Nesta semana, foi noticiada a ida iminente do lateral-direito Trent Alexander-Arnold, do Liverpool, para o Real Madrid. O contrato do selecionável inglês se encerra no meio de 2025 e, sem perspectiva de renovação, o atleta de 26 anos já teria acertado valores com o clube merengue, juntando-se aos Blancos sem custos na próxima temporada.
Segundo a Sky Sports, Alexander-Arnold receberá um salário anual de 13 milhões de euros (mais de R$ 80 milhões na cotação atual), o que equivale a aproximadamente 240 mil euros por semana (R$ 1,4 milhão). Esse montante representa um aumento de 33% em relação ao que o jogador ganhava semanalmente no Liverpool.
Apesar da revolta da torcida dos Reds com a saída de um dos jogadores mais importantes do elenco, Trent não é o único atleta a deixar Anfield para tentar brilhar no Santiago Bernabéu. A seguir, confira cinco nomes que fizeram esse mesmo caminho.
Steve McManaman
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Um dos poucos atletas ingleses a terem conquistado uma Champions League com um time estrangeiro, McManaman também teve uma saída conturbada do Liverpool. O atacante vestiu a camisa dos Reds entre 1990 e 1999, conquistando uma FA Cup em 1991-92 e uma Copa da Liga em 1994-95. Em Anfield, participou de 272 jogos e balançou as redes 46 vezes.
Steve deixou a equipe de Merseyside em 1999, assinando com o Real Madrid bem no início da era dos “Galáticos”. Já em seu primeiro ano, o atacante conquistou a Champions League, marcando um gol na vitória por 3 a 0 do Real Madrid na final contra o Valência.
McManaman permaneceu no time espanhol até 2003, se tornando um ídolo da torcida merengue. Steve também conquistou o bicampeonato europeu, com o Real vencendo o Bayer Leverkusen na edição de 2001-02. O inglês também conquistou duas LaLiga’s (2001-02, 2002-03) pelos Blancos.
Michael Owen
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Pouco depois de McManaman deixar Anfield, outra lenda surgiu no clube: Michael Owen, que já atuava pelo Liverpool desde 1996. Porém, foi só a partir de 1999 que o meio-campista se tornou um dois maiores exponenciais de talento na Premier League. Na temporada de 2000-01, Owen foi o protagonista da equipe que construiu a FA Cup, a Copa da Liga e a Copa Europeia – suas atuações renderam o prêmio de Melhor do Mundo naquele ano.
Foram 216 jogos e impressionantes 118 gols com a camisa dos Reds. Em 2004, após Florentino Pérez já ter declarado interesse pelo meia em 2002, Michael Owen assinou com o Real Madrid, após uma sequência de desempenhos medíocres do Liverpool na Premier League, além da total falha em conseguir sucesso em competições europeias.
Diferente de McManaman, não houve nenhum sentimento ruim da torcida dos Reds em relação à saída de Owen. Isso, na verdade, só foi acontecer depois de sua passagem pelo Real Madrid, quando o meia assinou com o arquirrival Manchester United.
E apesar do sucesso em Merseyside, a passagem de Owen no Real Madrid foi um tremendo fracasso. Uma das maiores contratações da era Galática, o atleta inglês era presença constante no banco de reservas por conta de sua má forma física. Após apenas uma temporada, Michael saiu do clube merengue e retornou à Inglaterra, assinando com o Newcastle.
Jerzy Dudek

Um dos maiores goleiros da história do Liverpool, o polonês Dudek não era necessariamente um “craque” debaixo das traves, mas foi o principal protagonista do momento mais incrível da história do clube. O arqueiro chegou no clube inglês em 2001 após uma passagem na Holanda, porém, teve um início extremamente inconsistente em Anfield. Foi apenas em 2004 que Dudek conseguiu se firmar na baliza, e foi em 2005, que o goleiro se tornou um herói para a torcida dos Reds.
Na histórica final da Champions League contra o Milan, Dudek fez uma defesa dupla decisiva contra Shevchenko na prorrogação, após a equipe buscar um empate heroico por 3 a 3. Nos pênaltis, defendeu as cobranças de Pirlo e Shevchenko, garantindo a vitória por 3 a 2. No entanto, mesmo após a atuação heróica, o polonês perdeu a posição na temporada seguinda após a chegada do espanhol Pep Reina em Anfield.
Em 2007, Dudek assinou com o Real Madrid, já com 34 anos. Porém, só realizou duas partidas na LaLiga com a camisa merengue – o que é justificável, tendo em vista que, na época, Iker Casillas estava em sua melhor forma pelos Blancos. Por conta de lesões, encerrou sua carreira no próprio time madrilheno em 2011.
Álvaro Arbeloa

Álvaro Arbeloa foi brilhar no mundo da bola em 2007, quando despontou no Liverpool. Curiosamente, o defensor foi revelado nas categorias de base do Real Madrid, onde nunca encontrou sucesso no time principal. Em 2005, deixou os Blancos para assinar com o La Coruña, e rapidamente atraiu a atenção dos Reds, assinando com o time inglês a pedido do compatriota Rafa Benítez após apenas uma temporada na equipe espanhola.
Com a camisa do Liverpool, Arbeloa conquistou sua primeira convocação para a Seleção Espanhola, e foi peça essencial na equipe dos Reds que chegou à final da Champiions League em 2007. Porém, o defensor não se adaptou na Inglaterra e não pensou duas vezes em aceitar uma proposta do Real Madrid em 2009.
Atuando tanto como zagueiro quanto como lateral-direito, Arbeloa não chegou a ser um principais pilares da defesa madrilhenha na década de 2010, mas cumpriu muito bem seu papel de “jogador da equipe”, alcançando a marca de 153 partidas com a camisa merengue e conquistando o bicampeonato europeu e a LaLiga de 2011-12, além de estar presente no plantel campeão do mundo com a Espanha na Copa de 2010.
Xabi Alonso

Um dos meias espanhoís mais talentosos de sua geração, Xabi Alonso se juntou ao Liverpool em 2004 após se destacar no Real Sociedad. Assim como Arbeloa, Xabi foi um pedido do treinador Rafa Benítez, e já em sua primeira temporada, foi eleito a Contratação do Ano pela torcida. A adaptação de Xabi ao futebol inglês foi extraordinária, e rapidamente, se tornou o pilar do meio-campo da equipe ao lado da maior lenda do clube inglês, Steven Gerrard.
Campeão da Europa na lendária final de Istambul em 2005, Alonso também conquistou uma Copa da Inglaterra em Anfield. O espanhol tinha tudo para se tornar uma lenda dos Reds, algo que inclusive era seu grande desejo. Porém, foi por conta de indiferenças com seu próprio “mentor”, Rafa Benítez, que o meio-campista decidiu deixar Merseyside. Em 2009, ao lado do compatriota Arbeloa, Xabi assinou com o Real Madrid.
E todos nós sabemos de seu sucesso na equipe merengue. Não só de habilidade e ótimas atuações ficou marcada a passagem de Alonso no Santiago Bernabéu; extremamente vitorioso, Alonso foi titular absoluto nas conquistas da LaLiga, em 2011-12, e da Liga dos Campeões, em 2013-14 (apesar de ter sido suspenso para a finalíssima contra o Atlético de Madrid).
Após La Décima, Xabi se juntou a Pep Guardiola no Bayern de Munique, conquistando o tricampeonato alemão pelos bávaros. E claro, seu sucesso pela Seleção da Espanha é notório, sendo titular durante toda a campanha do mundial de 2010 e vencendo o bicampeonato da Eurocopa (2008 e 2012).


