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LeBron James, Novak Djokovic e Cristiano Ronaldo: vale a pena prolongar a carreira na busca por recordes?

Não há qualquer dúvida de que Cristiano Ronaldo, LeBron James e Novak Djokovic são lendas em seus respectivos esportes. Mas os três atletas também possuem outro ponto em comum: insistem em estender suas carreiras em busca de mais recordes. No entanto, acabam enfrentando novos desafios e se veem tendo um rendimento menor.

A pergunta que fica é: vale a pena prolongar sua carreira tentando bater metas?

O nível não é mais o mesmo

Cristiano Ronaldo e LeBron James já estão com 41 anos, enquanto Novak Djokovic está com 39. Nenhum dos três se encontram mais no auge de suas carreiras, e estão com uma idade em que a maioria dos atletas já estariam aposentando. O que gera algumas cenas até desconfortáveis para quem gosta dos esportes ou de um deles.

A medicina esportiva avançou nos últimos anos, permitindo que os jogadores passassem mais tempo atuando. Entretanto, não é possível fazer mágica e o corpo ainda irá sentir em algum momento. É o que temos visto com CR7, James e Djokovic: o talento ainda aparece, mas nem sempre as ideias conseguem ser transformadas em realidade.

Além disso, também passam a sofrer mais fisicamente, encontrando uma dificuldade maior em permanecer e aguentar todos os jogos. O que acaba gerando outro debate: não seria melhor se aposentar quando ainda estava bem e ter a chance de dar um adeus digno ao esporte? Ou os recordes a serem batidos são realmente mais importantes do que o que já construiu em sua carreira?

Sem enfrentar lesões que forcem suas aposentadorias, vemos um trio de lendas do esporte não saber quando deve parar. E, assim, seguir jogando, mesmo com a queda de rendimento apresentada.

LeBron James
LeBron James é dono de diversos recordes, mas segue em busca de mais. Foto: Troy Taormina/Imagn Images

CR7 busca o 1000º gol

Nesta quinta-feira (24), Portugal entrou em campo pelo primeiro jogo pós-Copa do Mundo de 2026. Cristiano Ronaldo foi titular e foi o pior jogador em campo, mesmo com País de Gales saindo derrotado da partida. O camisa 7 destoou de todo o ataque português e até chegou a marcar um gol, mas estava impedido.

O atacante ainda perdeu um gol claro, quando apareceu sozinho dentro da pequena área e precisava apenas empurrar a bola para as redes. Não conseguiu e, das sete finalizações tentadas, apenas duas foram na direção correta; ambas em chutes fracos que terminaram em defesa do goleiro adversário.

Com apenas 27 ações com a bola, CR7 não foi de grande ajuda para Portugal e não participou do gol da vitória. Ainda, tendo uma atuação ruim, saiu de campo aos 22 minutos do segundo tempo, sem conseguir se aproximar da marca de 1000 gols. Atualmente, o jogador tem 979 e, atuando na Liga Saudita, deve alcançar o recorde antes de se aposentar.

Entretanto, assim como foi na Copa do Mundo, está mais do que evidente que não é mais o mesmo craque de antes. É realmente essa a última imagem que gostaria de passar aos seus fãs?

Djokovic quer o 25º Grand Slam

Tênis é um dos esportes mais desgastantes que existe. No basquete e no futebol, Ronaldo e LeBron contam com a parceria de outros jogadores. Já um tenista está sozinho em quadra, contando apenas consigo mesmo e com todo o seu talento para conquistar a vitória. O talento, contudo, não tem mais salvado Novak Djokovic.

O físico tem pesado cada vez mais contra o sérvio, mesmo ficando ausente de diversos torneios durante a temporada. Em 2026, Nole disputou apenas sete competições, sendo quatro Grand Slams, e chegou a apenas uma final. No Australian Open, conseguiu uma vitória espetacular contra Jannik Sinner na semifinal, mas veio Carlos Alcaraz na decisão.

Com 39 anos, Djokovic não tem mais aguentado partidas longas e exaustivas. E, quando consegue passar por elas, acaba sentindo já na sequência, sem encontrar respostas para o duelo seguinte. Em Roland Garros, por exemplo, sofreu uma virada de João Fonseca após estar vencendo por 2 a 0. Já no US Open, foi eliminado na estreia por Mariano Navone, também em cinco sets.

Djoko tem sofrido em quadra e a situação ficou mais do que evidente em Nova York, deixando muitos fãs desconfortáveis ao ver seu ídolo passar tão mal em quadra. O sonho do 25º Grand Slam parece cada vez mais longe, especialmente quando há Sinner ou Alcaraz saudáveis no circuito. Mesmo assim, Novak ainda não informou se há planos para se aposentar agora.

Novak Djokovic
Novak Djokovic tem sofrido cada vez mais em quadra, especialmente em jogos mais longos. Foto: Getty Images/Matthew Stockman

LeBron James busca mais e mais recordes

A nova temporada da NBA ainda não começou, mas, nos últimos anos, já é possível perceber que LeBron James não é o mesmo de antes. Assim como Ronaldo e Djokovic, todo o talento do astro ainda está presente, mas o corpo não acompanha mais. Em 2017/18, o atleta foi titular em todos os 82 jogos do Cleveland Cavaliers.

Contudo, nunca mais repetiu a marca e só passou de 70 partidas duas vezes, em 2023/24 e 2024/25. Na última temporada, foram 60 jogos, com a média de minutos e pontos por jogo também caindo de forma gradativa. Em 2024/25, por exemplo, fechou com uma média de 24,4 pontos e, no último ano, o rendimento caiu para 20,9.

É claro, ainda é uma quantia considerável, entretanto, com exceção de seu primeiro ano na NBA, foram as únicas duas vezes que ficou abaixo de 25. Outra questão é que LeBron também tem precisado dosar a carga de partidas, o que tem atrapalhado uma sequência. Na última temporada, por conta da quantidade de vezes que desfalcou o Los Angeles Lakers, sequer pôde disputar os prêmios individuais.

James se mantém em alto nível e, assim como Novak e Cristiano, insiste em continuar jogando. Também é dono de diversos recordes na NBA, incluindo pontos e minutos, mas segue em busca de mais. Na nova temporada, por exemplo, há uma lista de feitos que pode alcançar. Uma das possibilidades é ultrapassar Kareem Abdul-Jabbar como o jogador com mais vitórias na história.

LeBron venceu 1.048 vezes na temporada regular e precisa de 27 vitórias para superar o ex-jogador, que encerrou sua carreira com 1.074. Outra meta é entrar no top 3 de assistências, precisando de somente 76 em 2026/27. Além disso, ainda quer mais um título e aceitou reduzir seu astronômico salário em busca da conquista com os Philadelphia 76ers.

O astro da NBA não parece se satisfazer com os recordes que já possui, querendo deixar ainda mais seu nome na liga. No entanto, até quando irá aguentar?

Foto: Miguel Nunes/A Bola