O Manchester United voltou a conviver com problemas que pareciam estar sendo deixados para trás. O início da temporada 2026/27 recolocou em evidência fragilidades que Michael Carrick terá de corrigir rapidamente se quiser transformar a recuperação da reta final da última campanha em uma evolução consistente. Depois de assumir definitivamente o comando do clube, o treinador encontrou um cenário mais exigente, com expectativas maiores e uma equipe que ainda apresenta dificuldades para controlar partidas, criar oportunidades e sustentar um nível competitivo elevado.
O momento atual é especialmente preocupante porque o Manchester United começou a Premier League com apenas quatro pontos em quatro rodadas, ocupando a 13ª posição na tabela de classificação. A campanha reúne derrota para o Hull City, empate diante do Everton, vitória sobre o Ipswich Town e derrota no clássico para o Manchester City. O retrospecto contrasta com o desempenho apresentado por Carrick durante seu período como interino na temporada passada, quando conduziu a equipe a uma terceira colocação e conseguiu recuperar parte da confiança perdida.
A derrota por 1 a 0 para o Manchester City tornou ainda mais evidente a dificuldade de encontrar soluções ofensivas diante de um adversário que ficou com um jogador a menos. Mesmo com a vantagem numérica, o Manchester United não conseguiu transformar posse e território em pressão suficiente para buscar o empate. A atuação levantou questionamentos sobre a capacidade da equipe de mudar o roteiro de uma partida quando o plano inicial não funciona, algo que Carrick precisará resolver para evitar que resultados negativos se acumulem.
O problema não está restrito ao sistema ofensivo do Manchester United. O elenco também apresenta desequilíbrios, principalmente em setores que não foram reforçados como o clube pretendia durante a janela de transferências. A ausência de uma contratação para a lateral esquerda deixou uma lacuna importante, enquanto investimentos expressivos no meio-campo ainda não produziram o impacto esperado. Youri Tielemans, Andrey Santos e Carlos Baleba chegaram ou foram associados ao projeto para aumentar a qualidade da região central, mas lesões, adaptação e rendimento abaixo do esperado impediram que o setor funcionasse de maneira estável.
Leia Também:
Arsenal corre risco ao não contratar um atacante de classe mundial?
Por que Kobbie Mainoo pode ser um dos principais jogadores da temporada para o Manchester United?
Bouaddi impressiona no Manchester City: O clube encontrou uma joia?
Manchester United x Manchester City: Quem é o verdadeiro rei de Manchester?
No ataque, Benjamin Sesko surge como uma das alternativas capazes de modificar o cenário no Manchester United. O atacante já mostrou potencial em poucas oportunidades e pode oferecer uma referência diferente para uma equipe que tem encontrado dificuldades para transformar circulação de bola em chances claras. Ao mesmo tempo, nomes como Marcus Rashford e Matheus Cunha precisam recuperar protagonismo, principalmente porque Carrick não pode depender exclusivamente de uma única solução para aumentar a produção ofensiva.
Do mesmo modo, a questão física também ganhou importância. O retorno dos Red Devils à UEFA Champions League acrescentou uma sequência de compromissos ao calendário, e o Manchester United precisa demonstrar que possui profundidade suficiente para competir em duas frentes. A vitória por 4 a 0 sobre o Sabah, pela primeira rodada da fase de liga da competição europeia, serviu como resposta positiva e mostrou que a equipe inglesa ainda é capaz de produzir atuações dominantes quando encontra espaços e consegue impor seu ritmo.
Carrick, portanto, precisa encontrar um equilíbrio entre corrigir problemas imediatos e manter o planejamento de longo prazo. A principal cobrança sobre o treinador não será apenas melhorar os resultados, mas fazer com que o Manchester United apresente uma identidade mais clara. A equipe precisa saber quando acelerar, quando controlar o jogo e, principalmente, como reagir diante de adversidades. O desempenho no clássico contra o Manchester City no último fim de semana na Premier League mostrou que essa capacidade ainda não está consolidada.
Os próximos compromissos podem ser decisivos para essa transformação. O confronto com o Brighton pela Copa da Liga e a partida contra o Fulham pela Premier League oferecem ao treinador oportunidades imediatas para testar mudanças e recuperar confiança. O Manchester United ainda tem tempo para corrigir sua trajetória, mas Carrick já não trabalha com a tranquilidade de quem está apenas reconstruindo uma equipe. Agora, ele precisa provar que consegue sustentar o nível de exigência de um clube que voltou à UEFA Champions League e pretende disputar posições importantes na Inglaterra.
A grande questão é se o treinador conseguirá transformar a experiência adquirida na temporada passada em respostas concretas diante dos novos desafios. O Manchester United deixou de ser apenas uma equipe em recuperação e passou a carregar a obrigação de competir em alto nível novamente. Para isso, Carrick terá de solucionar as deficiências do meio-campo, encontrar maior consistência defensiva, potencializar o ataque e desenvolver alternativas táticas. Caso contrário, os velhos problemas poderão voltar a determinar o rumo de mais uma temporada em Old Trafford.

Como o Manchester United busca melhorar seu desempenho nos próximos jogos da temporada
O Manchester United precisa transformar a frustração do início da temporada em uma reação imediata. Depois da derrota por 1 a 0 para o Manchester City, pelo clássico de Manchester, a equipe de Michael Carrick chega aos próximos compromissos pressionada por uma campanha irregular na Premier League. O treinador reconheceu a necessidade de reagir rapidamente e voltar a vencer, enquanto o clube busca recuperar o desempenho que levou o time à terceira colocação na reta final da temporada passada.
O primeiro desafio será contra o Brighton, nesta quarta-feira (16), pela terceira rodada da Copa da Liga Inglesa, em Old Trafford. A partida representa uma oportunidade importante para Carrick fazer ajustes sem precisar esperar pelo próximo compromisso da Premier League. Além de buscar a classificação, o Manchester United precisa apresentar maior intensidade, circulação de bola mais eficiente e capacidade de transformar domínio territorial em oportunidades de gol. O próprio clube confirmou que será o primeiro compromisso doméstico do treinador à frente da equipe.
Depois do duelo pela Copa da Liga, o Manchester United terá pela frente o Fulham, fora de casa, no domingo (20), pela Premier League. O confronto será particularmente importante porque acontecerá antes da próxima pausa internacional e poderá determinar o ambiente com que a equipe entrará nesse período. O calendário oficial confirma o compromisso em Craven Cottage, enquanto a sequência seguinte prevê o Tottenham em Old Trafford, em outubro.
Para melhorar o desempenho, Carrick terá de corrigir principalmente a produção ofensiva. A equipe demonstrou dificuldades para criar chances claras contra o Manchester City e, mesmo com superioridade numérica durante parte do clássico, não conseguiu transformar a situação em pressão suficiente. A utilização de Benjamin Sesko desde o início pode ser uma alternativa para aumentar a presença na área, enquanto jogadores como Bruno Fernandes, Bryan Mbeumo e Matheus Cunha precisam participar mais ativamente da construção ofensiva.
O treinador também precisará encontrar maior equilíbrio no meio-campo. Os investimentos realizados na janela de transferências elevaram as expectativas sobre o setor, mas a ausência de Carlos Baleba e a adaptação de outras peças limitaram as opções de Carrick. A recuperação de jogadores lesionados também será importante, especialmente porque Luke Shaw e outros atletas ainda estão sob acompanhamento médico.
A resposta, portanto, precisa começar imediatamente. Brighton e Fulham representam dois testes diferentes, mas igualmente importantes para o Manchester United. Uma sequência positiva permitirá recuperar confiança e dar estabilidade ao trabalho de Carrick; novos tropeços, por outro lado, aumentarão a pressão sobre treinador e elenco. O objetivo agora é simples: transformar as falhas identificadas em mudanças concretas e impedir que os velhos problemas definam novamente a temporada.
Será que o Manchester United poderá se tornar ainda um time cascudo sob o comando de Michael Carrick?
A possibilidade de o Manchester United se tornar novamente um time cascudo sob o comando de Michael Carrick existe, mas o treinador ainda precisa transformar a reação da temporada passada em uma característica permanente. O técnico assumiu definitivamente a equipe depois de conduzi-la à terceira colocação na Premier League anterior, com 12 vitórias em 17 partidas, desempenho que elevou naturalmente as expectativas para seu primeiro trabalho completo.
O início da atual campanha, entretanto, mostrou que o processo está longe de ser concluído. O Manchester United soma quatro pontos após quatro rodadas do Campeonato Inglês e ocupa a 13ª posição. A derrota por 1 a 0 para o Manchester City, no último domingo, reforçou algumas das antigas dificuldades da equipe, principalmente a falta de agressividade ofensiva e a incapacidade de controlar emocionalmente uma partida decisiva.
Ainda assim, Carrick tem motivos para acreditar que pode construir uma equipe mais resistente. A vitória por 4 a 0 sobre o Sabah, pela Champions League, mostrou uma capacidade de reação importante antes do clássico. Além disso, Benjamin Sesko voltou a ganhar confiança depois de marcar contra o Everton e novamente diante do Sabah, oferecendo ao treinador uma alternativa ofensiva que pode aumentar a presença do time na área adversária.
Para alcançar o perfil de um time cascudo, porém, o Manchester United precisará aprender a vencer partidas nas quais não consegue jogar bem. Foi justamente esse aspecto que ficou exposto contra o City: mesmo diante de uma situação favorável durante parte do clássico, a equipe não conseguiu transformar superioridade circunstancial em pressão suficiente. Carrick terá de trabalhar principalmente a intensidade, a reação após perder a bola e a capacidade de acelerar o jogo quando o adversário se fecha.
Os próximos compromissos serão importantes para essa evolução. O duelo com o Brighton, pela terceira rodada da Copa da Liga, será o primeiro jogo doméstico de Carrick na competição e poderá servir para testar alternativas no elenco. Depois, o United encara o Fulham pela Premier League, em mais uma oportunidade de recuperar pontos antes da pausa internacional.
Portanto, o Manchester United ainda pode se tornar um time cascudo com Carrick, mas isso dependerá menos de grandes discursos e mais da capacidade de transformar adversidades em resultados. O treinador já mostrou que consegue organizar uma reação. Agora, precisa provar que também consegue criar consistência, personalidade e competitividade suficientes para que o clube volte a ser respeitado nos grandes jogos e, principalmente, deixe de repetir os problemas que marcaram suas últimas temporadas.
(Foto: Getty Images)
Leia Também:
Arsenal corre risco ao não contratar um atacante de classe mundial?
Por que Kobbie Mainoo pode ser um dos principais jogadores da temporada para o Manchester United?
Bouaddi impressiona no Manchester City: O clube encontrou uma joia?
Manchester United x Manchester City: Quem é o verdadeiro rei de Manchester?