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Futebol Libertadores

Messi poderá disputar a Libertadores em breve? Entenda os planos da Conmebol

Lionel Messi foi responsável direto por causar o maior aumento de popularidade no futebol dos Estados Unidos neste século XXI. Depois da investida em nomes veteranos com passagens por grandes ligas europeias e de investimento do capital estrangeiro, a presença de um dos maiores nomes da história e o fato dos EUA estar recebendo a Copa do Mundo causaram maior interesse na MLS, com direito à implementação de um plano consistente para tornar a liga norte-americana muito mais competitiva e atrativa no futuro, aproximando-a mais dos campeonatos europeus em seu novo formato, se afastando dos tradicionais modelos dos esportes americanos.

E justamente por conta disso que cada vez mais empresas e organizações tentam extrair o máximo possível do sucesso comercial que Messi traz para as América, e isso envolve a disputa da Copa Libertadores. Informações recentes apontaram que a Conmebol e a Concacaf estariam estreitando laços para permitir que clubes da MLS (liderados pelo Inter Miami de Lionel Messi) integrem o torneio continental. O que parece um “sonho de consumo” para os torcedores sul-americanos é, na verdade, um tabuleiro de xadrez complexo.

Messi na Libertadores faria sentido?

Para a Conmebol, ter o maior jogador da história em sua competição de elite seria o ápice comercial. A presença de Messi em estádios consagrados da América do Sul vestindo a camisa de um clube bem-sucedido comercialmente na atualidade, elevaria o valor das cotas de TV e patrocínios a patamares globais nunca antes vistos no futebol sul-americano. Ou seja, essa seria uma chance de transformar a Libertadores em um produto de audiência mundial instantânea.

Se por um lado a MLS(e a Apple TV enxergam cifras astronômicas, a Concacaf vive um dilema. A saída (mesmo que parcial) de suas principais estrelas e clubes para o torneio vizinho enfraquece a Champions Cup da Concacaf. O risco é o torneio da América do Norte tornar-se uma “segunda divisão” em termos de interesse, perdendo força justamente no ciclo que antecede a Copa do Mundo de 2026.

No entanto, para que consiga viabilizar a presença de Messi na Libertadores, MLS e Conmebol precisam organizar uma questão logística que precisará fazer sentido. Viagens de Miami para Buenos Aires ou Santiago são exaustivas e cruzam fusos horários e hemisférios. Ou seja, como o argentino de 38 anos lidaria com o calendário da MLS somado à brutalidade física e logística da Libertadores é uma questão para se resolver, pois o risco de lesões e o desgaste excessivo são os principais freios para essa operação.

Há também a curiosidade técnica: como o milionário, porém taticamente aberto, time do Inter Miami se portaria contra o pragmatismo e a pressão de um Flamengo ou um Palmeiras em jogos de mata-mata. Para a MLS, seria a prova de fogo para medir se seu nível de investimento se traduz em competitividade contra a tradição brasileira e argentina, visto que a participação dos clubes norte-americanos na Copa do Mundo de Clubes representou uma grande decepção em todos os sentidos possíveis, esportivamente e principalmente comercialmente (até mesmo para Messi e Inter Miami).

Imagem: AFP