Lionel Messi
Futebol Copa do Mundo

Lionel Messi põe Argentina na final da Copa do Mundo com números impressionantes; confira

Lionel Messi fez mais uma atuação para entrar na história da Copa do Mundo. O camisa 10 comandou a virada da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal disputada no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e colocou a atual campeã novamente na decisão do torneio. Mais do que duas assistências decisivas, o craque apresentou números que ajudam a explicar por que continua sendo um dos jogadores mais influentes do futebol mundial, mesmo aos 39 anos.

Depois de sair atrás no placar com o gol de Anthony Gordon, a seleção argentina respondeu da forma que seu torcedor já conhece: com Messi assumindo o protagonismo. Foi dele o passe para Enzo Fernández empatar a partida e também a assistência para Lautaro Martínez marcar o gol da classificação. Só que limitar sua atuação aos dois lances decisivos seria injusto. As estatísticas mostram que o camisa 10 dominou praticamente todos os aspectos ofensivos do confronto.

Messi fez mais do que distribuir assistências

Quem olha apenas para o placar pode pensar que Lionel Messi teve uma atuação “normal” para um jogador do seu nível. Mas basta mergulhar nos números para perceber que foi muito além.

Segundo dados da ESPN, o atacante percorreu 5,2 milhas (cerca de 8,4 quilômetros) durante a partida. Foi a maior distância percorrida por Messi em um jogo desta Copa do Mundo que não precisou de prorrogação.

O dado chama atenção porque, durante boa parte da carreira, o argentino ficou conhecido justamente por caminhar em diversos momentos das partidas. Essa característica sempre fez parte de sua estratégia para observar espaços, economizar energia e aparecer nos momentos decisivos.

Contra a Inglaterra, porém, o cenário foi diferente.

Messi participou ativamente da pressão argentina após o gol inglês, acelerou transições, buscou jogo entre as linhas e apareceu constantemente perto da área adversária. Foi uma atuação intensa do início ao fim.

Dribles colocam Messi em outro patamar

Outro número impressionante envolve os dribles.

Messi completou nove dribles certos durante a semifinal, marca que representa o maior número registrado por qualquer jogador em uma única partida desta Copa do Mundo. E existe um detalhe que torna esse dado ainda mais curioso.

Toda a seleção da Inglaterra somou apenas sete dribles certos durante os 90 minutos. Ou seja, sozinho, Messi conseguiu desequilibrar mais vezes no um contra um do que toda a equipe inglesa reunida.

É aquele tipo de estatística que explica por que os adversários raramente conseguem controlar completamente o camisa 10. Mesmo quando parece discreto durante alguns minutos, basta uma arrancada ou um drible para transformar completamente o rumo da partida.

Presença constante dentro da área

A influência ofensiva do argentino também apareceu em outras estatísticas.

Messi teve sete toques dentro da área inglesa, mostrando que não atuou apenas como organizador das jogadas.

Além disso, criou quatro oportunidades claras para seus companheiros. Curiosamente, esse número foi exatamente igual ao total de chances criadas por todos os jogadores ingleses somados durante o confronto.

Na prática, o craque participou diretamente de praticamente todas as ações ofensivas perigosas da Argentina.

Quando o time precisava acelerar, era Messi. Quando precisava encontrar um passe impossível, era Messi. E quando era necessário manter a calma nos momentos decisivos, novamente era Messi.

Virada confirma força da Argentina

A semifinal começou complicada para os sul-americanos.

A Inglaterra abriu o placar aos 55 minutos com Anthony Gordon e passou a apostar em uma postura mais defensiva para tentar administrar a vantagem.

Só que recuar diante da Argentina de Lionel Messi costuma ser uma decisão arriscada. A equipe de Lionel Scaloni aumentou a pressão, passou a controlar completamente a posse de bola e criou uma sequência de oportunidades até encontrar o empate.

Enzo Fernández aproveitou assistência precisa de Messi para deixar tudo igual.

Pouco depois, novamente o camisa 10 apareceu para encontrar Lautaro Martínez em ótima condição. O centroavante finalizou com categoria para decretar a virada e garantir a classificação para mais uma final de Copa do Mundo.

A reação argentina reforçou uma característica que acompanha essa geração há vários anos: a capacidade de manter a calma mesmo quando o cenário parece desfavorável.

Homenagem emocionante para Maradona

Depois do apito final, Messi fez questão de dedicar a vitória a Diego Maradona.

A data do confronto contra a Inglaterra naturalmente trouxe lembranças da histórica Copa do Mundo de 1986, quando Maradona marcou os lendários gols da “Mão de Deus” e do “Gol do Século” justamente diante dos ingleses, em uma campanha que terminaria com o título mundial da Argentina.

Em entrevista após a classificação, Messi afirmou que imaginava Diego comemorando o resultado.

Segundo o camisa 10, vencer a Inglaterra sempre será uma ocasião especial para os argentinos, principalmente pela ligação histórica criada a partir daquele duelo de 1986.

Messi também fez questão de lembrar da relação que construiu com o eterno ídolo argentino ao longo dos anos.

O atacante destacou que nunca quis ser comparado a Maradona e afirmou preferir guardar os momentos especiais que viveu ao lado do ex-jogador, ressaltando o carinho e o respeito que sempre existiram entre os dois.

Argentina sonha com mais um título mundial

A classificação coloca a Argentina novamente na grande decisão da Copa do Mundo e mantém vivo o sonho do bicampeonato consecutivo.

Mesmo cercado por uma geração bastante talentosa, Lionel Messi continua sendo o principal ponto de equilíbrio da equipe de Lionel Scaloni.

Seu futebol já não depende exclusivamente da velocidade explosiva dos tempos de Barcelona, mas a inteligência para ocupar espaços, encontrar companheiros livres e decidir partidas importantes parece permanecer intacta. Se antes os defensores precisavam tentar impedir suas arrancadas, agora também precisam lidar com um jogador que controla o ritmo do jogo como poucos na história.

Contra a Inglaterra, o camisa 10 mostrou que segue capaz de dominar uma semifinal de Copa do Mundo praticamente sozinho. Com duas assistências, recordes individuais de dribles, enorme participação ofensiva e uma atuação de liderança, Messi voltou a provar por que seu nome continua sendo sinônimo de decisão.

Agora, resta apenas um passo para que ele acrescente mais um capítulo inesquecível a uma carreira que já parece um roteiro pronto de cinema, daqueles em que, por mais que todo mundo saiba quem é o protagonista, ele ainda consegue surpreender quando a bola começa a rolar.

Foto: Dale Zanine-Imagn Images