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Liverpool: afinal, o quê deu errado na temporada desastrosa dos “Reds”? Confira

O Liverpool saiu do topo da Premier League para viver uma temporada extremamente decepcionante. Depois de conquistar o título inglês recentemente, o clube entrou em 2025 cercado de expectativa, mas viu o desempenho despencar ao longo dos meses. A derrota por 4 a 2 para o Aston Villa virou apenas mais um exemplo de um time desorganizado, sem intensidade e muito distante do nível que apresentou nos últimos anos.

A equipe de Arne Slot passou a acumular derrotas inesperadas e deixou de transmitir segurança até em jogos considerados mais acessíveis. O que mais preocupa a torcida é justamente a falta de reação. Em vários momentos da temporada, o Liverpool sofreu o primeiro gol e simplesmente desmoronou dentro das partidas.

Grande parte dessa queda passa pelas mudanças feitas no elenco. A diretoria investiu pesado na última janela de transferências e trouxe nomes importantes como Florian Wirtz e Alexander Isak. No papel, parecia uma reformulação forte o suficiente para manter o clube brigando por títulos. Porém, a prática foi completamente diferente.

Reforços caros não resolveram os problemas

O Liverpool gastou mais de 600 milhões de dólares em contratações, mas perdeu características fundamentais no processo. O time campeão era intenso, agressivo e extremamente organizado. Já a equipe atual parece formada por jogadores talentosos, mas sem conexão coletiva.

A saída de nomes importantes também fez diferença. Luis Díaz, por exemplo, deixou um vazio ofensivo que nunca foi preenchido. Além disso, peças que antes ajudavam na rotação do elenco acabaram fazendo falta durante a temporada.

Entre os reforços, poucos realmente funcionaram. Hugo Ekitiké conseguiu ter bons momentos, mas jogadores badalados como Wirtz e Isak ficaram abaixo das expectativas. O Liverpool passou a depender de jogadas individuais e perdeu força como conjunto.

Outro problema foi a queda de rendimento de Mohamed Salah. Durante anos, o egípcio carregou o time ofensivamente, mas nesta temporada os números diminuíram bastante. A idade começou a pesar e o atacante já não consegue decidir jogos como antes.

O maior problema é que ninguém assumiu esse protagonismo ofensivo. Quando Salah caiu de produção, o restante do elenco não respondeu. O ataque perdeu criatividade e se tornou previsível em muitos jogos importantes.

Defesa virou o maior pesadelo

Se o ataque caiu de rendimento, a defesa conseguiu preocupar ainda mais. O Liverpool passou a sofrer gols com enorme facilidade e viveu uma das piores temporadas defensivas da era Premier League.

Virgil van Dijk não conseguiu manter o nível das temporadas anteriores, enquanto Ibrahima Konaté viveu momentos muito irregulares. Além disso, Alisson sofreu com problemas físicos e desfalcou a equipe em várias partidas importantes.

Nas laterais, os problemas aumentaram. O Liverpool sentiu falta da qualidade ofensiva de Trent Alexander-Arnold, enquanto Milos Kerkez encontrou dificuldades para se adaptar rapidamente ao futebol inglês.

As falhas em bolas paradas também viraram rotina. O time sofreu muitos gols em escanteios e faltas laterais, mostrando falta de organização e treinamento defensivo.

Arne Slot também virou alvo de críticas pesadas. A torcida entende que o treinador não conseguiu corrigir os problemas da equipe ao longo da temporada. O Liverpool perdeu intensidade, característica que marcou a era Jürgen Klopp, e virou um time fácil de ser enfrentado fisicamente.

Na Premier League, jogar em ritmo baixo costuma ser fatal. E foi exatamente isso que aconteceu com o Liverpool. Sem pressão na marcação, sem intensidade e sem confiança, os Reds deixaram de ser candidatos ao título para se tornarem apenas uma equipe irregular.

Agora, o clube chega ao fim da temporada cercado de dúvidas sobre o futuro. A diretoria precisará tomar decisões importantes no mercado e também avaliar se Arne Slot continua sendo o nome ideal para liderar a reconstrução do Liverpool nos próximos anos.