Lutas UFC

Mike Malott ganha moral no UFC e tira Colby Covington do ranking após vencer Durinho

Mike Malott ganhou muita moral no UFC após derrotar com um belo nocaute o brasileiro Gilbert Burns, o “Durinho”, no UFC Winnipeg. A vitória teve impacto imediato na carreira do canadense e também na configuração da divisão dos meio-médios.

Isso porque, na atualização mais recente do ranking do Ultimate, Malott já aparece entre os principais nomes da categoria. Nesta terça-feira (21), a organização colocou o canadense na 11ª colocação do peso meio-médio. Ele surge à frente de atletas renomados, como Michael Page, que ocupa a 12ª posição.

De quebra, Malott provocou uma mudança simbólica: ele tirou Colby Covington do ranking pela primeira vez em anos. Conhecido por suas provocações sem filtro, Covington provavelmente terá algo a dizer sobre sua saída — o que pode até gerar novos capítulos dentro e fora do octógono.

A ascensão de Malott é fruto de consistência

O salto de Mike Malott no ranking não aconteceu por acaso. Ele é resultado direto da solidez que o lutador vem demonstrando desde sua chegada ao UFC. Em sete lutas na organização, o canadense soma seis vitórias e apenas uma derrota.

O único revés aconteceu diante de Neil Magny, em 2024, um adversário experiente que costuma testar o limite dos atletas em ascensão. Desde então, Malott se recuperou de forma convincente e embalou três vitórias consecutivas.

Mais do que os números, o desempenho chama atenção. O nocaute sobre Durinho foi dominante e técnico, evidenciando evolução em áreas fundamentais como precisão e leitura de combate. Esse triunfo funcionou como a “cereja no bolo” de sua sequência positiva.

Durinho, afinal, é um nome consolidado e respeitado na divisão. Superá-lo de forma contundente não apenas soma no cartel, mas também muda a percepção do público e dos matchmakers. Malott deixa de ser promessa e passa a ser visto como uma ameaça real.

Em uma categoria extremamente competitiva, esse tipo de vitória tem peso dobrado. Ela posiciona o canadense como uma figura relevante na corrida por espaço entre os melhores.

Os desafios de Malott aumentam no topo da divisão

Se por um lado Malott vive o melhor momento da carreira, por outro, o cenário à frente é ainda mais desafiador. A divisão dos meio-médios é considerada uma das mais difíceis do UFC, tanto pela profundidade quanto pela qualidade técnica dos lutadores.

Além do domínio do “brutal” Islam Makhachev, citado frequentemente como referência no cenário atual, há uma nova geração pressionando forte. Nomes como Jack Della Maddalena, Ian Machado Garry e Carlos Prates vivem grande fase e disputam espaço diretamente com atletas em ascensão como Malott.

Esse contexto torna a caminhada mais complexa. Cada luta passa a ser decisiva, e qualquer erro pode custar posições no ranking. Diferente do início da trajetória, quando havia mais margem para evolução gradual, agora o canadense está sob pressão constante.

Além disso, o estilo dos principais nomes da categoria exige versatilidade. Não basta ter poder de nocaute — é preciso lidar com grapplers, strikers técnicos e lutadores completos. Esse será o verdadeiro teste para medir até onde Malott pode chegar.

Ao mesmo tempo, é justamente esse cenário que pode impulsionar sua carreira. Grandes desafios trazem grande visibilidade. Se continuar vencendo, especialmente contra adversários do top 10, ele rapidamente pode entrar na conversa por disputas mais relevantes.

No fim das contas, os verdadeiros desafios de Mike Malott ainda estão por vir. A vitória sobre Durinho abriu portas, mas também elevou o nível de exigência. O canadense agora precisa provar que não foi apenas um momento de brilho, mas sim o início de uma trajetória sólida entre a elite.

O ranking já reconheceu seu crescimento. Agora, resta saber se ele conseguirá se manter — e avançar — em uma das divisões mais competitivas do MMA mundial.

Foto: Getty Images