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Lutas UFC

Mayra Bueno Silva comemora poder lutar com torcida após 5 anos: “Não tem preço”

Mayra Bueno Silva finalmente terá como combustível uma multidão assistindo ao vivo sua luta. A brasileira não luta com uma arena cheia desde 2018.

“Sheetara” fez sua estreia no octógono em sua cidade natal, São Paulo, marcando uma vitória no primeiro round, com um armlock, sobre Gillian Robertson, em novembro de 2018. Demorou um pouco para ela se recuperar de uma grave lesão no joelho sofrida naquela noite e, assim que ela voltou, fez parte do card do UFC Brasília, em março de 2020, que quase foi encerrado devido à pandemia da COVID-19, deixando pela primeira vez uma arena vazia devido à crise sanitária.

Desde então, Mayra já entrou no octógono sete vezes, com todas essas lutas acontecendo coincidentemente dentro do UFC APEX, em Las Vegas, local construído para sediar eventos na pandemia e com poucas pessoas presentes. 

Agora, enquanto se prepara para enfrentar Raquel Pennington pelo título vago do peso-galo, no UFC 297, no dia 20 de janeiro, em Toronto, Mayra comemora competir diante de uma multidão ao vivo.

“Colocar o torcedor de pé a cada soco, a cada movimento, a cada queda, isso não tem preço”, disse Silva no podcast Trocação Franca do MMA Fighting. “É incrível. Estou muito mais ansiosa para vivenciar isso de novo, para ver a multidão de novo, do que pela luta em si. Estou muito feliz por isso.”, continuou.

“Quando descobri que iria lutar contra a Raquel pensei que seria em Las Vegas”, continuou ela. “Fiquei feliz também porque Vegas foi onde fiz toda a minha carreira no UFC, mas quando descobri que seria em Toronto percebi, caramba, teremos multidão de novo, vou reencontrar os fãs. Acordo todos os dias agradecendo a Deus pela minha vida e pela oportunidade que Ele está me dando.”, contou.

Mayra Bueno Silva ganhou a chance pelo cinturão vago após derrotar Wu Yanan, Stephanie Egger, Lina Lansberg e Holly Holm em quatro partidas no peso-galo. Sua vitória mais recente, um estrangulamento ninja sobre Holm, foi anulada posteriormente devido a um teste anti-doping positivo, mas isso não impediu o UFC de premiar a brasileira com uma chance de ouro.

Mayra Bueno Silva promete recuperar o cinturão para o Brasil

A lutadora da American Top Team promete “dar um grande show aos fãs e trazer o cinturão de volta [ao Brasil]” porque os fãs brasileiros “merecem essa alegria” após a bicampeã Amanda Nunes se aposentar do esporte. Depois de anos longe das arenas reais, “Sheetara” relembra sua estreia no UFC São Paulo como prova de que os fãs presentes podem ajudá-lo a vencer lutas.

“Senti que meu joelho não estava bem [contra Robertson], mas continuei lutando porque estava em casa, estava com meu pessoal e eles estavam gritando”, disse Sheetara. “Eu nunca desistiria. Provavelmente não conseguiria voltar para o segundo round porque não conseguia nem ficar parada, mas como eu estava lá, naquele primeiro round, dei tudo de mim porque a torcida estava feliz. Foi uma festa no meu quintal e eu não iria decepcioná-los de jeito nenhum.” Concluiu.

(Imagem: IMAGO/ZUMA Wire/Diego Ribas)

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