A poucos dias para o início da Copa do Mundo de 2026, uma declaração de Lionel Messi chamou a atenção do futebol mundial. O capitão da Argentina, atual campeã do mundo, colocou o Brasil entre os principais favoritos ao título e afirmou que algumas seleções chegam ao torneio em melhor momento do que os argentinos. Ao lado de França, Espanha e Portugal, a Seleção Brasileira foi citada por Messi como uma das maiores candidatas a levantar a taça nos Estados Unidos, México e Canadá.
A fala de Messi ganha ainda mais relevância por partir justamente do principal jogador da geração argentina e de alguém que conhece profundamente o peso de uma Copa do Mundo. Messi não analisou apenas os resultados recentes, mas principalmente a estrutura que sustenta o futebol brasileiro há décadas. Mesmo após campanhas abaixo das expectativas nos últimos Mundiais, o Brasil continua sendo visto como uma potência capaz de chegar forte em qualquer competição internacional.
Mais do que um elogio pontual, a avaliação de Messi ajuda a entender por que a Seleção Brasileira chega cercada de expectativas para 2026, especialmente após a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico e diante de um elenco que reúne algumas das maiores estrelas do futebol mundial.
A força do elenco brasileiro vai além dos resultados recentes

Nos últimos anos, o Brasil acumulou críticas por eliminações nas quartas de final das Copas de 2018 e 2022. No entanto, quando se observa a qualidade individual dos jogadores disponíveis, fica mais fácil compreender a visão apresentada por Messi.
A atual geração brasileira possui atletas protagonistas nos principais clubes da Europa. Vinícius Júnior se tornou peça fundamental do Real Madrid, sendo decisivo em conquistas da Liga dos Campeões e frequentemente citado entre os melhores jogadores do mundo. Raphinha viveu uma temporada de altíssimo nível no Barcelona, acumulando números expressivos de gols e assistências e entrando na discussão pelos principais prêmios individuais do futebol.
Além deles, nomes como Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Alisson e Endrick compõem uma base que atua em clubes de elite e disputa regularmente as fases decisivas dos maiores torneios do planeta.
Um dos fatores que Messi destacou ao analisar o Brasil é justamente a profundidade do elenco. Em Copas recentes, a Seleção possuía grandes titulares, mas enfrentava questionamentos sobre as opções disponíveis no banco de reservas. Hoje o cenário é diferente.
No ataque, por exemplo, Ancelotti pode escolher entre Vinícius Júnior, Raphinha, Endrick, Luiz Henrique, Igor Thiago, Neymar e diversos outros nomes que vivem bom momento. No meio-campo, Bruno Guimarães, Danilo, Casemiro, Ederson e Lucas Paquetá oferecem características diferentes para cada necessidade tática.
Essa abundância de opções é justamente um dos aspectos que costuma fazer diferença em torneios curtos como a Copa do Mundo, onde lesões, suspensões e desgaste físico podem alterar completamente o desempenho de uma equipe.
O impacto de Carlo Ancelotti na preparação para 2026

Outro ponto que ajuda a explicar o otimismo em torno do Brasil é a chegada de Carlo Ancelotti. Considerado um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol, o italiano acumula títulos nacionais nas cinco principais ligas da Europa e é o maior campeão da Liga dos Campeões.
Sua contratação representa uma mudança significativa na forma como a Seleção Brasileira é vista internacionalmente. Ancelotti construiu sua carreira justamente pela capacidade de administrar grandes estrelas, montar equipes competitivas e adaptar seus sistemas de jogo de acordo com as características dos atletas disponíveis.
Durante sua passagem pelo Real Madrid, conseguiu extrair o melhor de jogadores como Vinícius Júnior, Rodrygo, Bellingham, Modric e Benzema. Agora terá a oportunidade de aplicar essa experiência em uma seleção que conta com vários atletas que ele próprio ajudou a desenvolver.
Além da questão tática, existe também o aspecto psicológico. Copas do Mundo são torneios de pressão extrema, e poucos treinadores possuem um histórico tão sólido em decisões quanto Ancelotti. Sua presença aumenta a confiança de jogadores e dirigentes em um projeto voltado especificamente para a conquista do hexacampeonato.
Por que Messi evita colocar a Argentina como principal favorita

Embora a Argentina seja a atual campeã mundial e tenha conquistado títulos recentes importantes, como a Copa América, Messi demonstrou cautela ao analisar as chances da equipe.
Historicamente, defender uma Copa do Mundo é uma das tarefas mais difíceis do esporte. Desde o bicampeonato da Itália em 1934 e 1938, apenas o Brasil, em 1958 e 1962, conseguiu repetir o feito. Grandes seleções como Alemanha, França, Espanha e a própria Argentina falharam em tentativas posteriores de defender seus títulos.
O próprio Messi destacou que o elenco argentino enfrenta problemas físicos em alguns setores e que diversos jogadores chegam ao ciclo em final da carreira. Além disso, a pressão sobre uma seleção campeã costuma ser muito maior do que sobre uma equipe que busca surpreender.
Ao mesmo tempo, Messi entende que o formato da Copa de 2026 traz um elemento adicional de imprevisibilidade. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções, aumentando o número de jogos, viagens e desafios logísticos.
Nesse cenário, seleções com maior profundidade de elenco tendem a levar vantagem. E é justamente por isso que Messi coloca o Brasil entre os grandes favoritos. Mais do que a fase atual ou os resultados recentes, o argentino enxerga uma combinação de talento, renovação constante, força estrutural e experiência internacional que mantém a Seleção Brasileira entre as principais candidatas ao título.
Com um elenco repleto de estrelas, um treinador multicampeão e uma geração que chega ao auge da carreira, o Brasil entra na reta final de preparação para 2026 cercado por expectativas. E quando até mesmo Messi aponta a Seleção como favorita, fica claro que o respeito internacional ao futebol brasileiro continua tão forte quanto sempre foi.
(Foto de capa: Getty Images)
