Thomas Tuchel no Santiago Bernabéu. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images
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Missão Madrid: Tuchel encontra pilares e expõe dilema na Inglaterra

O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, esteve em Madrid em mais uma missão de observação visando a Copa do Mundo. O comandante encontrou um cenário ideal: um duelo de alto nível entre Real Madrid e Bayern de Munique pela Champions League.

Os principais alvos estavam bem definidos. De um lado, Trent Alexander-Arnold e Jude Bellingham do Real Madrid; do outro, Harry Kane, referência ofensiva do Bayern.

Ao fim da noite no Santiago Bernabéu, Tuchel saiu com algumas percepções reforçadas — e outras dúvidas ainda mais evidentes. Se por um lado Bellingham e Kane confirmaram seu peso dentro da seleção, Alexander-Arnold voltou a expor inconsistências que seguem travando sua afirmação no time inglês.

Dentro de campo, o Bayern venceu por 2 a 1, em um jogo que correspondeu à atmosfera do Bernabéu: intenso, imprevisível e cheio de protagonistas.

Alexander-Arnold: brilho ofensivo, sombra defensiva

Trent Alexander-Arnold segue sendo um dos casos mais complexos da Inglaterra. Com talento indiscutível e atuando em um gigante europeu, o lateral ainda não encontrou um encaixe claro na seleção. Sua atuação contra o Bayern resumiu bem esse dilema.

No primeiro tempo, acumulou erros de passe e quase comprometeu ao permitir uma chance clara para Michael Olise. Também teve dificuldades defensivas no lance do primeiro gol, sendo superado no setor. Por outro lado, mostrou sua qualidade no apoio: participou das bolas paradas e deu a assistência para o gol de Kylian Mbappé.

Em resumo, foi o de sempre: impacto ofensivo alto, mas inconsistência no restante do jogo. Para Tuchel, pouco mudou.

Bellingham: impacto que fala por si

Mesmo começando no banco, ainda em recuperação física, Jude Bellingham precisou de poucos minutos para influenciar o jogo. Sua entrada elevou o nível do Real Madrid. Com conduções agressivas e presença no último terço, deu outra dinâmica ao time.

A disputa por posição no meio ofensivo é forte, com nomes como Morgan Rogers, Cole Palmer e Eberechi Eze. Ainda assim, Bellingham reforça, jogo após jogo, que Tuchel o deixe de fora da lista final.

Kane: o ponto de equilíbrio

Se há alguma preocupação com Harry Kane, ela passa apenas pela parte física. Dentro de campo, o camisa 9 segue sendo garantia. Após um início discreto, decidiu o jogo com a naturalidade de sempre: finalização precisa de fora da área, sem chances para Andriy Lunin.

Artilheiro histórico da Inglaterra, Kane continua sendo o ponto de equilíbrio da equipe — aquele jogador que transforma domínio em resultado. Sendo assim, é de importância vital para o selecionado de Tuchel.

Ajustes a serem feitos e peças garantidas na lista final da Inglaterra

A passagem de Tuchel por Madrid deixou um cenário claro: a Inglaterra ainda tem ajustes a fazer e posições em aberto. Algumas peças já são praticamente inegociáveis, ao exemplo de Harry Kane.

No saldo final, Kane é presença garantida, já Alexander-Arnold e Jude Bellingham seguem como dúvida — apesar do meio campista estar mais próximo do status de “confirmado”. Com a estreia contra a Croácia no horizonte, basta apenas a reta final da temporada confirmar a ida dos três para a Copa do Mundo.

Créditos da foto de capa: Alexander Hassenstein/Getty Images