No reencontro entre Flamengo e Atlético-MG depois da final da Copa do Brasil, agora válido pela 34ª rodada do Brasileirão, o Galo saiu do Maracanã com um empate em 0 a 0, na noite desta quarta-feira (13). Sem gols marcados na partida, o técnico Gabriel Milito foi questionado em entrevista sobre a substituição de Hulk, ocorrida na reta final do confronto, protagonizado pelo goleiro Everson salvando os mineiros do que poderia ter sido uma goleada:
“Hulk vinha com uma sobrecarga muscular. Ele queria estar no jogo, sabia que era uma partida muito importante. Demonstrou mais uma vez que é o nosso líder. Sabíamos que não poderia jogar toda a partida, assim como Zaracho não poderia jogar e Paulinho deveria entrar, porque não podia jogar a partida toda. Temos muitos jogadores com alguma dificuldade física, mas para isso serve o grupo. Quando vimos que Hulk havia dado tudo, trocamos pelo Alisson.”
Além de explicar a substituição de Hulk no segundo tempo do jogo de ontem, Milito comentou sobre a derrota atleticana na final da Copa do Brasil, disputada no último domingo na Arena MRV. Para o treinador, há um evidente cansaço no time, e que apesar do empate no Maracanã pelo Brasileiro, houve um grande esforço do grupo em tentar superar a dor do revés.
“Há que entender que a equipe vem fazendo um esforço muito grande, tínhamos que superar a dor da derrota da final, que não é algo fácil. Eles vinham com ânimo por terem vencido. Tem muito cansaço, desde o físico até o mental. Era um desafio grande para esse jogo.”
Milito destaca dificuldade do Atlético, mas reforça conquista de um ponto
Diante do resultado que manteve o Atlético-MG na primeira parte da tabela, Gabriel Milito enfatizou a importância de ter conquistado um ponto com o empate no Rio, mas reconheceu que era melhor ganhar, pois o Galo enfrenta um período irregular no Campeonato Brasileiro, e corre risco de ficar fora da zona de classificação para as competições da Conmebol, caso não vença os seis jogos finais do torneio, e termine vice-campeão da Libertadores no próximo dia 30.
“Foi uma partida dura no primeiro tempo, sobretudo nas circunstâncias especiais. É melhor ganhar, mas conseguimos um ponto valioso.”
Tínhamos uma expectativa muito maior no Brasileirão, esperávamos estar com muito mais pontos do que temos. Está relacionado ao fato de sermos a única equipe que vai jogar todas as partidas do ano. Jogamos todas do Mineiro, da Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores. Isso é muito, além do desgaste físico, tem o emocional que é muito grande.”
Com 42 pontos e na 10ª colocação do Brasileirão, o Atlético volta a campo neste sábado (16), novamente jogando fora de casa. O Galo vai a Curitiba enfrentar o Athletico-PR, na Ligga Arena, às 18h30 (de Brasília).