarar momentos de pressão com naturalidade faz com que seja instantânea a comparação da grandeza de ambos.
Messi e Lamine têm estilos distintos. Messi era mais associativo, controlava o ritmo do jogo e decidia com genialidade. Lamine é explosivo, agressivo no 1×1, desequilibrante pelas pontas, com personalidade de gente grande. O que os une é o peso que carregam nas costas desde cedo — e a capacidade de brilhar mesmo sob essa pressão.
Lamine Yamal não é o novo Messi. É o primeiro Lamine Yamal
A palavra-chave “Lamine Yamal” já é uma das mais pesquisadas quando se fala em futuro do futebol mundial. Mas, como bem pontua a matéria do MARCA, o espanhol não precisa ser comparado com Messi para se tornar uma lenda. Ele está construindo seu próprio caminho — e o faz com passos firmes, consistentes e com muito futebol.
Só o tempo dirá até onde ele pode chegar. Mas se continuar nessa trajetória, Lamine Yamal será o nome que futuras gerações usarão como referência — assim como nós fazemos hoje com Messi.
(Foto: Max Maiwald/DeFodi Images — Divulgação)