Poucos jogadores na história do futebol conseguiram fazer de sua presença em campo um elemento tão decisivo quanto Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 voltou a demonstrar por que permanece como o maior símbolo da Argentina ao comandar uma impressionante reação diante do Egito nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Quando a atual campeã mundial parecia caminhar para uma eliminação precoce após estar perdendo por 2 a 0, Messi apareceu novamente para mudar o rumo da partida na reta final da segunda etapa e manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo da Albiceleste.
A partida disputada em Atlanta se encaminhava para um desfecho histórico para os egípcios. O Egito aproveitou os erros defensivos da Argentina, abriu dois gols de vantagem e ficou muito próximo de protagonizar uma das maiores surpresas da história recente do Mundial. Para tornar o cenário ainda mais dramático, Messi havia desperdiçado um pênalti no primeiro tempo, aumentando a sensação de que aquela poderia ser sua despedida da Copa do Mundo. No entanto, o camisa 10 reagiu, assumiu a liderança da equipe, participou diretamente da recuperação argentina e voltou a provar por que é considerado um jogador inevitável.
A reação da Argentina começou com o gol de Cristian Romero nos minutos finais da segunda etapa, mas foi Messi quem transformou completamente o ambiente da partida. Pouco depois, o craque apareceu na área para marcar o gol de empate e incendiar a torcida argentina presente no estádio. Já nos acréscimos, a pressão incessante da Albiceleste terminou com o gol da virada de Enzo Fernández, garantindo o triunfo por 3 a 2, a classificação dramática para as quartas de final e mais um capítulo inesquecível da trajetória argentina em Copas do Mundo.
Mesmo convivendo com as constantes discussões sobre a reta final de sua carreira, Messi segue produzindo números extraordinários nesta edição do Mundial. O capitão argentino chegou a 21 gols em Copas do Mundo e continua ampliando marcas históricas que reforçam sua condição de um dos maiores jogadores de todos os tempos. Além dos números, sua influência emocional sobre a equipe permanece evidente. A Argentina se alimenta da confiança transmitida por seu camisa 10, que se recusa a aceitar a derrota mesmo nos cenários mais adversos, mantendo a seleção entre as principais candidatas ao título em 2026.
A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026 também evidencia uma equipe mais dependente de seu principal astro do que em alguns momentos do ciclo vitorioso iniciado em 2021. Embora conte com jogadores de alto nível, como Enzo Fernández, Julián Álvarez e Lautaro Martínez, a seleção continua encontrando em Messi o diferencial nos momentos de maior pressão. Contra Cabo Verde na segunda fase e, principalmente, diante do Egito nas oitavas e final, a liderança, a personalidade e a capacidade decisiva do camisa 10 foram fundamentais para evitar eliminações que pareciam inevitáveis.
Agora, a Argentina se prepara para enfrentar a Suíça nas quartas de final, novamente carregando a expectativa de que Messi possa conduzir a equipe a mais uma conquista histórica. Em um torneio marcado por surpresas e eliminações inesperadas, o veterano segue sendo a principal certeza da Albiceleste. Quando o cenário parece perdido e a esperança começa a desaparecer, o camisa 10 surge para reescrever a história. E foi exatamente isso que aconteceu mais uma vez diante do Egito nas oitavas, comprovando que, no futebol, algumas coisas simplesmente parecem inevitáveis.

Como Messi se tornou o único jogador da Copa do Mundo de 2026 a balançar as redes em todas as partidas disputadas até o momento
A Copa do Mundo de 2026 está se transformando no último grande espetáculo de Messi com a camisa da Argentina. Aos 39 anos, o capitão argentino constrói uma campanha histórica e, mais uma vez, carrega a Albiceleste em busca do bicampeonato consecutivo e do quarto título mundial do país. O camisa 10 se tornou o único jogador do torneio a marcar em todas as partidas disputadas pela seleção argentina, um feito que reforça ainda mais sua condição de protagonista absoluto do Mundial.
A trajetória começou de forma avassaladora na estreia diante da Argélia, quando Messi marcou três vezes na vitória por 3 a 0 e assumiu imediatamente a liderança da artilharia. Na segunda rodada, voltou a ser decisivo ao anotar os dois gols do triunfo sobre a Áustria por 2 a 0. Na última partida da fase de grupos, deixou novamente sua marca diante da Jordânia, garantindo o aproveitamento perfeito da Argentina e alcançando um recorde inédito ao marcar em sete jogos consecutivos de Copa do Mundo.
O mata-mata seguiu o mesmo roteiro. Contra Cabo Verde, Messi abriu o caminho para uma classificação complicada e mostrou mais uma vez sua capacidade de decidir nos momentos de maior pressão. Já diante do Egito, protagonizou outro capítulo memorável de sua carreira. Mesmo após desperdiçar um pênalti e ver a Argentina ficar dois gols atrás no placar, o camisa 10 comandou a reação, marcou o gol de empate e participou diretamente da virada por 3 a 2, mantendo vivo o sonho do bicampeonato.
Com o gol diante dos egípcios nas oitavas de final, Messi chegou a oito gols na Copa do Mundo de 2026 e se isolou ainda mais na artilharia do torneio. O argentino abriu vantagem sobre Kylian Mbappé e Erling Haaland, ambos com sete gols, consolidando-se como o principal candidato à Chuteira de Ouro. Além disso, o desempenho igualou o recorde de mais gols marcados por um argentino em uma única edição de Copa do Mundo, marca que pertencia a Guillermo Stábile desde 1930.
A dependência argentina em relação ao seu principal astro também ficou evidente ao longo da competição. Em diversos momentos, a equipe de Lionel Scaloni encontrou dificuldades coletivas, mas foi novamente resgatada pelo talento de seu capitão. O cenário lembra a campanha de 2022, quando Messi liderou a conquista do tricampeonato e encerrou um jejum de 36 anos sem títulos mundiais para a Argentina. Agora, quatro anos depois, ele tenta repetir a façanha e escrever um desfecho ainda mais grandioso para sua trajetória internacional.
Caso consiga conduzir a Argentina ao tetracampeonato, Messi encerrará sua trajetória pela seleção da maneira mais simbólica possível: bicampeão mundial consecutivo, artilheiro do torneio e principal responsável por mais uma geração histórica da Albiceleste. Em sua sexta e provavelmente última Copa do Mundo, o camisa 10 segue transformando cada partida em um novo capítulo de uma carreira incomparável, reforçando um legado que atravessa gerações e consolida definitivamente seu lugar entre os maiores jogadores da história do futebol.

Será que Messi ainda poderá brilhar contra a Suíça nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026?
O meia-atacante Messi chega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 cercado por expectativa e preocupação ao mesmo tempo. O capitão argentino realiza um torneio extraordinário, com gols em todos os jogos disputados pela Albiceleste e liderança isolada na artilharia da competição, mas a classificação dramática diante do Egito acendeu um sinal de alerta na equipe de Lionel Scaloni. Depois de sofrer para superar Cabo Verde por 3 a 2 na segunda fase eliminatória e buscar uma virada histórica contra os egípcios pelo mesmo placar, a atual campeã mundial percebeu que suas fragilidades defensivas podem custar caro na reta decisiva do Mundial.
Apesar das dificuldades coletivas nos últimos jogos da Copa do Mundo de 2026, Messi continua sendo a grande esperança argentina. O camisa 10 marcou oito gols na competição e se tornou o principal responsável por manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo e do quarto título mundial da Argentina. Em um torneio marcado pela eliminação precoce de diversas seleções favoritas como Brasil, Alemanha, Colômbia, Holanda e Portugal, o veterano de 39 anos segue demonstrando capacidade para decidir partidas nos momentos mais delicados, exatamente como aconteceu diante do Egito.
O próximo desafio, porém, promete ser diferente. A Suíça chega às quartas de final da Copa do Mundo depois de eliminar a Colômbia na disputa por pênaltis em uma partida sem gols, sustentada por uma atuação defensiva extremamente sólida. A equipe comandada por Murat Yakin mostrou organização tática, disciplina e capacidade de resistir à pressão durante os 120 minutos de jogo. O desempenho reforça a ideia de que os suíços devem adotar uma postura ainda mais cautelosa diante da Argentina, apostando em linhas compactas e em poucos espaços para Messi criar.
Para a Argentina, o desafio será encontrar equilíbrio. Nas últimas duas partidas, a seleção sofreu com desatenções defensivas e permitiu que adversários considerados inferiores criassem oportunidades perigosas. Contra Cabo Verde e Egito, a equipe foi obrigada a buscar o resultado em momentos de enorme pressão, algo que dificilmente se repetirá diante de uma seleção europeia mais organizada. Para seguir sonhando com o tetracampeonato, será fundamental corrigir falhas defensivas, controlar melhor os jogos e reduzir os espaços concedidos aos adversários.
Mesmo assim, a história recente mostra que duvidar de Messi costuma ser um erro. Em 2014, a Argentina também encontrou enormes dificuldades diante da Suíça nas oitavas de final e precisou de um lampejo do camisa 10 para eliminar os europeus na prorrogação, com uma assistência decisiva para Ángel Di María. Doze anos depois, o roteiro pode se repetir: uma partida equilibrada, de poucos espaços, muita intensidade e novamente dependente da genialidade, da liderança e da capacidade decisiva de seu principal jogador nos momentos cruciais.
Por tudo o que apresentou neste Mundial, Messi ainda reúne condições para voltar a brilhar nas quartas de final. A Suíça possui uma das defesas mais consistentes do torneio, mas a Copa de 2026 também mostra que o craque argentino continua sendo capaz de decidir jogos mesmo quando a atuação coletiva da Argentina está longe do ideal. Se a Albiceleste pretende seguir em busca do bicampeonato, será novamente necessário que seu camisa 10 encontre soluções onde poucos enxergam possibilidades. Afinal, até aqui, a trajetória argentina no torneio tem seguido um roteiro bastante claro: quando a equipe vacila, Messi aparece para carregá-la nas costas mais uma vez.
(Foto: AFP/Getty Images)